Agroindústrias adotarão moderno sistema de rastreabilidade com radiofrequência

frigorifico-de-avesAs cadeias produtivas de aves e suínos de Santa Catarina – situadas entre as mais modernas do planeta – devem adotar até o final do ano a tecnologia RFID baseada no uso da radiofrequência para aperfeiçoar o sistema de rastreabilidade.

Essa tecnologia permite o uso de uma espécie de etiqueta eletrônica inteligente que será implantada nos lacres dos contêineres.

O emprego desses recursos no aperfeiçoamento da rastreabilidade suinícola resulta de parceria entre a FAPESC, ICASA, SINDICARNE e ACAV, envolvendo outras instituições da sociedade Catarinense, órgãos oficiais da Secretaria da Agricultura, CIDASC, o Ministério da Agricultura incluindo o VIGIAGRO e SIPOA/SIF, além de empresas privadas de tecnologia e centros de pesquisa e Universidade de São Paulo (USP).

O projeto – também conhecido como Canal Azul – teve a colaboração da FAPESC e apoio do SINDICARNE e da ACAV, com a participação das agroindústrias catarinenses. Foi realizado um piloto no Estado, em 2012/2013, o qual testou a aplicabilidade da tecnologia que agora deve ser utilizada para todos os interessados da cadeia produtiva.

O diretor executivo do Sindicato das Indústrias da Carne e Derivados de Santa Catarina (SINDICARNE), Ricardo de Gouvêa, explica que a implantação do sistema de rastreabilidade de RFID aguarda homologação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Deverá ser implantada neste ano ainda, cobrindo toda a operação das agroindústrias aos portos.

Para aperfeiçoar ainda mais a rastreabilidade no Estado, a tecnologia será empregada no campo e dentro das plantas industriais. Essa tecnologia está disponível em escala mundial e já é aplicada em várias áreas da atividade humana e empresarial.

Com isso, à medida que a vida do animal avança, registram-se nessa etiqueta os principais fatos relevantes sob aspectos de nutrição, saúde, localização, entre outros. Além disso, após o processamento, é possível manter este histórico junto ao produto, incluindo as validações oficiais e respectivas certificações.

O diretor esclarece que não haverá mudança na metodologia adotada, mas um aperfeiçoamento tecnológico da rastreabilidade trazendo inovação, processos on-line, mais segurança e confiabilidade ao sistema.

O investimento total das empresas no processo não foi revelado, pois, como se trata de uma parceria com o Governo do Estado, FAPESC e agroindústrias catarinenses, os recursos serão alocados gradualmente, fase a fase.

“Esse é mais um investimento na vanguarda da cadeia produtiva de proteína animal catarinense. Certamente nossos clientes internos e externos reconhecerão nossa evolução e continuarão a nos dar a preferência de aquisição nesta jornada de várias décadas”, concluiu o diretor do Sindicato das Indústrias da Carne e Derivados de Santa Catarina (SINDICARNE), Ricardo de Gouvêa.

SISTEMA

A rastreabilidade permite capturar, armazenar e relacionar informações desde o provedor de insumos e matérias-primas, produtores, até as unidades industriais, a logística e o transporte, as unidades de venda e os consumidores. Um fluxo com registro, identificação e transmissão de informações permite conhecer a procedência, o produto e sua localização. Trata-se de um monitoramento seguro e completo com registro dos estabelecimentos, das movimentações e das operações, obedecendo normas internacionais.

Fonte: Olhar Direto

Primeira farmácia pública de “segurança máxima” da América Latina

FarmaciaO sistema RFID, instalado no Hospital de Transplantes do Estado de São Paulo, tem por objetivo garantir de maneira mais efetiva assistência ao paciente.

O Hospital de Transplantes do Estado de São Paulo será o primeiro serviço público de saúde da América Latina a contar com uma farmácia de “segurança máxima”, que tem por objetivo garantir uma assistência mais efetiva ao paciente. Por meio do sistema RFID (Radio Frequency Identification), que transmite sinal de frequência captado por antenas, o projeto-piloto identifica possíveis perdas e fraudes de remédios.

Atualmente, a estrutura já possui câmeras de monitoramento 24 horas para controle de segurança e contará com a instalação de portas de clausura para entrada principal e controle fotográfico para coleta seletiva de lixo, que serão registradas antes do descarte.

