Chip instalado nas bicicletas garante a preferência em semáforos na Dinamarca

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A cidade dinamarquesa de Aarhus lançou uma nova tecnologia (ainda em fase de testes) para aumentar a segurança dos ciclistas. Trata-se do RFID (sigla em inglês para “identificação de radiofrequência”), um chip instalado nas bicicletas que coordena a sinalização viária para dar preferência aos ciclistas que se aproximam dos cruzamentos.

O chip é instalado na roda dianteira da bicicleta e é lido por um sensor nos semáforos equipados com esta nova tecnologia. O dispositivo detecta a aproximação dos ciclistas que estão a até 100 metros do semáforo. A tecnologia foi testada em 200 bicicletas em 2015 e deve ser instalada em outras mil ainda este ano.

Uma das idealizadoras do projeto, Louise Overgaard, disse que a cidade precisa  “definir um plano político para expandir para outros cruzamentos. O mais importante é que os ciclistas sintam que há um espaço seguro para eles.” Segundo ela, a forma como os ciclistas devem cruzar as ruas hoje em dia não é segura, o que faz com que muitas pessoas tenham medo de usar a bicicleta como meio de transporte.

É por isso que o projeto pretende, além de proteger os ciclistas, incentivar mais pessoas a usarem a bicicleta como meio de transporte cotidiano. O sistema é uma das ações do programa “Aarhus Cycling City“, que vem sendo desenvolvido desde 2009 para promover a mobilidade sustentável na cidade e que inclui, entre outras medidas, 56 pontos de aluguel de bicicletas.

Se a inovação for eficaz, o plano é aumentar o sistema para uma espécie de “passaporte dos ciclistas”. Isso significa que aqueles que aderirem à nova tecnologia poderão receber benefícios da Prefeitura Municipal, como prioridade nos semáforos, estacionamentos e outros equipamentos.

Matéria original: archdaily.com.br

 

 

Tecnologia de radiofrequência promete revolucionar pecuária

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Um projeto piloto desenvolvido pelo Centro de Excelência em Tecnologia Eletrônica Avançada (CEITEC), empresa pública vinculada ao Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação, revelou que é possível ter o controle de rebanhos por meio de chips de radiofrequência (RFID). A técnica seria uma opção para produtores da região, que sofrem com constantes roubo de gado.

Capaz de prevenir furtos e roubos de gado, o uso do RFID na pecuária é muito recomendado para regiões de fronteira do País, como é caso do Noroeste do Paraná. Mas também tem a função de identificação e origem da carne para a indústria, Segundo a CEITEC, a razão pelo uso do RFID é a segurança que a tecnologia oferece, tanto para o controle do rebanho quanto para a qualidade da carne e exportação.

O monitorar o gado com o chamado Chip Boi promete ajudar a indústria da pecuária mais eficiente e prática – algo que é comum da Europa, onde os países já trabalham com rastreio da carne. Na América do Sul, o Uruguai exige, desde 2006, que todo rebanho nacional seja rastreado por meio da tecnologia RFID.

Foram mais de 2,5 mil cabeças de gado envolvida no estudo, que receberam uma tag em brincos com antenas RFID; o que possibilitou localizar cada animal rastreado no intervalo de 12 meses. Em setembro do ano passado, o CEITEC emitiu um parecer favorável à tecnologia que recebeu o apelido de “Chip Boi”.

O sistema de radifrequência para o controle do rebanho já é muito comum em fazendas da Austrália e do Canadá. No Brasil, a tecnologia dá um o primeiro passo para a aplicação eficaz da pecuária de precisão, na avaliação da CEITEC. “A identificação do gado já é uma obrigatoriedade legal no Brasil. E [agora] com os resultados, o governo já recomenda o RFID como um dos principais caminhos para isto”, afirma o superintendente da CEITEC, Marcos Lubaszewski.

A RADIOFREQUÊNCIA

Muito usual para o controle de estoque e logística, a radiofrequência, que chegou ser descartada do mercado no início da década passada, tem se revelado como uma alternativa de sucesso para a gestão das atividades econômicas, tanto no atacado quanto no varejo.

O RFID mais uma vez mostra sua eficiência no controle de estoque. A tecnologia [em radiofrequência] já começa a chegar às propriedades rurais e isto é mais uma prova de que o RFID pode ser utilizado em todas as atividades econômicas.

