“Gazprom Neft” usa Blockchain na logística de transporte de material

A empresa russa Gazprogazprom_logo_eng-minm Neft testou a tecnologia de registro distribuído no setor de logística. Como o serviço de imprensa da empresa informou, o sistema foi utilizado para a entrega de válvulas de pipeline produzidas em Veliky Novgorod para a plataforma Prirazlomnaya no Mar de Pechora.

Segundo eles, tags de radiofrequência (RFID) e um sensor de GPS foram instalados na carga.

“Na fase de embarque do fabricante em Veliky Novgorod, depois de ler as etiquetas RFID, foi criado um documento com informações sobre a entrega. O sensor GPS permitiu controlar o movimento da carga até o armazém em Murmansk – a velocidade de seu movimento, bem como o número e a duração das paradas ao longo do caminho “, observaram os representantes da Gazprom Neft.

Informações sobre a entrega ao armazém, transferência aos cais e a entrega ao destinatário final foram transmitidas da mesma forma.

“A Blockchain forneceu um link inseparável entre o fornecimento físico, todos os processos de acompanhamento e fluxo de trabalho, e também permitiu que todos os participantes do processo tivessem acesso a informações confiáveis de forma criptografada”, acrescentou a empresa.

Vale lembrar que no início de janeiro, a empresa chinesa Shandong Bohi Industry utilizou pela primeira vez uma plataforma baseada em Blockchain para a venda de soja ao agronegócio americano Louis Dreyfus.

fonte: https://www.btcsoul.com/noticias/gazprom-neft-blockchain-logistica-transporte/

Todas as empresas serão Empresas de Tecnologia e seus desafios serão transformar incertezas em oportunidades

No varejo, a associação de aplicações inteligentes de CRM, IoT e RFID garante uma melhor experiência do usuário associada à interpretação de dados, que provocam uma verdadeira transformação digital em lojas físicas.

BlogO principal desafio da liderança na atualidade reside em como tirar vantagem das incertezas antes da concorrência. Ram Charam, em seu livro Ataque! – transforme incertezas em oportunidades, discorre sobre como os negócios podem aproveitar as chances que se apresentam e tirar vantagem da situação. “A vantagem agora é de quem cria mudanças, não apenas de quem aprende a conviver com elas”, afirma Ram Charam, que pontua as principais ferramentas e exemplos de companhias e líderes que usaram a vantagem do ataque a seu favor, redefinindo mercados e posicionando suas companhias.
Empresas como Amazon e Netflix se anteciparam à concorrência e provocaram disrupções em seus mercados; no entanto, não pararam por aí: elas utilizam, por exemplo, machine learning quando suas máquinas recomendam aos clientes produtos com base em comportamentos anteriores. Na área de Supply Chain, a cadeia de fornecimento combina machine learning e big data, para antecipar informações sobre acontecimentos e imprevistos e agir antes. Na área de logística, machine learning é utilizado para operações preditivas e sugerir estoques para demandas futuras.
No varejo, a associação de aplicações inteligentes de CRM, IoT e RFID garante uma melhor experiência do usuário associada à interpretação de dados, que provocam uma verdadeira transformação digital em lojas físicas. Pessoas com agilidade e capacidade de reação em um ambiente colaborativo são os fatores críticos para a organização do futuro. Tecnologias como IA, IoT, Automatização de Processos, Chatbots, Cloud Computing, Apps Mobile, Reconhecimento de voz, Fintechs, entre outras, têm o potencial de transformar a experiência do usuário e, com isso, revolucionar segmentos de mercado. Ram Charam discorre com maestria no livro ATAQUE sobre como empresas que criam mudanças geram vantagem competitiva, transformando modelos de negócios e experiências inovadoras em vetores transformacionais de negócios. Apple e Google, por exemplo, recrutam médicos e outros profissionais de saúde, principalmente com experiência em diagnósticos, para catalisar e mudar a indústria médica. Informações enviadas por fontes como Facebook, Twitter, Linkedin provocam uma reorganização e fazem com que a “acuidade preemptiva” se torne cada vez mais decisiva.O desafio de aprender com a experiência dos usuários transforma o mindset das equipes, cria organizações ágeis e provoca disrupções em mercados jamais imaginadas antes. As empresas serão empresas de tecnologia e serão responsáveis por transformar incertezas em oportunidades, atuando com inteligência e mindset inovador. Não falaremos mais de produtos, mas de design de serviços, de inspiração no cliente, de “foco no foco do cliente”, com uma perspectiva cada vez mais centrada nas pessoas e usuários utilizando a tecnologia para criar negócios, transformar empresas e mudar o mundo. Como a sociedade industrial nos deixou como legado a eletrificação da sociedade, a transformação digital vai nos deixar a digitalização da sociedade.

