Curso IoT sem Mistérios | GS1 BRASIL

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Nos dias 08 e 09 de junho a GS1 Brasil oferecerá em sua sede, no Bairro Pinheiros, o curso IoT sem Mistérios com a Renata Rampim (profissional bem-conceituada no assunto) restrito a algumas áreas. Caso ainda não conheça o conceito de IoT (Internet of Things) , veja algumas informações.

Você sabe o que é IoT?

Internet das Coisas é um conceito criado para a revolução tecnológica dos itens interconectados. Todos aqueles itens usados no dia a dia que estão imersos na rede mundial de computadores.

O que impacta nos meus negócios?

O objetivo de implantar rede de internet em utensílios do dia a dia é para que aconteça a fusão do mundo físico e o digital, fazendo com que tudo que estiver conectado se comuniquem um com o outro, seguindo o mesmo conceito dos data centers e nuvens. A partir de 2014 o mercado brasileiro de aparelhos conectados na internet movimentou em torno de 2 bilhões de dólares, de acordo com o IDC.

Como surgiu?

Foi em 1991 que começou a discussão sobre a conexão de objetos, quando a conexão de TCP/IP e a Internet que conhecemos começou a se tonar acessível. Bill Joy, cofundador da Sun Microsystems, foi a cabeça pensante por de trás da ideia de conectar várias redes e dispositivos.

Há um investimento no curso. Saiba mais e faça sua inscrição em educa@gs1br.org

Brasil avança em pesquisas de Internet das Coisas

REDEIOTA plataforma IoT – Estrutura Aberta de Tecnologias para Internet das Coisas e suas Aplicações foi lançado nesta quinta-feira.

A Plataforma IoT – Estrutura Aberta de Tecnologias para Internet das Coisas e suas Aplicações foi lançada nesta quinta-feira (5) na Universidade Federal do Ceará (UFC), em Fortaleza. Integrante do Brasil Inteligente (que substituirá o Programa Nacional de Banda Larga, o PNBL), a iniciativa contará com recursos do Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel) e será desenvolvido pelo Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD), em parceria com instituições de ensino.

A ferramenta, lançada pelo ministro das Comunicações, André Figueiredo, tem por objetivo desenvolver tecnologias – agrupadas pelos termos Internet das Coisas e comunicação Máquina a Máquina (M2M)– destinadas a aplicações em Cidades Inteligentes, com foco em segurança pública, mobilidade urbana, saúde e educação, dentre outros segmentos.

Tendo como executor principal o CPqD, a ação contará ainda com a colaboração do Instituto Atlântico, do Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI), da Fundação de Apoio à Capacitação em Tecnologia da Informação (FACTI), além da UFC. A previsão de duração dos trabalhos é de três anos, com orçamento estimado em R$ 34,8 milhões.

Para o ministro das Comunicações, André Figueiredo, o protagonismo no desenvolvimento de tecnologias que permitem a evolução do País será potencializado pelo plano Brasil Inteligente, que será lançado na próxima segunda-feira (9). “Teremos o eixo de Inovação e Empreendedorismo como um dos destaques. A Internet das Coisas, que está ligada ao 5G, onde o Brasil já atua em conjunto com a União Europeia, estará cada vez mais presente no dia a dia do cidadão”, explicou o ministro, ao assinar o documento de liberação dos recursos do Funttel e receber uma homenagem da universidade.

“Além de estimular a igualdade no contato com o conhecimento, a política do ministério permitirá que os serviços públicos sejam potencializados, garantindo a otimização da operação e gestão em diversas áreas”, acrescentou o ministro, que estava acompanhado do secretário de Telecomunicações do Ministério das Comunicações (MC), Maximiliano Martinhão.

Inovação

Segundo o vice-reitor da UFC, Custódio Luís Almeida, a academia é a base ideal para ampliar o retorno esperado. “É uma honra para a UFC poder receber do ministério os investimentos do Funttel. Vamos cultivar esse espírito de inovação consolidado para ampliar a justiça social”, declarou.

O presidente do CpQD, Sebastião Júnior, destacou o pioneirismo da iniciativa a partir da união de entidades renomadas. “Buscamos levar progresso e desenvolvimento para a sociedade a partir do apoio do Ministério das Comunicações. O retorno dos investimentos para os cidadãos é fundamental para garantir um futuro melhor para todos”, disse.

