Conheça os mecanismos de identidade do futuro

futuredocsAlém de trazerem mais segurança à identificação, os documentos do futuro devem concentrar informações bancárias e tributárias dos usuários. É uma constante em filmes de ficção científica: em algum momento os personagens terão suas retinas, mãos ou rosto escaneados para serem identificados. Hoje, o mecanismo das telonas é realidade e é comum utilizar a biometria para transações bancárias e afins, mas o futuro promete ainda mais: a Estônia, por exemplo, já tem identidades digitais que aglomeram dados sobre 600 serviços públicos e 2.000 privados.
RG do futuro: O documento permite pagar os impostos, certificar habilidade para direção, fazer operações bancárias, acessar planos de saúde e até mesmo votar. Além de simplificar a rotina do portador, garante maior segurança em todas essas operações.
“Passamos de identificações que continham números cadastrados em algum sistema para documentos integrados ao sistema”, explica Alexandre Lima, da Rápido Card, empresa que desenvolve e já emprega as tecnologias de smartcards (cartões que contém um chips responsáveis pelo armazenamento de certificados digitais).
Outra novidade que chama atenção já é adotada em um prédio de escritórios sueco, onde todos os 400 funcionários tiveram um pequeno chip subcutâneo implantado. O dispositivo é programado conforme os níveis de autorização dos colaboradores e as portas se abrem – ou não – para eles desde que estejam permitidos a acessar determinados departamentos.
Para tanto, os chips utilizam RFID (identificação por radiofrequência). Aliada a outros dispositivos cotidianos, como o celular, a RFID pode resultar em uma realidade quase inacreditável. Imagine: sua identidade está vinculada aos seus dados bancários e ao celular, que só funciona após leitura biométrica. Quer comprar um produto? Tudo bem, entre na loja, pegue-o, coloque na bolsa, passe pelo portal que triangula os dados e pronto, você foi para casa sem filas e a empresa recebeu o pagamento direto da sua conta corrente.
No Brasil, as novidades ainda não são para já, mas empresas desenvolvedoras de smartcards se preparam para integrar telas de LCD e teclados sensitivos que adicionam mais níveis de certificação e segurança aos crachás, além de permitirem a inserção de senhas no próprio dispositivo. “Estamos antenados com as últimas tecnologias de identificação e controle de acesso para garantir que nossos clientes ganhem em agilidade e precisão”, conta Alexandre Lima.
Por Segs