A perspectiva de futuro das empresas passa pela tecnologia, pela mudança de mindset de seus executivos e colaboradores e, definitivamente, gravita em torno da peça fundamental desta engrenagem: o cliente. Quem regerá o futuro das empresas, dos segmentos econômicos e do ciclo de vida dos serviços será cada vez mais o cliente e sua experiência frente à tecnologia.

Por Elias Litvin Gendelmann
Gerente de desenvolvimento negócios da DBServer

fonte: https://www.administradores.com.br/artigos/tecnologia/todas-as-empresas-serao-empresas-de-tecnologia-e-seus-desafios-serao-transformar-incertezas-em-oportunidades/108655/

Camas anti-ronco e armários robotizados conectados à Internet

1174142No quarto, existem camas, roupeiros e mesas de cabeceira que controlam o smartphone e usam a Internet para simplificar o dia a dia dos habitantes.

Não são apenas os aparelhos que começam a se conectar à Internet. Até 2017, chegam armários que são organizados por conta própria de acordo com as instruções recebidas através do smartphone, camas que monitoram o sono daqueles que dormem neles e carregadores disfarçados de mesas de cabeceira.

Fazem parte de um novo conceito de “mobiliário inteligente” (em inglês). Como outros objetos com o prefixo “inteligente” – de smartphones a smartwatches – a conexão com a internet permite que você expanda as funções de objetos muito além de sua finalidade original.

O guarda-roupa que se encaixa sozinho

1174141ThreadRobe é um armário autônomo desenvolvido por uma startup em Virginia, EUA. Basta lavar roupas lavadas no armário para “mãos robotizadas” para pendurar. Em seguida, o usuário escolhe as peças que ele deseja usar através de uma aplicação móvel e o gabinete retorna elas sem quaisquer vincos no momento certo. Quando programado, a roupa é passada através de uma centrífuga embutida no aparelho.

O guarda-roupa depende da tecnologia RFID – um sistema de identificação por radiofrequência – para identificar roupas. Cada peça é marcada com um código RFID configurado pelo usuário para descrever ou mostrar uma fotografia no aplicativo móvel (por exemplo, “jeans azul” ou “camisa com boneca sorridente”). A versão comercial do produto deve chegar ao mercado em meados de 2018, com o preço do armário menor em torno de 3200 euros. Para os criadores, é o fim das horas perdidas procurando por um par específico de calças no armário.

O designer de duas portas que perfume roupas

11741281174130Não só as startups estão à procura de roupeiros inteligentes. O Styler da LG é um gabinete projetado pelo gigante sul-coreano para atualizar, perfumar e remover rugas de roupas armazenadas.

Como alguns ferros, a Styler usa jatos de vapor para limpar e suavizar os tecidos. Os aromas e o tipo de limpeza podem ser programados pelo usuário através de uma aplicação móvel.

O grande problema, no entanto, é que os armários para uso comercial são muito pequenos. O modelo mais barato – que já está no mercado – oferece espaço para cerca de três conjuntos, além de alguns sapatos e acessórios (como gravatas, cachecóis e cintos). Custa cerca de 1115 euros.

Uma cama de olho no sono

1174131A cama do Sleep Number 360 é mais do que um colchão: pode descobrir se você está dormindo bem monitorando sua freqüência cardíaca, movimentos durante o sono e respiração, alterando sua inclinação para evitar que o usuário ronca e adapte automaticamente sua temperatura.

Todas as informações são armazenadas em um aplicativo móvel, onde você também pode definir a função do leito. Por exemplo, no inverno, o 360 pode ser programado para pré-aquecer antes de o usuário ir dormir. Há mesmo um despertador incorporado que você não pode ignorar pela manhã sem sair da cama.

Por enquanto, a cama só está disponível nos EUA. Dependendo do tamanho e das funções incluídas, os preços variam entre US $ 2000 e US $ 7000 (entre US $ 1700 e US $ 6000).

Uma mesa que atende chamadas

11741331174139O Curvilux é uma mesa de cabeceira com conectividade móvel e luzes que imitam o pôr do sol para um despertar mais gentil. Apesar do visual minimalista, inclui uma área de carregamento sem fio – para smartphone ou tablet – duas portas USB e uma gaveta com um bloqueio inteligente que só abre com o telefone do usuário.

Além disso, ele vem com luzes orientadas para o chão que se acendem automaticamente quando há movimento (para evitar que as pessoas tropeçam à noite), alto-falantes embutidos que podem ser programados para reproduzir música do smartphone do usuário quando adormecem ou acordam , e um microfone para atender chamadas.

