Como os esportes se tornarão mais competitivos com Big Data

techsportsPara muitos de nós, esporte é uma paixão. Independentemente do idioma, território ou torcida, estamos todos unidos por uma louca paixão pelo esporte, fazendo dele um forte elo de integração e inspiração. Por outro lado, o esporte também é um negócio sério.

Nossa paixão pelo esporte – e pela competição –sempre fez parte do DNA humano. Uma coisa que mudou, no entanto, é o modo como vivenciamos essa paixão. Durante o último século, avanços tecnológicos têm revolucionado o esporte e, como resultado, essa indústria se tornou global e está avaliada em US$ 100 bilhões. Hiperconectividade, computação em nuvem, dispositivos inteligentes e segurança cibernética são algumas megatendências que estão impulsionando a transformação digital nos esportes.

Embora ainda em estágios iniciais, uma nova era nos esportes já está em curso: a era do Big Data. Há quinze anos, o uso de análises no esporte era estranho e controverso. Muitos olheiros, treinadores e jornalistas esportivos acreditavam apenas no que viam com seus olhos. Eles não valorizam o uso de computadores nem de dados – até que as equipes que usavam dados começaram a vencer e inovar. Isso mudou o jogo para sempre. Organizações esportivas em todo o mundo estão investindo para mudar o jogo com tecnologias modernas, incluindo dispositivos wearables e tags RFID que rastreiam os movimentos a fim de melhorar o desempenho dos jogadores e reduzir lesões, e instalando tecnologias baseadas em câmera para capturar estatísticas em tempo real.

Hoje, com a capacidade tecnológica existente para processar grandes volumes de dados brutos, o esporte profissional está mudando em todos os níveis – dos camarotes, campos, e quadras até torcedores em casa.

Ainda que a tecnologia possa parecer complexa, a transformação nos esportes já está ocorrendo de três maneiras simples: tornando o jogo mais competitivo para os jogadores, mais divertido e atraente para os torcedores e mais rentável para os clubes e organizações. É um cenário em que todos ganham uma vantagem competitiva.

Mais performance, menos lesão

Com a ajuda da tecnologia, ligas e equipes esportivas são capazes de analisar grandes quantidades de dados e transformá-las em informações inteligentes, permitindo que os jogadores treinem melhor, de forma mais inteligente que seus adversários, e evitem lesões. Isso permite que os treinadores façam uma gestão holística e engaje suas equipes de modo mais eficiente.

Pense nisso. Em apenas 10 minutos de treinamento, 10 jogadores treinando com três bolas podem gerar 7 milhões de novos pontos de dados. E uma hora e meia de partida de tênis entre dois jogadores gera uma média de 60 mil a 70 mil registros. Com o poder da tecnologia de processamento e análise de informações, por exemplo, todos os dados podem ser processados e analisados até 1.000 vezes mais rápido do que as plataformas tradicionais, ou seja, podemos encontrar padrões nos dados em um piscar de olhos. Essas são as perspectivas que nenhum treinador, jogador ou clube, com toda sua experiência, poderiam ter normalmente.

As equipes agora podem explorar os grandes volumes de dados vindos de sensores, vídeos e plataformas sociais e reunir todos os sinais de grandes conjuntos de dados de históricos, permitindo fazer previsão e recomendações perfeitas para a forma física e o desempenho dos jogadores. Eles poderão agir imediatamente e tomar decisões informadas em tempo real.

Torcedor no centro das ações

Torcedores são pessoas apaixonadas. Hoje, eles não só estão usando a camisa de seus times, como também estão compartilhando suas paixões com milhões de pessoas nas mídias sociais – até 2020, mais de 2,55 bilhões de pessoas estarão nas mídias sociais. Os torcedores de hoje esperam mais em troca de sua torcida. Eles querem ser capazes de assistir a todos os jogos, estejam onde estiverem, em qualquer dispositivo. Eles querem ver placares, estatísticas personalizadas e notícias atualizadas constantemente. Eles também querem se relacionar com seus jogadores favoritos e saber as notícias em primeira mão.

Em vez de acompanhar passivamente os esportes em casa, eles querem esportes que também se envolvam com eles. E, na nova economia digital com 50 bilhões dispositivos capazes de se conectar à Internet e na qual os limites entre os mundo físico e virtual são cada vez mais tênues, os torcedores esperam contar com experiências digitais inteiramente novas que os aproximem da ação. Com o poder da tecnologia, os torcedores passaram a serem no centro das ações e a tecnologia está redefinindo a experiência digital para eles.

