Tecnologia de radiofrequência promete revolucionar pecuária

gado-reprodutivo-cursos-cpt

Um projeto piloto desenvolvido pelo Centro de Excelência em Tecnologia Eletrônica Avançada (CEITEC), empresa pública vinculada ao Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação, revelou que é possível ter o controle de rebanhos por meio de chips de radiofrequência (RFID). A técnica seria uma opção para produtores da região, que sofrem com constantes roubo de gado.

Capaz de prevenir furtos e roubos de gado, o uso do RFID na pecuária é muito recomendado para regiões de fronteira do País, como é caso do Noroeste do Paraná. Mas também tem a função de identificação e origem da carne para a indústria, Segundo a CEITEC, a razão pelo uso do RFID é a segurança que a tecnologia oferece, tanto para o controle do rebanho quanto para a qualidade da carne e exportação.

O monitorar o gado com o chamado Chip Boi promete ajudar a indústria da pecuária mais eficiente e prática – algo que é comum da Europa, onde os países já trabalham com rastreio da carne. Na América do Sul, o Uruguai exige, desde 2006, que todo rebanho nacional seja rastreado por meio da tecnologia RFID.

Foram mais de 2,5 mil cabeças de gado envolvida no estudo, que receberam uma tag em brincos com antenas RFID; o que possibilitou localizar cada animal rastreado no intervalo de 12 meses. Em setembro do ano passado, o CEITEC emitiu um parecer favorável à tecnologia que recebeu o apelido de “Chip Boi”.

O sistema de radifrequência para o controle do rebanho já é muito comum em fazendas da Austrália e do Canadá. No Brasil, a tecnologia dá um o primeiro passo para a aplicação eficaz da pecuária de precisão, na avaliação da CEITEC. “A identificação do gado já é uma obrigatoriedade legal no Brasil. E [agora] com os resultados, o governo já recomenda o RFID como um dos principais caminhos para isto”, afirma o superintendente da CEITEC, Marcos Lubaszewski.

A RADIOFREQUÊNCIA

Muito usual para o controle de estoque e logística, a radiofrequência, que chegou ser descartada do mercado no início da década passada, tem se revelado como uma alternativa de sucesso para a gestão das atividades econômicas, tanto no atacado quanto no varejo.

O RFID mais uma vez mostra sua eficiência no controle de estoque. A tecnologia [em radiofrequência] já começa a chegar às propriedades rurais e isto é mais uma prova de que o RFID pode ser utilizado em todas as atividades econômicas.

Matéria original: Ilustrado

Micro sensores em colmeias ajudarão pesquisa sobre fenômeno Colapso da Colônia

microsensorabelhas Tecnologia de micro sensores terão papel fundamental na investigação da saúde da abelha produtora de mel para garantir o fornecimento global de alimentos. ‘Mochilas para abelhas’ e colmeias habilitadas coletam dados sobre o comportamento das abelhas produtoras de mel e as condições ambientais, fornecendo informações sobre o colapso da colônia. 

A Intel Corporation anunciou no dia 25 de agosto, uma colaboração global com a CSIRO (Agência Nacional de Ciências da Austrália), que terá sua tecnologia atuando na investigação da saúde da abelha produtora de mel para garantir o fornecimento global de alimentos.
A Intel® Edison Breakout Board Kit, uma plataforma computacional personalizada, ligeiramente maior do que um selo postal, será distribuída pela CSIRO para parceiros de pesquisa em todo o mundo na forma de um kit com micro sensor para abelhas como parte da Iniciativa Global pela Saúde da Abelha Produtora de Mel (GIHH, na sigla em inglês), o micro sensor será colocado dentro de colmeias para monitorar as atividades das abelhas por meio de minúsculas tags RFID instaladas nas costas das abelhas.

Os sensores funcionam de maneira similar à e-tag de veículos, gravando quando o inseto passar na frente da Intel Edison board definida como checkpoint. Os dados coletados pelo leitor da tag RFID e outros sensores ambientais ligados à Intel Edison board fornecerão informações valiosas para apicultores, produtores primários, indústria e governos. Estas informações esclarecerão como proteger melhor a saúde da população de abelhas produtoras de mel, da qual dependemos para a polinização de um terço da comida que consumimos. “Gordon Moore, co-fundador da Intel, previu que o número de transistores em um chip de computador dobraria a cada ano”, disse David Mellers, Diretor de Vendas de Soluções Empresariais da Intel Austrália e Nova Zelândia. “Esta previsão virou uma força motriz para a indústria, nos habilitando a encolher continuamente a tecnologia e torná-la mais eficiente no consumo de energia. O que por outro lado nos permitiu repensar onde e em quais situações a computação é possível. A Lei de Moore não só estimula a mudança tecnológica, mas também cria um imenso valor econômico e avanço social e esta implantação da tecnologia como parte da GIHH destaca isto muito bem”, disse Mellers.

