Projeto da Brascol é destaque no RFID Journal Brasil

Brascol investe no controle de estoque eficiente

Conhecida como a maior atacadista de moda bebê e infanto-juvenil do Brasil, a empresa reduziu para um terço o tempo médio para check-out de seus clientes

Por Edson Perin. Veja o texto na íntegra em: http://brasil.rfidjournal.com/noticias/vision?11447

brascol_lojaBrascol, tida como a maior atacadista e distribuidora de moda bebê e infanto-juvenil do Brasil, implantou uma solução de identificação por radiofrequência (RFID) para otimizar o controle de seus estoques, ampliar sua economia operacional e, principalmente, oferecer uma experiência otimizada de atendimento aos seus clientes. Com pouco mais de um mês de uso da solução desenvolvida pela ITAG, a companhia já conseguiu reduzir de uma hora para 20 minutos o tempo médio de atendimento de seus compradores com cerca de 500 produtos em quatro carrinhos.

 “Trata-se de um ganho de agilidade enorme que é diretamente percebido pelos clientes. Acreditamos que isso trará bem estar e consequente fidelização de nossos clientes”, afirma Nina Kudagawa, gerente da Brascol, que há 25 anos opera no Shopping Mega Polo Moda, em São Paulo  (…)

 

Flores High Tech

A Cooperativa Veiling Holambra, responsável por 45% da comercialização de flores e plantas ornamentais no Brasil, adotou ferramentas de identificação por radiofrequência (RFID) nas embalagens e nos chamados ativos retornáveis, cestos, suportes de cestos, carrinhos, prateleiras e porta-vasos, usados para realizar a logística entre produtores, cooperativas, atacado e varejo. Foram escolhidas soluções de automação para estabelecer comunicação entre os elos da cadeia de suprimentos.

 

O projeto se destina a controlar um volume de ativos retornáveis de 1,1 milhão de peças. “O projeto de adoção de tecnologia RFID representa uma mudança estratégica em toda a gestão de materiais circulantes que utilizamos em nossas operações”, explica o gerente de logística e facilidades da Cooperativa Veiling Holambra, Jorge Possato Teixeira. O projeto contempla o uso de etiquetas inteligentes no padrão global EPC (código eletrônico de produto), que integra o portfólio da GS1 Brasil – Associação Brasileira de Automação. Trata-se de um número único usado para identificar cada ativo retornável.

A partir da adoção da nova tecnologia, o controle manual dos ativos será eliminado. Atualmente, o sistema conta com código de barras somente para os carrinhos da Veiling, usados para o transporte e armazenamento dos produtos. Esse material sai da cooperativa e é abastecido pelo produtor e volta para a Veiling para a distribuição ao mercado. Na sequência, o ativo retorna para a cooperativa e passa por uma higienização para ser reutilizado. O carrinho é equipado com divisórias, porta-vasos, cestos e suportes para flores e plantas de corte, de acordo com a necessidade específica de cada variedade de produto.

Com o EPC/RFID, inicialmente, os portais da área da cooperativa equipados com as antenas serão posicionados na área da recepção e expedição de produtos no armazém da Veiling. Com isso, os portais farão a leitura automática das tags RFID implantados nos ativos retornáveis, o que torna a operação muito mais ágil e de controle mais rigoroso. O resultado imediato é a diminuição de erros e custos. A rastreabilidade desses equipamentos ao longo da cadeia de abastecimento é outro beneficio a ser alcançado.

O projeto começou a ser discutido em 2011 em parceria com a GS1 Brasil, que orientou todo o processo de adoção da solução RFID. A empresa responsável pela instalação da tecnologia é a Coss Consulting de São Carlos (SP). Segundo o assessor da área de inovação e alianças estratégicas da GS1 Brasil, Wilson Cruz, cada R$ 1,00 investido em soluções de identificação por RFID pode significar um retorno de R$ 2,17.

O retorno do investimento da Veiling Holambra está programado para um período de dois anos e meio. Somente em logística reversa, a redução esperada é de 40% no tempo gasto com as operações envolvendo a devolução do material circulante.
FONTE: Diário do Comércio

Pesquisadores da Califórnia usam tecnologia para prever disponibilidade de água

Um grupo da Universidade da Califórnia está implantando centenas de sensores sem fio em Sierra Nevada, em um projeto chamado “Iniciativa para Infraestruturas Inteligentes de Água”

Claire Swedberg

novembro 22, 2011 – Centenas de sensores sem fio instalados para transmitir dados que indicam a quantidade de neve que caiu ou derreteu de Sierra Nevada, nos Estados Unidos, bem como os níveis de saturação do solo. Toda esta informação pode ser usada para calcular o volume de água disponível para as dezenas de milhões de moradores e empresas da Califórnia, situados no pé das montanhas.

Um passo importante para alcançar esta meta de medir a água disponível tem sido a chamada SierraNet, um programa que vem sendo executado em conjunto pela Universidade da Califórnia (UC), com pesquisadores dos campi de Berkeley e de Merced.