Administração simplificada

Por fim, com a capacidade de armazenagem e processamento de grandes volumes de dados, os clubes podem integrar todos os aspectos de suas operações, tudo em um mesmo lugar: venda de ingressos e de merchandising; avaliação de jogadores e gestão de salários; recursos humanos e contabilidade; mídias sociais e marketing. A tecnologia também permite que os times identifiquem e compreendam suas bases globais de torcedores para gerar mais oportunidades de receita e valor para a marca.

Enfim, a transformação e a inovação nos esportes, independente da modalidade, já são realidades e estão à disposição para tornar a experiência dos torcedores mais interativas e agradáveis, os clubes e ligas têm um leque de opções para se diferenciarem e se tornarem mais atrativos aos fãs.

Cristina Palmaka para o Valor Agregado.

Internet of Things e Analytics: Informações valiosas com RFID

IoTAnalyticsEmbora a informação sempre tenha existido, ela muitas vezes está inacessível, incompleta ou até mesmo, quando visível, parece não fazer sentido por si só. Novas tecnologias surgem e o Big Data, assim como os desafios que o permeiam – análise, captura, curadoria, pesquisa, compartilhamento, armazenamento, transferência, visualização e privacidade dos dados – está cada vez mais em evidência. É o volume de informações crescendo exponencialmente.

Em suas recentes previsões para 2016, o Gartner ressalta que tudo na chamada malha digital – que nada mais é que a união de dispositivos móveis, wearables (tecnologias para vestir), sensores da Internet das Coisas (IoT) e outros dispositivos que são utilizados para interação entre pessoas –  produz, utiliza e transmite informação. Os dados vêm de todos os lados, de diversas fontes, podem ser extraídos de textos, áudios e vídeos, mas também incluem informações sensoriais e contextuais, disponíveis nas redes sociais, por exemplo. Estima-se que, ainda em 2016, 6,4 bilhões de “coisas” conectadas estarão em uso, sendo que em 2020 esse número deve saltar para 20,8 bilhões.

O dilúvio de informações nesse cenário 100% conectado parece caótico. Tudo na era Internet das Coisas gera dados. Aparelhos de pressão com chip, informando o estado do paciente diretamente para o médico e alimentando seu prontuário eletrônico; vagas públicas de estacionamentos com QR Codes que permitam o controle das vagas ocupadas e o registro dos pagamentos; sensores na rede de transmissão elétrica fornecendo em tempo real o status do consumo, índices de desperdício e pontos de falta de energia; sensores com tecnologia RFID para saber se um enfermeiro, médico ou funcionário de um hospital lavou suas mãos antes de entrar em contato com o paciente; e até mesmo semáforos conversando entre si e com os veículos para melhorar o controle do tráfego.
A questão é: como tirar proveito deste volume estrondoso de dados não estruturados, dispersos em inúmeras bases e provenientes de “n” fontes? As avançadas ferramentas de Business Intelligence (BI), também chamadas Analytics, graças à sua habilidade de utilizar dados, análises e raciocínio sistemático, são uma boa saída para lidar e tornar útil esse enorme volume de informação.
Voltando aos exemplos acima de aplicações IoT, as informações disponibilizadas pelos avançados aparelhos de pressão, poderiam ser de grande valia para políticas de saúde pública. Juntamente com dados dos hospitais, informações demográficas, índices relacionados à procura de medicamento para hipertensão nas farmácias no entorno, podem ser transformadas com o apoio do analytics em estatísticas extremamente úteis, permitindo descobrir, inclusive, maior incidência de pressão alta em determinada região. As descobertas permitem orientar medidas corretivas, ações educativas, aprimorar o controle da quantidade de sódio na água e uma série de outras iniciativas.
Isso só é possível por que as ferramentas de BI são capazes de extrair e realizar um primoroso trabalho analítico e inteligente em cima de grandes volumes de dados, estruturados ou não, coletados e armazenados por inúmeras outras tecnologias de altíssimo desempenho. Estamos falando do cruzamento de uma infinidade de dados, nos ambientes interno e externo, para gerar relatórios e dashboards extremamente visuais e interativos, com insights valiosos para a tomada de decisão, seja ela qual for.
Enfim, informações vindas de todos os lados compõem esse universo. E mesmo o que, em um primeiro momento, pareça invisível ou impalpável pode de alguma forma ser útil, se lapidado. Investir em inteligência analítica e transformar simples dados em informações valiosas é com certeza uma das melhores formas de se tirar proveito deste mundo tão conectado.