Custa cerca de 380 euros.

fonte: https://www.publico.pt/2017/11/03/tecnologia/noticia/roupeiros-roboticos-conectados-a-internet-arrumamse-sozinhos-1791300

Saiba como a Volkswagen tem usado conceitos de Indústria 4.0 para conectar sua produção

Montadora aposta em robôs e máquinas inteligentes

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Volkswagen do Brasil tem apostado em robôs e máquinas inteligentes, sob o conceito de Indústria 4.0, para tornar sua produção mais eficiente.

Celso Placeres, diretor de Engenharia de Manufatura da Volkswagen do Brasil, brinca que pode parecer um filme futurista, mas a manufatura digitalizada, com inteligência artificial e alto nível de automação, já é realidade iniciada na Volkswagen do Brasil. “A Indústria 4.0 garante a competitividade para o futuro e a Volkswagen do Brasil está alinhada a essas tecnologias inovadoras, que permitem tomar decisões extremamente rápidas, assertivas, detectar problemas, evitar falhas e reduzir custos”, comenta.

A empresa aposta na capacidade dos sistemas inteligentes de controlar e gerenciar a produção com alta eficiência, produtividade e de forma assertiva. No momento em que o veículo (acompanhado de sensores) passa pela produção, os sistemas já acessam via intranet ou internet, em tempo real, todas as informações armazenadas em servidores sobre ele – qual modelo é, versão, para qual país será vendido etc –; em seguida, tomam as decisões sozinhos e executam as operações com eficiência máxima, rapidez nunca antes imaginada e dando suporte ao ser humano, para que ele seja cada vez mais eficiente no trabalho.

Além disso, na Indústria 4.0 todas as informações sobre a operação são armazenadas, podendo ser rastreadas posteriormente, o que traz confiabilidade ao sistema.

Confira exemplos práticas do uso de Indústria 4.0 e inteligência artificial (AI) na produção da VW:

1. “DNA do Veículo”

Na produção, o veículo (ou carroceria) vem acompanhado do dispositivo Tag RFiD (Radio Frequency identification), que armazena seu número de identificação (é uma “evolução do código de barras”, mas com a vantagem de poder incluir e gravar informações ao longo do processo). Quando o veículo (ou carroceria) chega em cada posto de trabalho, seu número de identificação é transmitido por rádio frequência para antenas. Aí, os sistemas conversam em tempo real e buscam informações sobre o veículo armazenadas no servidor: qual modelo é, versão, motorização etc. Ao trocar informações, robôs e máquinas já sabem quais operações fazer.

2. Robô decide qual lateral pegar

Quando a carroceria da Saveiro passa pela produção da fábrica Anchieta, em São Bernardo do Campo, por exemplo, o sistema já identifica qual é a versão da picape. Na mesma hora, o robô decide qual das laterais deve pegar (de cabine simples, estendida ou dupla). Sensores garantem o acerto sempre.

3. Medição em segundos

Em questão de segundos, um robô com sensores a laser mede toda carroceria. Em seguida, esse robô “conversa” com o sistema para cruzarem dados e decidirem se o veículo está perfeito. Se verificarem que sim, ele segue; se não, a linha para.

4. Precisão ao gravar chassi

A carroceria chega no posto de trabalho e por meio de seu RFiD o sistema a reconhece e envia seu número de chassi para a máquina, que faz a gravação.

5. “Casamento Perfeito”

No Fahrwerk (área onde a carroceria e a parte motriz “se casam”), o sistema identifica qual é o modelo do veículo e envia o conjunto motriz certo para o “altar”. A máquina também recebe informação de todos os torques (força de aperto ideal para cada parafuso) que devem ser aplicados nessa união.

6. Sinal verde para a eficiência

Na montagem, a tampa do tanque do veículo ganha etiqueta de indicação de combustível e pressão de pneus. Mas a Volkswagen do Brasil produz para vários países, com especificações diferentes. Quando o veículo chega neste ponto, o sistema identifica qual é o modelo e onde será vendido. Aí, acende luz verde sobre a caixa com a etiqueta certa. Se o empregado colocar a mão em outra caixa, acende luz vermelha e para a linha.

7. Foco perfeito

O empregado posiciona a parafusadeira automática e o sistema, que já identificou qual veículo está ali, faz os ajustes de faróis com máxima precisão.

8. Impressoras 3D tornam real os projetos do computador

Todas as fábricas da Volkswagen do Brasil já trabalham com impressoras 3D, que materializam – com máxima precisão e sem desperdício de material – peças e dispositivos que eram apenas projeto no computador. A tecnologia de impressoras 3D também é parte da Indústria 4.0. Na engenharia de Protótipos, a impressora 3D à base de resina líquida e laser faz peças perfeitas para os projetos de veículos do futuro. Nas fábricas, impressoras 3D que trabalham com material plástico fazem, entre outras peças, dispositivos (chapelonas) que auxiliam os empregados na produção. As chapelonas são peças para serem apoiadas na carroceria, orientando os pontos onde o empregado deve, por exemplo, colar um logo, fixar o vidro, centralizar o painel de instrumentos etc.

