Intel quer usar RFID para melhorar a gestão de ativos nos data centers

Etiquetas de radiofrequência já são usadas por alguns fornecedores. Embarcar a tecnologia em chipsets da fabricante daria escala à solução

A Intel estuda embarcar etiquetas de radiofrequência (RFID) em seus conjuntos de circuitos integrados, substituindo o modelo atual pelo rastreamento automático e wireless de servidores, módulos de computação em rede, armazenadores e outros dispositivos de data centers.

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Atualmente, a maioria dos centros de processamento listam seus ativos físicos do mesmo jeito que as mercearias relacionam seus produtos: com código de barras e scanners. A falta de eficiência é clara e leva à perda de certa porcentagem dos espólios com bases de dados desatualizadas.

As etiquetas de radiofrequência já são usadas no controle de ativos por alguns fornecedores terceirizados, mas a inclusão da funcionalidade nos chipsets da Intel torna as etiquetas de radiofrequência presença obrigatória em virtualmente todos os data centers.

A fabricante já fez os protótipos de seus chipsets com a tecnologia RFID e há pressão dentro da empresa pela inclusão do recurso em sua linha de produção, mas ainda não há decisão formal a respeito.

Com a identificação por radiofrequência, operadores de data center poderiam caminhar por um corredor enquanto checam as informações dos espólios, imediatamente preenchendo uma tabela ou usando um dispositivo como o Google Glass para reconhecê-los.

“Alguns operadores de data center não fazem ideia de quantos dispositivos eles possuem ou quantos servidores operam”, declarou Jeff Klaus, gerente geral de soluções de data center da Intel.

Scott Killian, vice-presidente de programas de energia do Uptime Institute, vê claros benefícios no uso de RFID nos data centers. Até o ano passado, ele era responsável pelos seis principais ambientes da AOL, gerenciando dezenas de milhares de espólios. Na empresa, era exigido o envio de dados a todos os data centers anualmente para financiamento, atividade que tomava dois dias e muitos funcionários para a varredura somente dos os equipamentos em um piso elevado de 274.000m².

O executivo também explicou que a empresa encarava as etiquetas por radiofrequência como o futuro, mas apontavam o custo de implementação como um grande obstáculo – as estimativas para a implementação da tecnologia na AOL ficaram entre US$ 500 mil e US$ 1 milhão.

A maneira exata com que esses dados coletados e transmitidos por etiquetas de radiofrequência estariam disponíveis aos operadores de data centers ainda não foi vista, mas a Intel está no mercado de agregação de dados há um bom tempo e já coleta dados como CPU, memória e energia de placa mãe, além de tornar APIs disponíveis a provedores de gerenciamento de sistemas terceirizados, como os OEMs.

“Os data centers podem saber o endereço IP de todo o seu equipamento e terem logs detalhados dos espólios, mas no período entre inventários, equipamentos são movidos e etiquetas podem cair e o registro de ativos nunca é 100% confiável”, concluiu Killian.

Fonte: Computer World