Brasil avança em pesquisas de Internet das Coisas

REDEIOTA plataforma IoT – Estrutura Aberta de Tecnologias para Internet das Coisas e suas Aplicações foi lançado nesta quinta-feira.

A Plataforma IoT – Estrutura Aberta de Tecnologias para Internet das Coisas e suas Aplicações foi lançada nesta quinta-feira (5) na Universidade Federal do Ceará (UFC), em Fortaleza. Integrante do Brasil Inteligente (que substituirá o Programa Nacional de Banda Larga, o PNBL), a iniciativa contará com recursos do Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel) e será desenvolvido pelo Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD), em parceria com instituições de ensino.

A ferramenta, lançada pelo ministro das Comunicações, André Figueiredo, tem por objetivo desenvolver tecnologias – agrupadas pelos termos Internet das Coisas e comunicação Máquina a Máquina (M2M)– destinadas a aplicações em Cidades Inteligentes, com foco em segurança pública, mobilidade urbana, saúde e educação, dentre outros segmentos.

Tendo como executor principal o CPqD, a ação contará ainda com a colaboração do Instituto Atlântico, do Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI), da Fundação de Apoio à Capacitação em Tecnologia da Informação (FACTI), além da UFC. A previsão de duração dos trabalhos é de três anos, com orçamento estimado em R$ 34,8 milhões.

Para o ministro das Comunicações, André Figueiredo, o protagonismo no desenvolvimento de tecnologias que permitem a evolução do País será potencializado pelo plano Brasil Inteligente, que será lançado na próxima segunda-feira (9). “Teremos o eixo de Inovação e Empreendedorismo como um dos destaques. A Internet das Coisas, que está ligada ao 5G, onde o Brasil já atua em conjunto com a União Europeia, estará cada vez mais presente no dia a dia do cidadão”, explicou o ministro, ao assinar o documento de liberação dos recursos do Funttel e receber uma homenagem da universidade.

“Além de estimular a igualdade no contato com o conhecimento, a política do ministério permitirá que os serviços públicos sejam potencializados, garantindo a otimização da operação e gestão em diversas áreas”, acrescentou o ministro, que estava acompanhado do secretário de Telecomunicações do Ministério das Comunicações (MC), Maximiliano Martinhão.

Inovação

Segundo o vice-reitor da UFC, Custódio Luís Almeida, a academia é a base ideal para ampliar o retorno esperado. “É uma honra para a UFC poder receber do ministério os investimentos do Funttel. Vamos cultivar esse espírito de inovação consolidado para ampliar a justiça social”, declarou.

O presidente do CpQD, Sebastião Júnior, destacou o pioneirismo da iniciativa a partir da união de entidades renomadas. “Buscamos levar progresso e desenvolvimento para a sociedade a partir do apoio do Ministério das Comunicações. O retorno dos investimentos para os cidadãos é fundamental para garantir um futuro melhor para todos”, disse.

Publicado pelo Portal Brasil com informações do Ministério das Comunicações.

Previsões de IoT para 2016

iotbattleEm 2016, veremos cada vez mais empresas coletando dados transacionais e explorando a Internet das Coisas para aumentar a rastreabilidade, e a Identificação por Radiofrequência será fundamental para esse processo. A Internet das Coisas (ou IoT – do inglês Internet of Things) ainda é um processo relativamente novo e, de fato, algumas coisas não acontecerão da noite para o dia. Em 2016, veremos um aumento significativo de empresas de manufatura de processos coletando dados transacionais e explorando a IoT para aumentar a rastreabilidade.

O ano de 2016 será mais um ano para a indústria de processos observar e aprender. Há corporações liderando os investimentos, particularmente a indústria farmacêutica, que precisa se preparar para o EU Falsified Medicines Directive (Diretiva da União Europeia que visa evitar Falsificação de Medicamentos) que deve valer a partir de 2018.

As tecnologias serão fundamentais para permitir à indústria farmacêutica atender a esta obrigatoriedade, particularmente em rastreabilidade, e 2016 será o ano para estudar e adquirir estas tecnologias com o objetivo de assegurar que possam ser implementadas em toda a cadeia global de suplementos no prazo determinado. A coleta de dados via sensores não é novidade para a indústria de processos. Na realidade, companhias que executam processos de ativos-intensivos em larga escala já fazem isso há décadas, no entanto, a  IoT anuncia uma nova era no aumento do nível de rastreabilidade, que não é mais no reino das grandes corporações, mas que abre as portas para negócios menores.

Agora todas as coisas têm sensores e podem ser rastreadas, desde empilhadeiras até a localização de armazenamento, e dos paletes até caminhões. Cerca de 25% de nossos clientes estão coletando dados transacionais atualmente. Acreditamos em um aumento neste dado para cerca de 80% nos próximos cinco anos, isso por conta do aumento de disponibilidade desta tecnologia e diminuição do custo de entrada.