“As colônias de abelhas estão colapsando em todo o mundo e não sabemos por que”, disse o Professor Paulo de Souza, Chefe de Gabinete do Departamento Executivo de Ciências e de Produtividade Digital da CSIRO. “Devido à natureza global e urgente deste problema, vimos a necessidade do desenvolvimento de uma metodologia que qualquer cientista poderia facilmente implantar. Desta forma, podemos compartilhar informações e comparar dados de todo o mundo para investigar a saúde das abelhas. Este esforço único é um fantástico exemplo da Internet das Coisas”.

O Intel Edison Breakout Kit coleta dados da colmeia e envia a informação remotamente para a Portal de Acesso de Dados da CSIRO. Os pesquisadores usam os sinais dos sensores acoplados à Intel Edison para criar um abrangente modelo 3D que ajuda os pesquisadores compreender o movimento, os comportamentos e as respostas das abelhas aos motivos de stress que afetam a saúde e a polinização das abelhas; além de monitorar as atividades das abelhas, é possível coletar informações ambientais, incluindo a umidade dos arredores da colmeia, bem como temperatura e radiação solar.

No Brasil, há diversas instituições envolvidas no projeto, como Embrapa, Ibama, Universidade de São Paulo (USP – SP), Universidade de Lavras (MG), Universidade do Pará (PA).

A Iniciativa Global pela Saúde da Abelha Produtora de Mel é uma aliança internacional de pesquisadores, apicultores, fazendeiros, indústria e outras empresas de tecnologia, que buscam compreender melhor os estímulos da Síndrome de Colapso da Colônia (CCD, na sigla em inglês), uma condição que dizima as populações de abelhas produtoras de mel em todo o mundo.

Notícia por Maxpress

Viagem Insólita com a RFID no corpo humano

Antenas no interior do corpo humano vão monitorar saúde continuamente

Num futuro próximo, dispositivos médicos implantados no corpo humano – marcapassos, por exemplo – usarão as tecnologias de radiofrequência – ou comunicações sem fios – para aprimorar o atendimento aos pacientes e o acompanhamento de sua saúde.

Um sistema bidirecional de comunicação sem fios, de baixa potência, ligando o dispositivo implantado a um sistema de monitoramento remoto, poderá fornecer dados do paciente em tempo real, permitindo que os médicos ajustem o tratamento imediatamente, caso seja necessário, ou acionem o serviço de emergência antes mesmo que o paciente perceba que algo está acontecendo.

Os implantes também poderão enviar os dados para o médico durante a noite, quando o paciente está dormindo, seja pelo telefone ou pela Internet, alimentando os bancos de dados e a

atualizando a sua ficha médica de forma automática.

Antenas implantáveis no corpo humano

Embora haja desafios e aprimoramentos a fazer para viabilizar toda esta tecnologia, nenhuma dessas visões sequer começará a funcionar aquilo que pode parecer a parte mais simples de todo o aparato: as antenas.

É por isto que os pesquisadores estão priorizando o desenvolvimento dessas microantenas que serão utilizadas nesses equipamentos de monitoramento da saúde em tempo integral.

Essas antenas precisam ser pequenas, leves e terem alto desempenho. Mas também precisam ser de baixa potência, dirigir um mínimo de radia

ção para o usuário e serem totalmente incorporadas nos implantes. Elas também precisam ser fabricadas com materiais biocompatíveis, mas com boa condutividade elétrica.

Antenas onidirecionais

E tudo isto precisa ser testado. O desafio é que testar antenas elétricas muito pequenas não é algo simples – elas induzem correntes de modo comum (assimétricas) sobre os cabos coaxiais usados para medir seu desempenho, distorcendo os resultados. Com isto, os engenheiros nunca sabem se têm a antena com o melhor equilíbrio possível de todas as características exigidas.

Felizmente, o problema acaba de ser solucionado por pesquisadores do Laboratório Nacional de Física da Inglaterra, que descobriram como avaliar as pequenas antenas elétricas sem interferir com o seu funcionamento.

Ligando as antenas onidirecionais a uma fibra óptica, em vez de a um cabo coaxial, os pesquisadores foram capazes de remover os efeitos das reflexões do cabo e, mais importante, eliminar a corrente de modo comum que interferia nas medições.

Tecnologias implantáveis miniaturizadas

A descoberta foi utilizada para desenvolver uma antena RFID, de baixa potência, incorporada em um sistema de três camadas, projetado para replicar a estrutura da pele, da gordura e dos músculos do corpo humano.

“Esta descoberta poderá ajudar no desenvolvimento da próxima geração de tecnologias implantáveis miniaturizadas, projetadas para salvar ainda mais vidas [do que os implantes atuais],” comentou o professor Martin Alexander, responsável pela descoberta da nova forma de aferição das “antenas corporais.”

zp8497586rq