RFID facilita controle de produtos e economiza tempo

rfid-codePara que o empresário possa tomar decisões sobre seu negócio, é importante que ele tenha um controle rígido das entradas e saídas de mercadorias. Mas e se fosse possível realizar a contagem dos milhares de itens que compõem o estoque de uma empresa em apenas alguns minutos? Essa possibilidade existe, e atende pelo nome de RFID. Trata-se de um sistema de identificação que opera por frequência de rádio e que já é apontado como a evolução do código de barras.

Danilo Ferreira, diretor comercial da ITAG, empresa que oferece soluções para gerenciamento administrativo, explica que a tecnologia permite monitorar os itens desejados a partir da colocação de uma etiqueta ou chip que emite uma onda de rádio. Esse pulso é recebido e identificado por outro aparelho receptor. “É uma evolução do código de barras, com a vantagem de permitir a identificação individual de cada item e realizar várias leituras de uma só vez. Cerca de 90% dos nossos clientes são micro e pequenas empresas que buscam aperfeiçoar os seus processos”, afirma.

Graças a essas possibilidades, o sistema está sendo bastante requisitado para fazer o controle de entradas e saídas de produtos e insumos tanto na indústria como no comércio. “Com o RFID, uma loja pode fazer o inventário de todos os seus produtos em apenas uma hora, liberando os funcionários para realizar outras funções. Ele também traz maior confiabilidade na contagem, pois automatiza o processo”, diz.

O empresário estima que, com o uso dessa tecnologia, é possível reduzir em dois terços o trabalho com a contagem de mercadorias. Ou seja, se uma empresa possuía dez funcionários exercendo a função, é possível baixar essa conta para três, liberando os empregados para a realização de outras tarefas. “Como as etiquetas são caras e descartáveis, é uma opção que vale mais a pena para os negócios que contam com produtos de alto valor agregado, como lojas de roupas de marca ou joalherias.”

Além de ajudar na contagem dos produtos, o RFID também traz maior segurança para o estabelecimento, identificando caso algum produto saia de um raio delimitado pelo empresário. “Outra possibilidade do sistema é mostrar quais os produtos ou áreas da loja que recebem maior atenção dos consumidores, permitindo que os vendedores aprimorem as suas estratégias de vendas”, conclui.

Por Terra Economia.

Loja Modelo Itinerante do Sebrae

loja-itinerante-sebraeA Loja Modelo Itinerante do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) esteve em Ferraz de Vasconcelos, São Paulo, entre os dias 13 e 15 de Outubro. A estrutura da loja modelo possibilitou ao público conferir o funcionamento de um estabelecimento conceito no setor de varejo de moda feminina. Montada em uma carreta, a loja permaneceu estacionada na Praça dos Trabalhadores durante o horário comercial e prestou atendimento gratuito aos micro e pequenos varejistas.

Considerada uma novidade, dentre as várias apresentadas aos empresários, estava a identificação com etiquetas RFID (Identificação por Radiofrequência). A tecnologia é crescentemente utilizada como alternativa ao código de barras e permite rastrear o produto durante todo o processo, do estoque à venda ao cliente, e pode ajudar os comerciantes no gerenciamento dos produtos, aperfeiçoamento do atendimento e combate a perdas.

“A carreta mostra o que há de mais moderno para o comércio de vestuário. É uma excelente oportunidade para que os lojistas conheçam as tendências do segmento”, destaca o gerente do Escritório Regional do Sebrae-SP no Alto Tietê, Sergio Gromik. Na loja é possível notar ainda a disposição de roupas e acessórios, organização dos produtos, iluminação ideal para valorizar as mercadorias e conceitos de visual merchandising. Além disso, o veículo foi totalmente adaptado para receber pessoas com deficiência. A próxima parada da loja será Poá, do dia 10 ao dia 12 de novembro, para mais informações consulte a página do Sebrae SP.