Publicado pelo Portal Brasil com informações do Ministério das Comunicações.

Tecnologia RFID moderniza empresa

TagRFID Fabricante de equipamentos de proteção individual (EPI), roupas de proteção contra arco elétrico e uniformes, a Leal Indústria e Comércio tinha um problema sério para resolver. Como saber, diante de uma gama enorme de produtos, quantos e quais estavam estocados em seus três centros de distribuição. Até o ano passado, a empresa nunca havia feito um inventário completo do estoque. Quando necessário, realizava uma contagem manual em algumas linhas e sempre encontrava erros.

Muitas vezes algumas peças eram dadas como vendidas – ou pior, perdidas – e, tempos depois, encontradas em alguma prateleira. “Nossa produção é bastante diversificada: vai de roupa funcional para funcionários de concessionárias elétricas a luvas de açougueiro e cintos paraquedistas usados na manutenção da rede elétrica”, afirma Adailton Siqueira, gerente de sistemas da Leal. “Temospallets com oito tipos de produtos e isso dificulta muito o controle.”

Em dezembro do ano passado, na tentativa de rastrear os produtos dentro da empresa, a Leal decidiu investir em um projeto de Radio Frequency Identification (RFID), tecnologia que permite identificar e rastrear objetos por meio de sinais de radiofrequência emitidos por etiquetas eletrônicas (ou chips) e captados por leitores.

A Leal implantou a tecnologia em fases, por linha de produto. Dividiu o projeto em três pilares: software, etiquetas e equipamento de leitura. “O software recebe as informações das etiquetas e as envia para o ERP”, diz Siqueira, referindo-se ao sistema de gestão empresarial. “Essa integração entre os dois sistemas, que pensei ser a etapa mais complicada, foi a mais simples”, afirma. O mais difícil, segundo Siqueira, foi encontrar as etiquetas certas para cada linha. Foram feitos alguns testes até chegar à escolha correta.

No início do projeto, a Leal fez um teste com sua linha de luvas isolantes. “Levamos três horas para fazer a contagem manual de 5 mil itens”, afirma Siqueira. “Com o RFID, foram necessários apenas 15 minutos para contar 20 mil itens.” A contagem manual ainda apresentou erros, enquanto a do RFID foi precisa. “Além de produtividade, ganhamos confiança nos inventários”, diz. Outro benefício da tecnologia está no fato de que cada etiqueta eletrônica carrega o número de série do produto. “Se houver 50 mil luvas em estoque, teremos 50 mil números de série diferentes para saber onde cada uma está posicionada”, diz Siqueira. Assim, se a mesma etiqueta for passada no leitor duas ou 100 vezes, a contagem continuará exata, porque o leitor contabilizará apenas um produto.

Nas etapas seguintes à implantação, outras vantagens foram descobertas. “A ideia era usar a tecnologia apenas no produto pronto, mas, quando vimos seu potencial, decidimos expandir para toda a operação”, afirma Siqueira. Agora, a identificação por radiofrequência está presente também nas fábricas da Leal. O RFID rastreia e controla a utilização de matéria-prima e otimiza o estoque. Ninguém precisa avisar que está na hora de comprar determinado insumo porque essa informação vai automaticamente para o ERP.

O próximo passo é fazer um portal móvel de leitura que possa identificar todos os produtos de um pallet de uma única vez. Em breve, a empresa deve expandir os benefícios do sistema de identificação para que os clientes também façam o rastreamento automático dos produtos, com informações sobre data de validade e de manutenção preventiva.

A Leal trabalha com equipamentos de segurança e sabe que alguns tipos de uniforme não podem ser usados por dois dias consecutivos, por exemplo. “Com a etiqueta, quando o profissional passar pelo portal de leitura, imediatamente a empresa vai saber se ele está descumprindo essa regra, coisa que dificilmente conseguiria controlar”, afirma Siqueira.

Renata Rampim, consultora e especialista em RFID, afirma que, assim como a Leal, muitas outras empresas vêm descobrindo outras funcionalidades da tecnologia RFID que não tinham considerado quando começaram a analisar o retorno sobre investimento (ROI) do projeto. “Elas procuram RFID porque precisam de uma solução rápida e confiável para fazer a contagem de produtos, mas acabam encontrando muito mais benefícios”, diz.