A Revolução Robótica impactará a Indústria de Manufatura de Processos

As máquinas inteligentes, ou robôs, como são conhecidas popularmente, estão cada vez mais ativos da indústria de processos, com a expectativa que realizem muitas das tarefas na manufatura e no armazenamento. O Gartner prevê que até 2018, 50% das empresas em crescimento acelerado terão menos funcionários do que máquinas inteligentes. Para a IFS, isso acontecerá não apenas com máquinas que fabricam carros, como em propagandas, mas com máquinas inteligentes altamente autônomas e capazes de tomar suas próprias decisões. Por exemplo, um robô que pegará uma ordem de um cliente irá decidir qual a rota mais eficiente e fazer prioridades de alocação dos produtos em caso de baixo estoque.

Atualmente, essas decisões são tomadas por humanos, frequentemente na base de recomendações de WMS ou sistemas de ERP. As empresas já estão começando a experimentar e veremos uma maior adoção de máquinas inteligentes em 2016.

Essa adoção também irá liderar mudanças em soluções de ERP. Interfaces vão mudar, elas precisarão lidar com mais dados transacionais e, acima de tudo, precisarão fornecer informações necessárias para tomada de decisões, ao invés de tomar a decisão dentro do ERP.

Com a adoção generalizada continuando a crescer, 2016 será o ano onde as indústrias de manufatura de processos aumentarão seus investimentos em máquinas inteligentes para alcançar um nível de eficiência. No entanto, a complexidade da cadeia de suprimentos e os processos de manufatura significam que uma adoção em larga escala por toda a cadeia de fornecimento levará mais do que 12 meses.

Clientes querem rastreabilidade em mais indústrias

Com o aumento de adoção de serviços de nuvem públicas (public cloud) como plataforma para gerenciar os dados produzidos por rastreabilidade, clientes terão a capacidade de escanear o código de barras em seus bifes de lombo no supermercado e rastrear a jornada desde a fazenda até a prateleira do supermercado. Isso só será possível através da rastreabilidade na cadeia de suprimentos – desde o fabricante, que irá registrar os bens captados pela empresa de transporte que pode catalogar o peso, desde os quilômetros de distâncias dirigido e até a temperatura do veículo, até a loja que irá registrar a chegada e registro no sistema e assim em diante.

O nível de rastreabilidade está se tornando cada vez maior e mais importante para fabricantes de alimentos, para os quais a confiança da marca é crucial. Desde o famoso escândalo da carne de cavalo que impactou a indústria de alimentos há alguns anos atrás, essas empresas farão qualquer coisa para assegurar que os produtos que vendem estejam absolutamente perfeitos. A implementação em larga escala deste nível de rastreabilidade ainda está um pouco longe da realidade, mas não estamos falando de milhões de milhas, portanto, as empresas terão que usar 2016 para inserir a estratégia para a implantação desta tecnologia.

Por Jakob Bijourklund em ComputerWorld.

Tag RFID abre sinal para ciclistas na Dinamarca

tag-bicicletaA Dinamarca adotou a tecnologia RFID para aumentar a segurança dos ciclistas na cidade de Aarhus. O tag instalado nas bikes promete fechar o semáforo para os carros no momento em que os ciclistas se aproximarem.

O material, que deve ser implantado na roda dianteira da bicicleta, é lido por um sensor nos semáforos equipados com a nova tecnologia. O recurso detecta a aproximação do ciclista a cerca de 100 metros dos semáforos. O chip foi testado em 200 bikes em 2015 e a ideia é que seja instalado em outras mil já em 2016.

O chip foi testado em 200 bicicletas em 2015 e a ideia é que seja instalado em outras mil já em 2016. Caso a inovação se provar eficaz, o plano é elevar o sistema para uma espécie de “passaporte ciclístico”, ou seja, quem aderir recebe benefícios na cidade, como prioridade nos semáforos, estacionamentos, entre outras facilidades.

O projeto pretende, além de proteger os ciclistas, incentivar mais pessoas a usarem a bike como meio de transporte no dia a dia. O sistema é uma das ações do programa “Aarhus Cycling City”, desenvolvido para promover a mobilidade sustentável na cidade dinamarquesa.

Por Catraca Livre.

As armas inteligentes com RFID que podem reduzir a violência nos EUA

smartgunsO presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, recentemente anunciou um programa de governo que tem como objetivo diminuir o número de mortes por armas de fogo no país. Mas é curioso notar que, entre todas as medidas, uma delas envolve a pesquisa e o desenvolvimento de um novo tipo de armamento.

Obama direcionou o Departamento de Justiça, o Departamento de Defesa e o Departamento de Segurança Nacional a voltarem os olhos às smart guns (ou “armas inteligentes”). Alguns protótipos já foram desenvolvidos por fabricantes da área, mas com o apoio do governo dos EUA é possível que essa tecnologia, que até agora era item de luxo do agente James Bond, seja utilizada por policiais e civis no país.