Notícia do Portal G1.

Internet das Coisas deve superar dispositivos dentro de três anos

IoTMáquinas que conversam entre si para criar um ambiente integrado são primeiro passo para cidades inteligentes.

A maneira como vivemos está prestes a mudar drasticamente. A temperatura do seu banho, a reposição de ração para o seu gato e a hora do seu despertador tocar – a partir de dados do trânsito – já podem ser automatizados. Os dispositivos já são capazes de calcular o consumo de energia da sua casa em tempo real e também acionar uma ambulância no caso de um acidente doméstico ou de carro. A IoT (na sigla em inglês), termo que conceitualiza o uso da internet em utensílios do dia a dia para conectar máquinas, sistemas e pessoas, é uma realidade e não mais apenas uma tendência para o futuro.
Empresas de tecnologia, concessionárias, desenvolvedores e fabricantes estão de olho no imenso potencial deste mercado. “Estima-se que em 2018, daqui a apenas três anos, a quantidade de dispositivos de IoT será maior do que o número de celulares, tablets e PCs”, disse Rogério Guerra, diretor de mobilidade da Embratel Claro Empresas, no painel de abertura dos debates do Fórum Mobile+, realizado na última quarta-feira, dia 23. O executivo ressaltou que, além do foco no desenvolvimento de dispositivos para facilitar nossa vida, as empresas estão atentas à infra-estrutura e a modelos de negócios alternativos para implantar as novidades.
“Não se trata de usar uma rede pior para IoT, mas uma rede extremamente eficiente para essa finalidade”, explicou. A maioria dos dispositivos hoje demandam baixo tráfego de dados. Aplicações futuras, porém, precisarão usar as redes 3G e 4G. É o caso dos carros conectados.
Além do uso da infra-estrutura existente, a expansão da IoT precisará integrar e cruzar novos e antigos mercados e criar parcerias com empresas que podem usar da mesma tecnologia em diferentes aplicações. “Uma empresa que regula a gestão de água numa cidade turística, por exemplo, pode perceber que também precisa fazer o controle do tráfego da cidade para implantar seu negócio”, apontou Amri Tarsis, diretor de vendas de IoT da Cisco para América Latina. “É preciso criar um ecossistema capaz de aglutinar diferentes utilidades”, completa. O serviço de automação de iluminação em um poste, por exemplo, permitiria agregar um dispositivo capaz de detectar vagas para estacionar o carro na rua e, ainda, cobrar a taxa de uso diretamente pelo cartão de crédito.
Esse tipo de controle, com máquinas capazes de analisar dados e tomar decisões por si mesmas, abre caminho para as cidades inteligentes, tema também abordado no Fórum. O conceito das smart cities pressupõe eficiência e maior transparência e acesso aos dados de concessionárias e órgãos do governo. “No Brasil, existe uma barreira cultural quanto a esse compartilhamento de informações”, citou George Soares, do Centro de Operações Rio (COR). “Ainda assim, foi possível superar esse desafio.”
Criado em 2010, o Centro de Operações Rio integra hoje 30 órgãos que monitoram, 24 horas por dia, o cotidiano da cidade. Além das informações em tempo real das concessionárias e órgãos púbicos, o Centro capta imagens de 560 câmeras instaladas na cidade. Os dados são interconectados para visualização, monitoramento e análise. Em casos de crise, é possível se comunicar com a residência oficial do prefeito e com a sede da Defesa Civil. “Há quatro anos, um simples acidente de trânsito poderia levar até cinco horas para ser descoberto. Hoje, essa informação chega ao centro quase que imediatamente.”