Por Alberto Branquinho para Canaltech Corporate.

 

PMEs Podem Viver a Indústria 4.0 com RFID

4.0workflowAgora sua empresa pode passar a contar com tecnologias como a de identificação por radiofrequência para gerenciar dados de todo o ciclo de vida do seu produto, do momento do pedido até o pós-venda.

Imagine você, pequeno e médio empresário, que existe uma solução que, ao mesmo tempo, reduz seus custos com matéria-prima e retrabalhos e aumenta sua capacidade de produção, seu faturamento e seu controle sobre os processos industriais. Imagine, então, que tudo isso seria feito sem necessidade de trocar ou aumentar seu parque de máquinas. Se colocarmos nessa equação a capacidade de customização de cada produto que sai da linha, sem perda de tempo ou dinheiro no processo, essa hipótese pode parecer até um delírio.

Mas não é delírio nenhum afirmar que a automação de processos industriais, por meio da adoção de tecnologias digitais, já é uma realidade no segmento de manufatura. A questão é que tais tecnologias são desconhecidas por 57% das pequenas empresas que responderam à pesquisa “Indústria 4.0: novo desafio para a indústria brasileira” – uma sondagem nacional, coordenada pela Confederação Nacional da Indústria, sobre a adoção de tecnologias digitais relacionadas à era da manufatura avançada.

A pesquisa considerou dez tecnologias, entre elas a automação com e sem sensores, adoção de MES (sistema de execução de manufatura, na sigla em inglês) e coleta, processamento e análise de grandes quantidades de dados (big data). O motivo de elencá-las tem tudo a ver com o cenário imaginário que criei no começo desse texto. Essas três tecnologias, combinadas, são a solução para que, no curto prazo, as pequenas e médias empresas de manufatura atinjam os benefícios da indústria 4.0.

A adoção de um sistema que integra o parque de máquinas ao ERP, caso do MES, permite o monitoramento de todo o processo de chão de fábrica em tempo real, sem esperar ocorrências acontecerem. Isso leva a uma série de vantagens, mas eu destacaria a redução de perdas com baixa produtividade, a garantia de produtos em conformidade com as normas técnicas e a precisão no controle de materiais.

Mas deixei o melhor para o final. O maior trunfo do MES é aperfeiçoar a OEE (eficiência geral do equipamento, na sigla em inglês) do parque de máquinas. O que isso quer dizer? Quer dizer que ele faz um diagnóstico de quanto a máquina é capaz de produzir (100%) e quanto ela está produzindo (vamos usar 55% de exemplo); e ajusta essa eficiência, identificando gargalos, acertando tempos de transição e levando a um melhor indicador de OEE (o máximo gira em torno de 85% – devido a pausas de manutenção, trocas de turno etc).

Aí você vai me perguntar: meu parque de máquinas tem muitos anos, tem como fazer essa automatização? E eu vou te responder que sim. Equipamentos mais antigos podem ser automatizados, desde que tenham CLP (Controlador Lógico Programável).

Já automatizamos a unidade fabril e a integramos ao ERP. Agora você pode passar a contar com tecnologias como a de identificação por radiofrequência (comumente chamada de RFID) para gerenciar dados de todo o ciclo de vida do seu produto, do momento do pedido até o pós-venda. Isso, além de dar informações que permitem um controle melhor de almoxarifado e até um atendimento mais rápido e personalizado no pós-venda, te traz para o mundo Big Data – em que você vai usar os dados, de forma estruturada, para tomar decisões estratégicas.

Para amarrar isso tudo, você ainda pode contar com um BPM (sistema de gerenciamento de processos do negócio). E essa é a última sigla que vou usar, mas uma das mais importantes para que o gestor de uma indústria sinta o benefício da Indústria 4.0 no dia a dia da empresa. Com o uso de uma plataforma de produtividade, além de ter acesso a um painel com todos os indicadores de gestão, é possível gerenciar e controlar documentos, suas revisões e aprovações; criar comunidades para projetos específicos; centralizar conhecimento; disponibilizar cursos, entre um mundo de outras possibilidades.

A última questão talvez seja a que você mais esperava ler. Quanto isso tudo vai me custar? Bom, isso vai depender do tamanho da sua empresa, da maturidade da sua gestão e do seu plano de negócios. Mas o que posso afirmar é que o investimento necessário nessas tecnologias para se ter mais produtividade se paga muito rapidamente com os benefícios diretos elencados acima e quando o faturamento passa a ser mais expressivo. E esse aumento virá, com certeza, quando a sua indústria for 4.0.