Fonte: https://itforum365.com.br/conectividade/internet-das-coisas/saiba-como-volkswagen-tem-usado-conceitos-de-industria-4-0-para-conectar-sua-producao

Aplicação criada no Porto ajuda cegos a evitar perigos

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Uma plataforma digital móvel para auxiliar pessoas cegas, dando-lhes informações sobre o ambiente que as rodeia, pontos de interesse específicos e zonas consideradas perigosas, como calçadas e escadas, está a ser desenvolvida por um instituto do Porto.

Este conjunto de tecnologias, criadas no âmbito do projeto CE4Blind, resultou de uma parceria entre o Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC), a Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal (ACAPO) e a Universidade do Texas, em Austin, nos Estados Unidos.

O sistema integrado, composto por uma bengala eletrônica, uma aplicação móvel e um módulo de visão por computador, utilizadas em simultâneo ou individualmente, “explora formas de usar tecnologia para potencializar o aumento da autonomia de pessoas cegas” de uma maneira “não invasiva”, disse à Lusa o investigador do INESC TEC João Barroso.

“Esta aplicação permite a configuração de uma rede de sensores, a georreferenciação dos vários elementos e a inserção de informação relacionada com cada ponto de interesse (POI)”, explicou.

A bengala eletrônica permite a leitura de etiquetas RFID (identificação por radio-frequência) previamente instaladas em locais de interesse, como por exemplo junto a calçadas, escadas ou outro tipo de locais de importância.

“As pessoas cegas podem utilizar estas bengalas da mesma forma como utilizam as tradicionais bengalas brancas, proporcionando-lhes uma utilização confortável e que, ao mesmo tempo, lhes dá informação e alertas sobre o ambiente que os rodeia”, comunicando por Bluetooth com o ‘software’ instalado no dispositivo móvel.

Como explica o investigador, a interação da aplicação com o utilizador é feita através de vibração e de voz, podendo este pedir e obter mais informação através de um ‘joystick’ incorporado na bengala.

O módulo de visão por computador permite a leitura de texto, reconhecimento de alguns objetos do dia-a-dia e ainda a validação visual da localização do utilizador, sempre num determinado local tenha sido feito um reconhecimento prévio do ambiente.

Funciona sem necessidade de ligação à Internet. No entanto, quando ‘online’, é possível aceder a outros recursos, nomeadamente capacidade de cálculo externa e o acesso a atualizações do sistema.

De acordo com João Barroso, este sistema “é extremamente útil em situações onde o utilizador pode ser colocado em perigo, como numa estação de trem, onde as pessoas cegas estão expostas a diferentes situações” (queda na via férrea, por exemplo) ou em ocasiões “mais simples, como a aproximação a escadas rolantes”.

Funciona em ambientes onde, previamente, foi instalada uma rede de sensores, nomeadamente etiquetas RFID identificando os POI e a respectiva informação inserida na base de dados.

“Não conhecemos, até ao momento, nenhum sistema que disponibilize às pessoas cegas, de forma integrada, um conjunto de tecnologias de interação fácil e com um nível elevado de informação, como é o caso do CE4BLIND”, indicou.

De acordo com o investigador, existem no mercado várias tecnologias que abordam este tema de forma fragmentada, como aplicações móveis para o reconhecimento de texto e até bengalas com outro tipo de sensores.

“Neste último caso, e pelo conhecimento que temos, não são utilizadas pela maioria das pessoas cegas por questões relacionadas com o seu peso, por não fornecerem informação de contexto e apenas indicarem a presença de obstáculos. Outro fator limitador da adoção destas bengalas é seu preço, geralmente elevado face ao benefício apresentado”, acrescentou.

Esta linha de investigação, que tem vindo a ser desenvolvida desde 2008, com início no projeto SmartVision, ao qual se seguiu o Blavigator e, finalmente, o CE4BLIND, foi financiada pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT).

A este último projeto foi atribuído, recentemente, o prémio de Inclusão e Literacia Digital, da Rede TIC e Sociedade do Departamento para a Sociedade de Informação da FCT.

A equipe, constituída por seis investigadores e professores da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) e do INESC TEC e um bolsista, pretende agora instalar um demonstrador desta tecnologia num espaço público, que permita a avaliação por um conjunto maior de utilizadores cegos, durante “um grande” período de tempo.

Matéria Original: Jornal de Notícias – Portugal.