“Por sermos um hospital terciário, com atendimento a patologias complexas, a farmácia conta com um estoque de medicamentos de alto custo. Alguns quimioterápicos, por exemplo, podem chegar à R$ 4 mil a ampola”, destacou o farmacêutico e coordenador da Farmácia do Hospital de Transplantes, Everson Marinho.

Fonte: Portal do Governo do Estado com Secretaria da Saúde

Como o consumidor pode rastrear produtos com um toque em seu smartphone através da tecnologia RFID

Produtores e fornecedores rastreiam e contam cada item que distribuem. É hora de compartilhar essas informações com todos.

Pilot Project - Fish

Um projeto-piloto usou, na Europa, a nova tecnologia para monitorar os peixes do mar até o prato do consumidor. Fotografia: Gonçalo Ddiniz/ Alamy.

Os consumidores querem comprar alimentos saudáveis ​​e de qualidade. Eles querem saber de onde eles vêm, quem é o produtor e como esse alimento chegou na mesa: em suma, eles querem entender a cadeia de abastecimento alimentar em termos simples. Muitas pessoas estão dispostas a pagar preços mais altos por um produto que compartilha toda essa informação.

Essas expectativas podem ser satisfeitas pelos sistemas de rastreabilidade baseados em identificação por rádio frequência (RFID), que é usado para rastrear e registrar dados do produto, através da “Internet das Coisas” e apresentar esta informação ao consumidor através do seu smartphone.

Um esquema como este requer vários dispositivos conectados à internet para formar um grupo ativo, com cada participante e gravação de compartilhamento de dados sobre o produto. Os produtores e fornecedores gravam os dados “do campo à mesa” que lhes permite rastrear e contar cada item, reduzindo o desperdício e perda – até mesmo a redução do custo de produção.

O código de barras já é utilizado em todo o mundo como um sistema único de identificação de produtos rotulados. Mais recentemente QR Codes (códigos de resposta rápida) foram impressos nas embalagens de produtos para oferecer aos consumidores um acesso fácil a informações mais detalhadas sobre os produtos que podem ser compartilhados por um varejista.

A tecnologia RFID permite intercâmbio eletrônico de dados mais eficiente; ele pode ser usado para garantir a qualidade e segurança dos produtos entregues ao mercado de acordo com as normas e regulamentos de rastreabilidade esperados. Os clientes, bem como os fornecedores, podem acompanhar os dados para comprovar a qualidade, origem e frescor dos produtos.

Um projeto europeu, RFID from Farm to Fork (RFID do Campo à Mesa), implementou vários sistemas de rastreabilidade entre 2010 e 2012, no Reino Unido, Espanha, Itália e Eslovênia para provar a maturidade da tecnologia RFID na utilização por pequenas e médias empresas. Participaram quatro setores de alimentos: carne, queijo, peixe e vinho.

O “piloto” com peixes foi criado na Eslovênia por uma pequena fazenda de peixes na parte norte do Adriático, onde robalos são cultivados em condições naturais de três a quatro anos, acompanhando a cadeia de fornecimento do processo de pesca do mar até o varejista para o consumidor privado. O RFID foi avaliado em quatro etapas com leitores e antenas RFID, impressoras e computadores para gravar e armazenar os dados.

Os dados recolhidos em cada fase responderam quatro perguntas: o que, quando, onde e por quê. Por exemplo, poderia ser gravado: 10 caixas de robalo chegaram em 1 de Abril de 2014, 03:00 para um frigorífico em Lucija, na Eslovênia.

Os consumidores escaneiam em seu smartphone um QR code ​​impresso na etiqueta RFID e seu navegador abre a ‘Farm to Fork ‘ com informações sobre o produto, fotos, descrições e valores da composição de um produto. Ele também inclui o mapa com o local de origem e a via da cadeia de suprimentos, a sequência de processos da fazenda para o mercado de peixe, e campos de data registrados.

Este tipo de tecnologia de rastreamento já é utilizado por muitas empresas para melhorar os processos de seus negócios. Os produtores e os fornecedores têm a informação que os tornam capazes de monitorar e contar todos os itens – mas há muitos que não estão interessados ​​em compartilhar as informações com os seus consumidores. Para os pequenos produtores, no entanto, o negócio depende da confiança do consumidor na qualidade e segurança dos produtos. Eles estão interessados na transparência e na concorrência leal.

