A Era Internet das Coisas e RFID

InternetRecentemente, o Google comprou a Nest Labs, empresa que ficou conhecida por criar um termostato e um detector de fumaça inteligente, que ao indicar que a temperatura não está adequada para um processo pode
automaticamente interromper a atividade. A aquisição por um valor expressivo se deve ao conhecido perfil visionário da multinacional que está de olho no mercado da “Internet das Coisas”, conceito que ilustra a conexão de dispositivos interligados, possibilitando que funções domésticas e corporativas sejam automatizadas.

Vê-se com frequência em filmes a conectividade de objetos, carros voadores e uma série de equipamentos mecanizados que introduzem no imaginário ideias de um mundo futurista. O que não se esperava é que toda esta tecnologia se tornaria possível, de acordo com funcionalidades que fazem parte da realidade da sociedade, e que os resultados tecnológicos surpreenderiam as expectativas do mercado.

A nova era que ilustra a automatização e identificação de processos é marcada pela Internet das Coisas. O conceito traz a conexão de objetos de modo sensorial e inteligente capaz de responder às ações que foram previamente designadas para uma determinada função. O nome pode soar estranho, afinal a palavra “coisa” engloba muitas “coisas” e é o que realmente a era da Internet das Coisas pretende fazer: conectar tudo possibilitando um diálogo entre objetos identificáveis que poderão interagir uns com os outros por meio da internet com o uso de data centers e nuvens computacionais para facilitar o cotidiano das pessoas e introduzir soluções funcionais nos processos cotidianos.

Um aliado fundamental para aproximar este cenário futurista à nossa realidade é a tecnologia RFID – Identificação por Radiofrequência, método de identificação automática de itens através de sinais de rádio, que aproxima cada vez mais soluções revolucionárias para a nossa realidade. Com esta tecnologia que, em minha opinião é uma das protagonistas desta nova era Internet das coisas, a automatização consegue, por exemplo, passar com um carrinho de compras no supermercado e automaticamente identificar os produtos e somar seus valores, sem a necessidade de ler item a item no caixa ou ainda direcionar automaticamente um caminhão carregado de produtos para fins logísticos, sem a necessidade de funcionários para fazer a identificação de nome, carro e conferir produto por produto. É realmente uma revolução que nos aproxima de um país mais tecnológico.

Este conjunto de grandes tecnologias que estão se unindo e conversando uma com as outras ainda trará benefícios surpreendentes para a humanidade. O RFID, integrado ao UHF (Ultra High Frequency), por exemplo, é a versão mais atualizada da tecnologia e hoje consegue integrar e enviar comandos com muito mais agilidade.  Ao incorporar as funcionalidades do mundo digital com as necessidades do mundo físico, a Internet das Coisas permite que os objetos façam parte dos sistemas de informação agregando inteligência às infraestruturas físicas que respondem aos comandos pré-estabelecidos.

Texto original por Luzia Teles em Segs.