“RFID não mente” diz o varejista Lululemon

TORONTO, ON - MARCH 19: Lululemon has yanked its popular black yoga pants from store shelves after it found that the sheer material used was revealing too much of its  loyal customers Shots of exterior of two stores one at 342 Queen st west and the one in the Eaton Centre taken  on March 19th 2013..... This is the Queen st west store.        (Colin McConnell/Toronto Star via Getty Images)

RFID fornece aos consumidores níveis de inventário de estoque altamente precisos, melhorando muito as compras on-line e as escolhas de peças dentro das lojas.

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Lentamente, mas diria que a maior parte do tempo, a utilização do RFID em itens, especialmente os mais frágeis, está ganhando espaço.

A Macy’s disse que terá todos os itens em suas lojas marcados até o final de 2017. A Target está se movendo rapidamente com sua estratégia de tagging RFID e divulgando publicamente seus benefícios. Kohl’s é dito para trabalhar duro em testes RFID em suas lojas.

Um outro varejista da especialidade que se moveu abaixo do trajeto de RFID é a Lululemon. No mês passado, Jonathan Aitken, diretor de TI de varejo e RFID, escreveu uma interessante coluna no LinkedIn sobre sua experiência usando a plataforma tecnológica da empresa como consumidor.

Aitken queria comprar uma camisa que logo iria desaparecer das prateleiras. Indo para a loja mais próxima de seu escritório, ele encontrou a camisa mas não o tamanho que precisava.

“Em vez de pedir ajuda de um de nossos incríveis educadores (o que chamamos de associados da loja), e perdir-lhes para localizar um produto para mim em uma loja próxima ou pedir-lhes para verificar se havia algo no estoque, eu puxei meu iPhone e usei o aplicativo da Lululemon para digitalizar o código de barras no hangtag”, disse Aitken. “Nosso ecossistema RFID entrou em ação”.

Esse aplicativo, disponível para Android, bem como iOS, usa a câmera do telefone para digitalizar o código de barras (não ler a tag RFID) na tag de bloqueio. Essa varredura então puxa a página de detalhes do produto no site de comércio eletrônico da Lululemon.

Em seguida, utiliza as “integrações de back-end” da empresa para a RFID fazer uma verificação de inventário em tempo real em todas as lojas, classificadas pelas mais próximas de Aitken, com base na localização de seu telefone.

“Eu podia ver que não havia tamanho grande nessa loja, mas havia um grande na nossa loja da Robson Street, a dois quilômetros do centro da cidade e eles tinham dois deles em estoque! Depois do jantar, chequei o inventário novamente e meu telefone mostrou que ainda restavam dois números grandes na loja e a atualização foi feita há menos de cinco minutos”.

Chegando na loja, ele foi para o rack confiante de que o item estaria lá.

“Como a nossa equipe operacional de RFID gosta de dizer “RFID não mente”, Aitken disse, acrescentando que os estoque de loja são agora 98% + precisa.

Materia traduzida de: SCDigest

RFID: tecnologia que dá vida a próteses ajuda a economizar tempo

RFID é uma tecnologia de identificação por radiofrequência que vem ganhando mais espaço no mercado. Ajudando no movimento de próteses e colaborando para a facilidade do uso de cartões de pagamento de ônibus e pedágio, a técnica está presente no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, e dispensa o contato físico ou visual.

A RFID é a evolução do código de barras e, com segurança criptografada, promete colaborar também para a Internet das Coisas. De acordo com especialistas, a tecnologia pode ajudar na revolução dos aparelhos do dia a dia ao conectar tudo e todos.

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Tecnologia RFID está presente em próteses, Internet das Coisas e NFC

Os registros históricos apontam que a identificação por radiofrequência foi utilizada na Segunda Guerra Mundial para rastrear a aproximação de aviões. Segundo Felype Nery, analista em RFID, a técnica é basicamente formada por um dispositivo que contém informações que podem ser acessadas de maneira rápida e inteligente através de radiofrequência. O sistema é composto de um leitor, uma antena e uma etiqueta.