Matéria original: Ilustrado

Companhias aéreas podem economizar US$ 3 bi com sistemas RFID

etiquetas-rfid-aereoA implementação da tecnologia RFID (Radio Frequency Identification) ou Identificação por Radiofrequência, que pode controlar com precisão a bagagem dos passageiros e em tempo real, pode fazer com que as companhias aéreas economizem mais de US$ 3 bilhões nos próximos sete anos.

Estudos da Sita e da Iata mostraram que, com a tecnologia RFID, o número de malas extraviadas pode diminuir até 25% até 2022. A Delta foi umas das primeiras aéreas a implantar o sistema e conta com uma taxa de sucesso de 99% no acompanhamento das malas.

A nova tecnologia chega para evitar a má gestão das bagagens durante a transferência de um voo para o outro. Com a novidade, os aeroportos, companhias aéreas e manipuladores terrestres são capazes de manter o controles das malas durantes todas as etapas da viagem.

O rastreamento da bagagem por meio da RFID segue a resolução 753 da Iata que exige, que até 2018, as aéreas mantenham o controle de cada item da bagagem do início ao fim da viagem. A implementação da tecnologia custa US$ 0,01 por passageiro, em média.

Por Fernanda Cordeiro para o Panrotas.

Tecnologia RFID ajuda a evitar extravios de bagagens

bagagem Quase todo mundo que viaja de avião tem uma história para contar de quando chegou ao seu destino, mas não encontrou as bagagens. A boa notícia é que dados compilados pela Sita, uma empresa de tecnologia para a aviação, mostram um risco fortemente decrescente de que malas sejam perdidas. O ano passado registrou a menor incidência de perda de malas –6,5 peças por mil– nos 12 anos em que a Sita acompanha essa estatística.

Diversos avanços em tecnologia e nos procedimentos de tratamento de bagagem merecem o crédito, entre os quais melhoras nas etiquetas de código de barras e leitores ópticos. Mas esses sistemas têm limites, e o setor de aviação vem sendo lento para adotar métodos utilizados por outros segmentos. “Veja o comércio on-line”, compara Ryan Ghee, especialista em tecnologia de viagem. “As pessoas encomendam algo e, a cada passo da jornada, são capazes de ver onde está seu pacote.”

Já os códigos de barras de malas podem falhar se a etiqueta estiver enrugada, manchada ou se sua posição não permitir acesso fácil ao leitor. Se a etiqueta não for legível, a mala pode ser perdida sem que alguém perceba. Os leitores de códigos de barra têm índice de acerto de 80% a 95%, no caso de etiquetas de bagagem, de acordo com Nick Gates, diretor da Sita responsável pela tecnologia de bagagem. “Se você conseguir melhorar a precisão na leitura das etiquetas de malas, cai a probabilidade de que a mala sofra atrasos em seu percurso pelo aeroporto”, diz.

É por isso que companhias aéreas e aeroportos estão determinados a melhorar o rastreamento, adotando métodos mais novos que o código de barras, empregado há mais de 30 anos. A nova onda são etiquetas que não precisam ser vistas para serem lidas. A americana Delta passou a usar um modelo que tem incorporado um chip de identificação por radiofrequência.

O chip armazena informações da viagem e precisa apenas estar perto de leitores por rádio para que o caminho da bagagem seja registrado. Passageiros podem usar o aplicativo da empresa para rastrear suas malas. “Esse é o próximo passo em confiabilidade”, afirma Rodney Brooks, gerente-geral de operações aeroportuárias da Delta.

A empresa está investindo US$ 50 milhões em leitores, impressoras e etiquetas de rádio. O sistema está sendo instalado nos 344 aeroportos em que a Delta opera e deve entrar em operação neste mês –e, espera-se, pode acelerar a adoção do sistema por outras companhias de aviação dos Estados Unidos. A francesa Air France, a Lufthansa, da Alemanha, e a Qantas, da Austrália, também já testam chips de rádio para identificar bagagens.

Meta Internacional

A adoção generalizada de etiquetas com chips de rádio não tem sido fácil de implementar, a despeito dos esforços da Iata (Associação Internacional do Transporte Aéreo). A organização estabeleceu que, até a metade de 2018, as 265 empresas associadas a ela deverão rastrear bagagens e localizá-las com precisão –em seus voos e quando houver conexão com outras companhias.