A primeira etapa do projeto SierraNet está ocorrendo na área do Kings River Experimental Watershed e faz parte do laboratório ambiental do Southern Sierra Nevada Critical Zone Observatory (CZO). O projeto é liderado por Steven Glaser, professor de engenharia civil e ambiental de Berkeley, e por Roger Bales, professor de engenharia na Merced e diretor do Sierra Nevada Research Institute (SNRI).

A equipe de Glaser está criando uma instalação maior de sensores sem fio, distribuídos em toda a bacia do rio Americano, com uma doação de US$ 2 milhões do National Science Foundation (NSF). A concessão, feita em setembro de 2011, valerá por um período de quatro anos.

A instalação do rio Americano fornecerá uma visão bem maior do movimento de água originário de Sierra Nevada, a fim de ajudar a prever o abastecimento de água para os centros urbanos desta região. “Na verdade”, diz Glaser, “será a maior rede ecológica sem fios de todo o mundo”.

O projeto é uma pequena parte da chamada “Internet of Water” (internet da água), que os pesquisadores de quatro campi da Universidade da Califórnia – Berkeley, Merced e ainda Davis e Santa Cruz – estão criando. O principal trabalho, conhecido como o “Intelligent Water Infrastructures Initiative” (Iniciativa para Infraestruturas Inteligentes de Água), tem a intenção de controlar o volume e fluxo de água nas montanhas, aquíferos e o delta dos rios californianos de Sacramento e San Joaquin, tornando esses dados disponíveis para o público em geral pela internet, em tempo real.

O Intelligent Water Infrastructures Initiative conta com apoio do Center for Information Technology Research in the Interest of Society (CITRIS) (Centro de Pesquisa em Tecnologia da Informação de Interesse da Sociedade), um programa multidisciplinar que abrange os campi de Berkeley, Davis, Merced e Santa Cruz, da Universidade da Califórnia, além de mais de 60 parceiros industriais.

A quantidade de neve e de água nas montanhas é de interesse para muitas agências da Califórnia e empresas privadas, incluindo gestores de água distritais, agricultores, geradores de energia hidrelétrica, gestores de recursos da vida selvagem e planejadores industriais.

A compreensão da profundidade da neve que cai a cada ano nas montanhas e quando e como derrete exigia medições feitas manualmente e que ocorriam apenas esporadicamente. Um pesquisador media a profundidade da neve em locais diversos da montanha e registrava os resultados, até quatro vezes por ano. Agora, a solução automatizada pode fornecer medições a cada 15 minutos durante todo o ano.

Os cientistas descobriram que os resultados limitados obtidos a partir das medições manuais para estimar a quantidade de água, muitas vezes, ofereciam previsões discrepantes com os cenários reais. Ou seja, houve casos de agricultores que chegaram a plantar menos do que poderiam, pois achavam que o volume de água seria menor do que o que realmente tiveram disponível.

Com o CZO existente, bem como outras implantações financiadas pelo NSF, os pesquisadores estão utilizando etiquetas RFID ativas de 2,4 GHz, que se comunicam através de um protocolo da Dust Networks, que se baseia no padrão IEEE 802.15.4e para redes pessoais. Glaser está familiarizado com esta tecnologia, afinal integrou a equipe de Berkeley que desenvolveu há 10 anos o protocolo da Dust Networks.

O CZO SierraNet localizado em Providence Creek, sul de Shaver Lake, a cerca de uma hora a oeste de Fresno, abrange mais de 1,5 quilômetro quadrado. A rede mesh do local inclui um total de aproximadamente 60 sensores sem fio (usando dados de um total de 300 sensores que capturam informações relativas ao solo e neve), posicionados a até 150 metros de distância.

Cada sensor sem fio é construído em uma caixa montada em um poste de 12 metros de altura. A caixa contém um transponder de 2,4 GHz, alimentado por uma bateria AA, uma bateria de gel de células recarregáveis e um chip para armazenar dados. Os sensores são montados com o mesmo pólo ou são enterrados no solo. Estes medem temperatura, umidade e sucção matricial (um parâmetro que serve para indicar a quantidade de água disponível para as plantas).

Os sensores de poste, colocados a uma altura suficiente para permanecerem acima da camada de neve, medem a profundidade da neve, temperatura, radiação solar e umidade relativa. A bateria do sensor é recarregada por um painel solar montado em um braço que se estende a partir do pólo, em cima da antena para transmissão de dados.

A cada 15 minutos, cada transponder transmite medições, juntamente com o seu próprio identificador exclusivo, pelo protocolo da Dust Networks (TSMP), que se baseia na norma 802.14.5e. A informação é capturada por transponders adjacentes, localizados a até 150 metros de distância ou por um “funil”, para transmitir dados quando a intensidade do sinal entre transponders não é forte o suficiente para encaminhar as informações.

Os dados são, então, enviados para um gateway, instalado em uma estação central ligada a uma torre de 50 metros de altura, acima do nível das árvores. O gateway recebe as informações e utiliza uma ligação de celular para transmiti-las de volta ao software dos pesquisadores, um servidor acessível por computador ou iPhone Apple.