Por Flávia Martinelli em R7 Tecnologia

Inovações ajudam varejo a diminuir custos

códigogs1O ano não é dos melhores para os supermercados brasileiros – pela última projeção da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), o setor deve fechar o ano com redução de 0,3% nas vendas, primeira queda desde 2006. E é justamente em períodos como esse, quando o cinto aperta, que cresce em importância a eliminação ou diminuição nos custos em todas as etapas do negócio, tendo a tecnologia como a melhor aliada. Novas soluções, como as expostas na Convenção Abras 2015, prometem otimizar energia elétrica, gestão de estoque e até a confiança dos clientes, não só no setor como também em todo o varejo.

Entre as principais novidades está, por exemplo, um novo código de barras que, além de determinar o produto, como já é comum, permite também incluir o período de validade. “Assim, quando o produto passar no check out (os caixas), o leitor do código alertará se ele estiver vencido e o mesmo não será vendido”, comenta Marcelo Oliveira Sá, assessor de soluções de negócios da GS1, associação responsável por administrar e conceder códigos de barras no Brasil.

“Assim, conseguimos garantir que o consumidor não será lesado, o que, do ponto de vista da empresa, tem ganhos intangíveis, como a relação de confiança e fidelização dos clientes”, continua Sá. Embora já disponível, o código, chamado de GS1 Databar Expandido e que exige balanças e softwares de leitores apropriados, ainda não foi implementando em nenhuma rede. “Até o fim do ano devemos ter novidades nesse sentido”, projeta Sá, que acrescenta que o foco são os produtos manipulados nas próprias lojas (como frios, carnes e frutas fatiadas). Produtos industrializados também podem utilizar o código, mas, mais complexos, devem ficar para um segundo momento.

Por outro lado, outra operação hoje feita por códigos de barras, que é o controle de saída dos estoques, já possui outra opção viável e mais eficiente. São as chamadas etiquetas RFID, que permitem a sua identificação por radiofrequência. Com um microchip e uma microantena internos, a etiqueta é lida à distância por um receptor, dispensando a tarefa manual de levar um leitor até o código de barras das caixas, uma a uma. Para dar baixa em 50 caixas, por exemplo, o tempo é diminuído de 68 segundos, no processo comum, para apenas 5,2 segundos. “Com isso, tornamos o inventário mais rápido e eficiente, pois podemos passar vários produtos ao mesmo tempo, sem o risco de esquecer algum”, comenta Marcos Almeida, gerente comercial do grupo CCRR, que produz as etiquetas em Quatro Barras (PR). “Ainda que não tão nova, a produção no Brasil e a própria evolução natural de escala fazem com a etiqueta, agora, passe a ser economicamente viável a qualquer empresa”, completa Almeida, ressaltando que, como pode também acoplar um código de barras normal, a implantação pode ser feita por etapas.

Outra opção que ganha em escala a partir desse ano é o Mobile Retail Suite, da Tlantic, empresa com sede em Porto Alegre, que passou a ser vendido por mensalidade e módulos. “Com isso, podemos atingir também os pequenos e médios negócios, que respondem por 80% do varejo”, comenta o gerente comercial da empresa, Fernando Vargas. O produto é uma solução completa de ferramentas móveis, que promete diminuir a divergência de preços entre gôndolas e caixas em quase 80%, a falta de produtos nos estantes em cerca de 50%, e ainda aumentar a produtividade por funcionário. Por fim, a energia elétrica, culpada por grande parte do aumento dos custos em 2015, também não poderia ser deixada de lado.

Com um conjunto de lâmpadas de LED e rebatedores, cujo mapa de aplicação é feito loja a loja, a paulista Luminae promete retornar o investimento em pouco mais de um ano com a economia trazida. “Além disso, dependendo do tamanho do negócio, o mesmo processo com lâmpadas T5 (menos avançadas e mais baratas) também pode ser utilizado, aumentando a iluminação com menos energia gasta”, contextualiza Wenderson Granado, gerente comercial da empresa, responsável, por exemplo, pela iluminação da Arena Corinthians. “Estamos investindo, cada vez mais, em inovação e em programas de redução de custos e aumento da produtividade”, comenta o presidente da Abras, Fernando Yamada. “Nesses momentos, não podemos ficar parados”, completa.