Renata começou a trabalhar com RFID em 2007. De lá para cá, testemunhou uma transformação nessa tecnologia. O custo despencou. “Hoje, é possível comprar etiquetas a 0,05 centavo de real. Há quatro anos, custavam 0,55 centavo, em média”, afirma Renata. Outra revolução aconteceu na eficiência da leitura de dados. “Desde 2012, com a chegada de novos chips e versões de leitores, outras aplicações foram descobertas”, diz ela. Para embalagens úmidas, por exemplo, a tecnologia era ineficiente. Agora isso não é mais um problema.

Por Exame.com

A Transformação do Varejo pela Tecnologia RFID

rfidinretailSempre que falamos em tecnologias, elas estão associadas a uma inversão, e muitas cadeias comerciais focam mais no investimento do que nos resultados da eficiência que a implementação da tecnologia correta pode gerar.

Em diversos artigos tenho mencionado a satisfação do consumidor a partir da premissa de contar com um produto de quantidade, lugar e tempo adequado. Todas as marcas trabalham dia a dia em estratégias relacionadas com a conexão emocional que deve ser estabelecida entre uma marca e o consumidor. De fato a inversão projetada da indústria de agências de promoção para 2016 é de mais de 800 mil dólares, representando um crescimento de 7,1 % comparado a 2015, de acordo com o departamento de Investigação de Merca2.0, sendo a indústria de alimentos que mais gera demanda deste tipo de agências, com a finalidade de colocar o produto frente ao consumidor de forma eficaz e eficiente.

Mais de nada adianta este tipo de estratégias se a cadeia de fornecimento não está alienada aos objetivos que se perseguem, tais como o uso de tecnologias que habilitem da melhor maneira os processos que dependem da logística. Uma de estas tecnologias capaz de aumentar a eficiência do varejo é precisamente a RFID (Radio Frequency Identification). Para muitas pessoas esta tecnologia é nova, porém começou a ser utilizada nos anos 1920 quando foi desenvolvida pelo MIT e usada pelos britânicos na Segunda Guerra Mundial, conforme descrito por Gaurav Dargan e Brian Johonson no livro The use of Radio Frequency Identification as a Replacement for Traditional Barcoding.

Para o varejo, a implementação de RFID não deveria ser uma novidade, e sim uma realidade, pois as marcas que a implementaram tem visto resultados em diferentes atividades relacionadas com a logística com o passar da cadeia de fornecimento como: incremento da produtividade, envio de produtos com maior velocidade, melhor administração do inventário e, como consequência, um excelente atendimento ao consumidor.

Quando o RFID começou a comercializar-se de maneira mais contundente através das diferentes empresas que produzem a tecnologia, houve grande ênfase nos benefícios para o consumidor dentro do ponto de venda para melhorar sua experiência de compra, porém hoje em dia o que procuram as cadeias comerciais é a implementação da tecnologia atrás da loja, desenvolvendo então aplicações para o etiquetamento de paletes e contêineres,  para rastreamento do produto a partir da cadeia de distribuição em suas diferentes fases: recepção, classificação, balanço de produtos e gestão de inventários.

Toda a cadeia comercial que queira transformar-se devera adotar tarde ou cedo esta tecnologia. Não sendo necessária a inversão, e sim contar com o processo eficiente e avançado para satisfazer as necessidades de um consumidor cada dia mais exigente e que demanda velocidade em todos os processos relacionados à compra.

Por Alberto Carreon em Merca 2.0.

RFID vem ganhando espaço no mercado

rfidtagA tecnologia RFID se destaca pela multidisciplinaridade. Ajudando no movimento de próteses e colaborando para a facilidade do uso de cartões de pagamento de ônibus e pedágio, a técnica está presente no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, e dispensa o contato físico ou visual. A RFID é a evolução do código de barras e, com segurança criptografada, promete colaborar também para a Internet das Coisas. De acordo com especialistas, a tecnologia pode ajudar na revolução dos aparelhos do dia a dia ao conectar tudo e todos.