O software armazena e interpreta as medições e os pesquisadores podem visualizar os resultados a fim de determinar detalhes a respeito da água e neve nas montanhas.

O projeto incluirá uma rede de sensores que cobrem os segmentos de uma área de 2.000 quilômetros quadrados da bacia do rio Americano, na Sierra Nevada. Glaser diz que os pesquisadores instalarão 25 redes de sensores diferentes (cada uma cobrindo cerca de um quilômetro quadrado), em partes separadas da bacia hidrográfica, incluindo encostas de norte a sul, áreas arborizadas e abertas, e as terras planas e colinas, em uma variedade de elevações.

Cada rede incluirá um gateway e 25 TSMPs baseadas em sensores sem fio. Cada estação-base irá se comunicar com o software de back-end por meio de duas vias VHF, um sistema de transmissão de rádio ou pela conexão de satélite ou celular. As conexões via satélite só serão capazes de enviar dados, mas não de recebê-los.

Neste caso, diz Glaser, o transponder de cada nó de sensores será incorporado a um “brain board” (placa cerebral), que vai permitir aos pesquisadores alterar remotamente instruções de qualquer um dos sistemas de sensores que estiverem transmitindo dados para o transponder.

Atualmente, Glaser está trabalhando na concepção e implantação do sistema, bem como

na melhoria do hardware dos sensores, para determinar a melhor localização em relação ao transponder e otimizar o layout de cada rede. “Nós programaremos o software para suportar o grande volume de dados que o sistema irá gerar”. Os pesquisadores também devem trabalhar sob a autorização do U.S. Forest Service, para instalar a tecnologia em terras federais.

Quando a neve derreter na primavera de 2012, pesquisadores e estudantes universitários instalarão os sensores, que devem começar a recolher dados imediatamente. Os cientistas preveem partilhar as informações inicialmente com o Sacramento Municipal Utility District, que será capaz de usar as informações para otimizar a sua estratégia para operar barragens locais. As entidades públicas e privadas também serão capazes de acessar os dados pelo site da SierraNet.

A longo prazo, segundo Glaser, o grupo de pesquisa pretende instalar sensores em outros aquíferos, a fim de criar um sistema estadual de cálculo do volume de água, de modo que aqueles que dependem do recurso possam planejar melhor as suas atividades. O sistema estadual será instalado em local ainda a determinar.

Fonte: RFID Journal Brasil

Especialista em cronometragem esportiva usa impressora RFID

Chiptiming, maior empresa brasileira especializada em cronometragens esportivas, utilizou pela primeira vez um novo dispositivo para cronometragem de corredores na histórica Corrida de São Silvestre de São Paulo, evento que acontece anualmente na cidade. Baseada na tecnologia de chips, a Chiptiming lançou  o ATS (Advanced Timing System), um sistema de cronometragem inovador utilizando chips de baixo custo e uso único, também denominados tags. Esse sistema atinge um alto grau de confiabilidade, fornecendo uma maior precisão e poder de detecção ao sistema de cronometragem. Trata-se de chips baseados na tecnologia RFID (Radio Frequency Identification – Identificação por Rádio Frequência)

O chip está inserido numa etiqueta auto adesiva, modelar, que possibilita a colocação da etiqueta no tênis do atleta através de presilha segura, impossibilita sua soltura durante o percurso de corrida. Tanto na largada, como nos pontos de passagem, durante o trajeto e na linha de chegada, o sistema de detecção de antenas presentes ao longo do trajeto captam com precisão instantânea a passagem do tênis/chip pelos atletas.

A Genoa, distribuidora da impressora RFID Printronix no Brasil, especializada em soluções de gerenciamento e  processo de impressão, utiliza as melhores práticas de suporte, automatização e gerenciamento do processo, deu todo o suporte técnico necessário desde a alimentação das etiquetas com RFID na impressora até a coleta otimizada das etiquetas impressas

Para a impressão de mais de 20.000 etiquetas RFID utilizadas nesse processo, a Chiptiming utilizou a impressora térmica de RFID da Printronix, modelo SL4M. Com impressão de etiquetas a 10 polegadas por segundo simultaneamente com a  impressão de RFID, detecção de código impresso com erro -através de checagem da integridade dos dados nas etiquetas, além de interface de rede 

com gerenciamento remoto e altíssimo duty cycle de impressão

O diretor da Chiptiming, Sérgio Muller,  mostrou-se satisfeito com os resultados da impressão já que antes o processo de manuseio de chips era feito de modo rudimentar e demandava muito tempo. Era necessário inserir chips pré gravados,  um por um, nas etiquetas e a impressão era realizada em outro equipamento, isso levava muito tempo. Com a impressora SL4M as duas tarefas foram unificadas, além de imprimir o número do atleta na etiqueta,  foram impressos os dados no chip integrado à etiqueta, simultaneamente.

Fonte: RFID Br