“Não importa que tecnologia elas escolham, desde que as malas possam ser rastreadas assim que saírem das mãos dos viajantes”, diz Nick Careen, executivo da Iata. Rastrear bagagens é difícil por diversas razões. Atualizar sistemas para a tecnologia mais recente requer mudanças de infraestrutura que podem ser dispendiosas e incômodas. E a maioria dos aeroportos deixa a cada empresa aérea a tarefa de administrar seu sistema de embarque, o que faz com que as tecnologias e procedimentos variem amplamente.

O aeroporto McCarran, de Las Vegas (EUA), é uma exceção: como parte de sua renovação em 2005, decidiu que adotaria chips de rádio ao sistema de embarque e separação de bagagens. Os chips incorporados às etiquetas de papel usadas em Las Vegas garantem que a bagagem embarcada se movimente de maneira mais rápida e precisa pelo sistema, e elevam a probabilidade de que as malas cheguem aos aviões certos.

“O sistema funciona com muita precisão -em torno de 99,5%”, diz Samuel Ingalls, diretor-assistente de sistemas de informação do aeroporto. Nos últimos dez anos, o McCarran lidou com 160 milhões de malas portadoras de etiquetas de rádio. Existem muitas maneiras para que companhias aéreas e aeroportos usem essas etiquetas. Em 2010, quando a Qantas se tornou uma das primeiras empresas a adotar a tecnologia, começou a vender uma etiqueta reutilizável, de plástico duro, por US$ 60. Um porta-voz informou que mais de 1,5 milhão dessas etiquetas estão em circulação.

As etiquetas de papel de uso único da Delta, como as usadas pelo aeroporto McCarran, são muito mais baratas, e custam alguns centavos de dólar por unidade. Além das companhias aéreas, outros fornecedores desenvolvem versões variadas de malas, etiquetas e apps. A Rimowa, fabricante alemã de bagagens de luxo, tem um código de barras com tinta eletrônica e chip de rádio afixado às malas que vende.

Passageiros que usam essas malas e voam pela Lufthansa podem fazer check-in expresso. “Sempre que você chega com uma dessas malas já etiquetada, pode colocá-la diretamente na cinta transportadora de bagagens e o check-in será automático”, explica Björn Becker, diretor de serviços terrestres e digitais da Lufthansa. Não importa que abordagem as companhias de aviação adotem, Careen, da Iata, ecoa os sentimentos de viajantes ao dizer que os passageiros deveriam “saber o tempo todo onde está sua bagagem”. 

Por Christine Negroni do New York Times para Folha de São Paulo.

IoT está sendo implementada nos Jogos Olímpicos Rio 2016

IoT-2016-OlympicsInternet das Coisas (IoT ou Internet of Things, em inglês) monitora performance de atletas olímpicos brasileiros.

A Internet das Coisas está sendo utilizada nas Olimpíadas Rio 2016. A equipe olímpica de canoagem está tendo a performance monitorada por sensores instalados nos equipamentos e nos próprios atletas pela GE. Os dados são coletados e analisados em ferramenta de Big Data, contou o secretário municipal de Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro, Franklin Coelho, durante a solenidade de abertura do Rio Info, realizada no dia 04 de julho.

Os pesquisadores da GE, para conseguirem aferir resultados olímpicos, tiveram de adaptar a linguagem que os treinadores utilizavam nos treinos para uma que fosse compreendida pelo sistema. Eles chegaram, inclusive, a acompanhar os treinos de dentro das embarcações, para compreender as principais necessidades da equipe. A inspiração para analisar a frequência das remadas no sistema veio de um algoritmo usado em equipamentos de eletrocardiograma.

De acordo ainda com o secretário, a cidade do Rio está ativando mais uma nave do conhecimento, a Nave Cidade Olímpica, que une esportes, ciência e tecnologia e internet das coisas.  Iniciativa é considerada um legado dos jogos Rio 2016 para a cidade. “As naves do conhecimento são a nossa ferramenta junto aos jovens. Elas ficam muito próximas da Inovação e despertam o interesse em Tecnologia”, completa.

Via Convergência Digital.