Os registros históricos apontam que a identificação por radiofrequência foi utilizada na Segunda Guerra Mundial para rastrear a aproximação de aviões. Segundo Felype Nery, analista em RFID, a técnica é basicamente formada por um dispositivo que contém informações que podem ser acessadas de maneira rápida e inteligente através de radiofrequência. O sistema é composto de um leitor, uma antena e uma etiqueta.

As etiquetas, ou tags, utilizadas no processo podem ser identificadas em um raio de mais de 100 metros, dependendo do modelo RFID, como é o caso dos dispositivos instalados em carros para pagamento automático de pedágios. A padronização internacional também colabora para a expansão e pode ser vista no NFC, recurso disponível em dispositivos móveis, como celulares e tablets, e considerado uma extensão do reconhecimento por radiofrequência.

As aplicações da técnica são infinitas e, de acordo com Nery, basta “dar asas a imaginação”. As etiquetas são bastante usadas no varejo para taguear produtos, e já foram vistas também em atletas da Maratona de Nova York e em próteses. Para movimentar o implante, várias etiquetas são espalhadas pelo corpo do usuário, que dependendo do movimento que quiser fazer, basta passar a mão em frente a tag específica.

Redução de custos

Apesar de ter restrições perto de metal e água, o padrão de identificação tem ajudado em crises econômicas. A técnica, que tem tido queda no preço, automatiza processos, quase zerando o tempo de reconhecimento de produtos. De acordo com Alexandre Dal Forno, especialista em RFID, empresas que levavam semanas detectando mercadorias agora podem fazer o mesmo trabalho em minutos. “A tecnologia permite encontrar uma caixa sem precisar ter contato visual com ela, o que torna o processo bem mais rápido do que utilizando código de barras. É possível, por exemplo, monitorar o transporte de mercadorias de alto valor em tempo real e verificar se algo saiu do caminhão durante a viagem. A gestão é total”, afirma Dal Forno, que acredita que o padrão veio para ficar.

Para Claiton Colvero, também especialista em RFID,  a padronização da identificação por radiofrequência e a agilidade na leitura “abrem um mundo de oportunidades”. “Em um futuro próximo, será possível, por exemplo, vermos supermercados equipados com sistemas RFID, onde o cliente passará o carrinho de compras por um portal de leitura e cada produto será identificado, sem precisar fazer esforços para tirar e colocar tudo no carrinho”, exemplifica Colvero. No Museu do Amanhã, inaugurado no final de 2015 no Rio de Janeiro, um cartão RFID auxilia na visitação. O card recebe o auxílio de uma assistente operacional parecida com a Siri, da Apple, e a Cortana, daMicrosoft, e transmite ao usuário informações sobre espaços e obras.

Segurança

A identificação também é usada em repetidores de sinal, fechaduras e crachás. Assim, a segurança dos dados pode preocupar os usuários. De acordo com especialistas, é possível utilizar criptografia para manter o perigo longe das informações armazenadas. Além disso, as tags carregam um número, onde as reais informações ficam guardadas em um banco de dados, como já é feito com o código de barras.

Internet das Coisas

Considerada uma revolução tecnológica que conecta itens do dia a dia à rede mundial de computadores, a Internet das Coisas é uma evolução do RFID. Para Felype Nery, uma aplicação ideal seria onde itens da geladeira tivessem etiquetas e o eletrodoméstico soubesse através da leitura das tags o que precisa comprar. “Assim, o sistema faria uma lista de compras e encaminharia o pedido para o supermercado mais próximo”, afirma Nery.

Segundo Dal Forno, a Internet das Coisas começou com a identificação por radiofrequência e foi evoluindo. “A tecnologia vem com o conceito de conectar coisas, equipamentos e pessoas. É um conceito mais amplo, com mais inteligência na tag, que passa informações via rede de Internet, o que abre infinitas possibilidades para novas aplicações”, diz.

Em janeiro, na Campus Party 2016 , um russo apresentou um sistema para controlar portas através de um chip com tecnologia RFID implantado nas mãos. De acordo com o desenvolver, o recurso prova que os humanos também podem participar da era da Internet das Coisas e o equipamento também pode ser utilizado para checar dados médicos, fazer pagamentos e confirmar a autenticação de documentos.

Por Isabela Giantomaso em TechTudo.