Notícia em Jornal do Comércio por Guilherme Daroit.

Mercado de olho na tecnologia Beacons

BeaconsMuitos colegas da área de TI e que vendem soluções de mobilidade e geolocalização, sempre que falam da tecnologia de “beacons”, geralmente estão se referindo à algum projeto ou proposta que atenda ao varejo, como shoppings ou supermercados. Não é muito difícil chegar nesta conclusão, levando-se em conta que a maioria do que vemos sendo utilizado no mercado realmente são os beacons ajudando lojistas, aeroportos, dentre outros locais públicos e de grande movimentação, a oferecerem produtos, promoções, além de chamarem a atenção dos usuários com algo que seja estratégico para o seu negócio.

A análise de preferência e o histórico de compras, com uma dose de inteligência do software, tornam os beacons importantes aliados para os empresários e administradores. E, tanto o Google como a Apple, também estão investindo e “olhando com carinho” para esta tecnologia. Beacons, resumidamente, são pequenos transmissores utilizados para identificar e determinar o posicionamento de smartphones – e aparelhos compatíveis –, e sua localização. Com um aplicativo instalado, os beacons monitoram a localização das pessoas e podem oferecer produtos e serviços para os interessados. Isso é o que normalmente acontece, mas uma outra área que pode ser amplamente explorada é a de logística e segurança, por exemplo.

O RFID, ou a identificação por radiofrequência, é um método de identificação automática por meio de sinais de rádio, recuperando e armazenando dados remotamente com a utilização de dispositivos denominados etiquetas RFID. Normalmente, é o RFID que cuida eficazmente dos serviços de logística, mas, como toda tecnologia, também tem suas limitações.

Neste caso, o equipamento para a leitura das etiquetas é caro. E é necessário que, assim como um código de barras, a leitura seja feita muito próxima do objetivo que se tem por objetivo rastrear. O beacon, associado com um aplicativo e funcionando por tecnologia Bluetooth, logo de cara é uma opção mais econômica e versátil. Isto porque o smartphone acaba se tornando o portal dos beacons – e não é necessária a compra de nenhum equipamento específico como no RFID –, e ele pode ser lido à distância de até 30 metros (podendo chegar em 50 metros).

Levando em consideração isso e a inteligência que softwares podem dar ao beacon, a criatividade e o céu são os limites. O beacon pode facilmente servir como um poderoso aliado para a segurança, fazendo o rastreamento de objetos, pessoas, máquinas (como carros ou motos), caixas com produtos de valor dentro delas, entre muitas outras possibilidades. E, mais uma vez, sem a necessidade de leitura próxima do código de barras. Todo o rastreamento pode ser feito à distância – basta o item em questão estar dentro de sua “área de cobertura”.

Para empresas, o ganho pode ser muito grande e o retorno do investimento (RoI) ainda mais rápido do que no varejo. Equipamentos, produtos e os próprios smartphones, podem ter sua área de atividade limitada e serem monitorados pelos beacons sem que ninguém perceba. Os pais de crianças que estão na escola e que vão leva-las ou busca-las de carro, por exemplo, podem ser identificados com uso de beacons e um aviso automático ser disparado para os professores ou assistentes levarem a criança até o portão. As filas-duplas de carros em frente da escola diminuiriam substancialmente também, já que este procedimento seria mais rápido.

As utilizações são muitas, e aqui estamos dando apenas alguns exemplos. Desta forma, este produto pode ser uma importante ferramenta de vendas, sim, para o varejo. Mas, fundamentalmente, por trabalhar com geolocalização e ter a inteligência de aplicativos e a flexibilidade de smartphones, pode ser uma excelente opção também para controle de ativos, para oferecer segurança e facilitar a logística. O céu, para os beacons, realmente é o limite.

Por Eduardo Diaz Villagran em CanalTech