Com um sistema RFID, as pequenas empresas podem conceder aos seus clientes as informações que eles querem – e definir preços premium contra produtos de menor qualidade – com um toque em um smartphone.

O hub da cadeia de suprimentos é financiado pela Fairtrade Foundation (Fundação de Comércio Justo). Todo o conteúdo é editorialmente independente, exceto para peças marcadas com anúncio característico. Saiba mais aqui.

Texto original em inglês:  http://www.theguardian.com/sustainable-business/consumers-track-products-smartphone por Mira Trebar.

 

Flores High Tech

A Cooperativa Veiling Holambra, responsável por 45% da comercialização de flores e plantas ornamentais no Brasil, adotou ferramentas de identificação por radiofrequência (RFID) nas embalagens e nos chamados ativos retornáveis, cestos, suportes de cestos, carrinhos, prateleiras e porta-vasos, usados para realizar a logística entre produtores, cooperativas, atacado e varejo. Foram escolhidas soluções de automação para estabelecer comunicação entre os elos da cadeia de suprimentos.

 

O projeto se destina a controlar um volume de ativos retornáveis de 1,1 milhão de peças. “O projeto de adoção de tecnologia RFID representa uma mudança estratégica em toda a gestão de materiais circulantes que utilizamos em nossas operações”, explica o gerente de logística e facilidades da Cooperativa Veiling Holambra, Jorge Possato Teixeira. O projeto contempla o uso de etiquetas inteligentes no padrão global EPC (código eletrônico de produto), que integra o portfólio da GS1 Brasil – Associação Brasileira de Automação. Trata-se de um número único usado para identificar cada ativo retornável.

A partir da adoção da nova tecnologia, o controle manual dos ativos será eliminado. Atualmente, o sistema conta com código de barras somente para os carrinhos da Veiling, usados para o transporte e armazenamento dos produtos. Esse material sai da cooperativa e é abastecido pelo produtor e volta para a Veiling para a distribuição ao mercado. Na sequência, o ativo retorna para a cooperativa e passa por uma higienização para ser reutilizado. O carrinho é equipado com divisórias, porta-vasos, cestos e suportes para flores e plantas de corte, de acordo com a necessidade específica de cada variedade de produto.

Com o EPC/RFID, inicialmente, os portais da área da cooperativa equipados com as antenas serão posicionados na área da recepção e expedição de produtos no armazém da Veiling. Com isso, os portais farão a leitura automática das tags RFID implantados nos ativos retornáveis, o que torna a operação muito mais ágil e de controle mais rigoroso. O resultado imediato é a diminuição de erros e custos. A rastreabilidade desses equipamentos ao longo da cadeia de abastecimento é outro beneficio a ser alcançado.

O projeto começou a ser discutido em 2011 em parceria com a GS1 Brasil, que orientou todo o processo de adoção da solução RFID. A empresa responsável pela instalação da tecnologia é a Coss Consulting de São Carlos (SP). Segundo o assessor da área de inovação e alianças estratégicas da GS1 Brasil, Wilson Cruz, cada R$ 1,00 investido em soluções de identificação por RFID pode significar um retorno de R$ 2,17.

O retorno do investimento da Veiling Holambra está programado para um período de dois anos e meio. Somente em logística reversa, a redução esperada é de 40% no tempo gasto com as operações envolvendo a devolução do material circulante.
FONTE: Diário do Comércio

LG consegue patente de sistema de auxílio culinário assistido por RFID

Para a LG é comum misturar patentes e aplicações domésticas, e dessa vez, está tentando diminuir a distância entre receitas culinárias e resultados que ficam aquém do esperado. Uma de suas mais novas patentes, dispõe da ideia de duas tags RF que ofereceriam informação sobre a comida e sobre as aplicações, com um leitor localizado num terminal (digamos, um forno), que tentaria diminuir a diferença entre essas

duas. Esse aparelho então se conectaria a um servidor, que retornaria detalhes operacionais para preparar a comida na aplicação de sua escolha. A LG também deu dicas sobre a habilidade de expandir as informações de um livro quando informações suficientes não podem ser dadas devido a limitação de espaço na impressão, provavelmente adicionando valor agregado a qualquer livro culinário futuro.

Fonte (em inglês): Mat Smith, Engadget

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