Reconhecimento do dono

A ideia por trás da arma inteligente é que ela seja protegida por biometria é que só dispare na hora certa e pela pessoa indicada — como se você “domesticasse” uma pistola para ela obedecer eletronicamente aos seus comandos. “Nós podemos configurar para que não possamos desbloquear o celular sem ter a impressão digital certa. Por que não podemos fazer a mesma coisa com as nossa armas?”, questionou o presidente. Fazer com que a leitura biométrica seja necessária para efetuar disparos poderia diminuir a taxa de suicídios, mortes acidentais (como crianças pegando a arma dos pais), uso de pistolas roubadas para crimes e muitos outros casos.

O debate sobre o uso de armas inteligentes já é acalorado no país. Quem é contrário às smart guns afirma que usar outro tipo de arma não é a solução para o fim da violência — ou que esse pode ser mais um alvo para hackers e um mecanismo de espionagem do governo. A questão da liberdade de uso dos armamentos (que seria diminuída com o sistema de trava) e até as eventuais parcerias entre governo, fabricantes e vendedoras de armas também devem ser debatidas.

De acordo com uma pesquisa da PSB, o dono de armas convencional tem três unidades em casa, sendo que uma em cada três residências possui ao menos uma pistola guardada. São cerca de 300 milhões de armas só nos EUA — e pelo menos 40% dos donos admite que considerariam uma troca por um dispositivo inteligente.

Rastreamento

A ideia de uma arma ingeligente já data de meados da década de 1990 e, agora, muitas outras companhias devem investir nesse estilo de arma. Fabricantes famosas, como a Colt e a Smith & Wesson, já revelaram protótipos, mas nenhum deles chegou a sair dos laboratórios.

A startup irlandesa TriggerSmart e a iGun Technology Corp já desenvolveram uma tecnologia ainda não regulamentada nacionalmente de identificação do dono usando sensores RFID. Com ela, a arma só é ativada se reconhecer a radiofrequência emitida por um anel que fica na mão do atirador cadastrado. Já a alemã Armatix criou um sistema de trava habilitada a partir de um relógio de pulso. Por enquanto, não está claro se essas tecnologias serão aprovadas em algum momento ou se os EUA selecionarão uma parceira para pesquisa. Porém, a era das armas inteligentes pode ter dado seu primeiro passo.

Por Nilton Kleina em Tecmundo.

Cidades Inteligentes devem crescer drasticamente em 2016

smartcities_iotAs cidades inteligentes vão experimentar um drástico aumento no número de dispositivos conectados no ano que vem, de acordo com o recente relatório do Gartner, intitulado “Forecast: Internet of Things — Endpoints and Associated Services, Worldwide, 2015“. De acordo com a consultoria, 1,6 bilhão de coisas conectadas estão em uso nas cidades inteligentes em 2016, um aumento de 39 por cento em relação ao ano de 2015. O relatório afirma também que os edifícios comerciais inteligentes serão os maiores usuários de soluções de Internet das Coisas, com 518 milhões de itens conectados em uso em 2016.

Segundo Bettina Tratz-Ryan, vice-presidente de pesquisas do Gartner, os edifícios comerciais inteligentes serão o maiores usuários de Internet das Coisas até 2018, quando as casas inteligentes devem assumir a liderança com pouco mais de 1 bilhão de dispositivos conectados. Inicialmente, os imóveis comerciais se beneficiarão muito da implementação IoT, de acordo com o Gartner, já que a IoT cria uma visão unificada de gestão das instalações, bem como de operações de serviços avançados através da coleta de dados e de insights a partir de uma infinidade de sensores.

“Especialmente em grandes sites, como zonas industriais, conjuntos de escritórios, shopping centers, aeroportos ou portos marítimos, a Internet das Coisas pode ajudar a reduzir os custos de energia, de gestão e manutenção dos prédios em até 30%”, afirma Tratz-Ryan. De acordo com a consultoria, a implantação IoT em edifícios comerciais deve continuar a crescer em ritmo acelerado ao longo dos próximos anos, com a possibilidade real de atingir pouco mais de 1 bilhão em 2018.

Entre as aplicações de consumo que estão impulsionando o crescimento da IoT nas casas inteligentes estão as Smart TVs, os set-top boxes inteligentes, as lâmpadas inteligentes e várias ferramentas de automação residencial, como termostatos inteligentes, sistemas de segurança e utensílios de cozinha.

“A maturidade crescente das plataformas de casas inteligentes através de um ecossistema de eletrodomésticos, infotainment e sensores, deve fazer com que os investimentos nessas tecnologias ultrapasse os feitos na implantação de soluções disponíveis para os edifícios comerciais em 2018,” acrescenta Tratz-Ryan. As casas inteligentes representarão 21% do total das soluções de IoT usadas nas cidades inteligentes em 2016, o maior aumento ao longo dos próximos cinco anos, afirma o Gartner.

Por ComputerWorld.