Por Carlos Valle para Administradores.

RFID na Evolução Tecnológica do Atacado

atacadistasParte fundamental da cadeia produtiva, o distribuidor é o braço da indústria responsável pelo abastecimento dos produtos no atacado e varejo, que, por sua vez, levam as mercadorias aos consumidores. O segmento de distribuição se fortalece a cada dia e é uma estrutura relevante no crescimento da economia nacional, ligando micro e pequenos clientes a médios e grandes fornecedores.

Estima-se que mais de 50% do que chega à casa dos brasileiros passa pelo elo do atacado distribuidor, responsável por levar produtos de consumo a mais de um milhão de pontos de venda, em mais de 5.570 municípios do país. O segmento atacadista distribuidor apresenta uma linha crescente na sua evolução. De acordo com o Ranking ABAD/Nielsen 2016, com ano base 2015, realizado pela Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores, o setor cresceu 3,1% em termos nominais, com faturamento anual de R$ 218,4 bilhões. Para comparação, em 2000, este mercado tinha faturamento de R$ 41,3 bilhões, alcançando os R$ 100 bilhões apenas em 2007.

Tal crescimento acompanha a evolução da tecnologia, que se transforma para oferecer meios eficientes de sustentar operações seguras e com melhores margens de lucro. No início da consolidação do segmento atacado distribuidor, a principal preocupação do empresário eram as questões financeiras. Muitos problemas permeavam a manutenção dos negócios, como a inflação, a valorização de estoque e a gestão dos produtos. A tecnologia evoluiu as suas ferramentas para atender a tais necessidades, chegando ao dia a dia dessas empresas por meio dos softwares de gestão. Com este primeiro passo, a indústria obteve o controle da sua organização financeira e melhorou as suas práticas de mercado.

O desafio seguinte dos empresários foi como realizar a gestão do estoque, uma vez que havia muitos problemas com a apuração de inventário e com troca de mercadorias. Mais uma vez, a tecnologia evoluiu os seus sistemas para oferecer funcionalidades específicas de eficiência de estoque, garantindo produtividade dentro do armazém, com controle preciso da separação e expedição das mercadorias, o que integra giro e margem de lucro sustentáveis para o negócio da empresa. Essa transformação de cenário consolidou o WMS (Sistema de Gerenciamento de Armazém), que proporciona assertividade na gestão de estoque, sem a necessidade de aumentar o número de funcionários envolvidos, garantindo a agilidade que o setor precisa.

Com a casa em ordem, outros pontos começaram a aparecer para o atacadista distribuidor, como a importância da sua eficiência de transporte. As empresas passaram a buscar meios para aprimorar a gestão de controle da frota com o objetivo de reduzir custos, questão fundamental, principalmente para o pequeno atacadista distribuidor. Muitos empresários têm dúvidas quanto ao melhor modelo a seguir: frota própria ou terceirizada. Acredita-se, no entanto, que o melhor caminho é aquele que proporciona maior segurança. Se for dentro de casa, é necessário um apoio tecnológico para suportar a operação com precisão e de acordo com as melhores práticas para a área. Caso a escolha seja por terceirizar, que seja com uma empresa parceria, capaz de fornecer informações confiáveis e feedbacks atualizados.

A evolução tecnológica continua e, hoje, caminha para melhorar a gestão de toda a operação do atacado distribuidor, que ganha cada vez mais funcionalidades e avanços operacionais. O RFID (Radio-Frequency Identification), por exemplo, além de um aparato perfeito para o controle de estoque, inventários mais rápidos e precisão na contagem das mercadorias, já é uma realidade mundial. No entanto, ainda não é amplamente utilizado no Brasil. A adoção em escala deve acontecer quando as indústrias tiverem que fazer a expedição dos seus produtos por meio de etiquetas eletrônicas para garantir a rastreabilidade dos produtos, movimento que já está em andamento para o controle de medicamentos.

As soluções de geolocalização, geoprocessamento e pick voicing, também são tendências que se consolidarão nos próximos anos. Quanto menor a margem de lucro das empresas, mais a gestão precisa ser eficiente para que não se perca dinheiro. O caminho é manter os olhos abertos para o que está ao redor e não temer mudanças, em especial as tecnológicas.

Por Ademar Alves para o Decision Report.