As etiquetas, ou tags, utilizadas no processo podem ser identificadas em um raio de mais de 100 metros, dependendo do modelo RFID, como é o caso dos dispositivos instalados em carros para pagamento automático de pedágios. A padronização internacional também colabora para a expansão e pode ser vista no NFC, recurso disponível em dispositivos móveis, como celulares e tablets, e considerado uma extensão do reconhecimento por radiofrequência.

Técnica de criptografia pode ser aplicada no padrão RFID para proteger dados

As aplicações da técnica são infinitas e, de acordo com Nery, basta “dar asas a imaginação”. As etiquetas são bastante usadas no varejo para taguear produtos, e já foram vistas também em atletas da Maratona de Nova York e em próteses. Para movimentar o implante, várias etiquetas são espalhadas pelo corpo do usuário, que dependendo do movimento que quiser fazer, basta passar a mão em frente a tag específica.

Redução de custos

Apesar de ter restrições perto de metal e água, o padrão de identificação tem ajudado em crises econômicas. A técnica, que tem tido queda no preço, automatiza processos, quase zerando o tempo de reconhecimento de produtos. De acordo com Alexandre Dal Forno, especialista em RFID, empresas que levavam semanas detectando mercadorias agora podem fazer o mesmo trabalho em minutos.

“A tecnologia permite encontrar uma caixa sem precisar ter contato visual com ela, o que torna o processo bem mais rápido do que utilizando código de barras. É possível, por exemplo, monitorar o transporte de mercadorias de alto valor em tempo real e verificar se algo saiu do caminhão durante a viagem. A gestão é total”, afirma Dal Forno, que acredita que o padrão veio para ficar.

Para Claiton Colvero, também especialista em RFID,  a padronização da identificação por radiofrequência e a agilidade na leitura “abrem um mundo de oportunidades”. “Em um futuro próximo, será possível, por exemplo, vermos supermercados equipados com sistemas RFID, onde o cliente passará o carrinho de compras por um portal de leitura e cada produto será identificado, sem precisar fazer esforços para tirar e colocar tudo no carrinho”, exemplifica Colvero.

No Museu do Amanhã, inaugurado no final de 2015 no Rio de Janeiro, um cartão RFID auxilia na visitação. O card recebe o auxílio de uma assistente operacional parecida com a Siri, da Apple, e a Cortana, da Microsoft, e transmite ao usuário informações sobre espaços e obras.

Segurança

A identificação também é usada em repetidores de sinal, fechaduras e crachás. Assim, a segurança dos dados pode preocupar os usuários. De acordo com especialistas, é possível utilizar criptografia para manter o perigo longe das informações armazenadas. Além disso, as tags carregam um número, onde as reais informações ficam guardadas em um banco de dados, como já é feito com o código de barras.

Internet das Coisas

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RFID também poderá ajudar em Internet das Coisas, a evolução do padrão (Foto: Marlon Câmara/TechTudo)

Considerada uma revolução tecnológica que conecta itens do dia a dia à rede mundial de computadores, a Internet das Coisas é uma evolução do RFID. Para Felype Nery, uma aplicação ideal seria onde itens da geladeira tivessem etiquetas e o eletrodoméstico soubesse através da leitura das tags o que precisa comprar. “Assim, o sistema faria uma lista de compras e encaminharia o pedido para o supermercado mais próximo”, afirma Nery.

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Segundo Dal Forno, a Internet das Coisas começou com a identificação por radiofrequência e foi evoluindo. “A tecnologia vem com o conceito de conectar coisas, equipamentos e pessoas. É um conceito mais amplo, com mais inteligência na tag, que passa informações via rede de Internet, o que abre infinitas possibilidades para novas aplicações”, diz.

Em janeiro, na Campus Party 2016 , um russo apresentou um sistema para controlar portas através de um chip com tecnologia RFID implantado nas mãos. De acordo com o desenvolver, o recurso prova que os humanos também podem participar da era da Internet das Coisas e o equipamento também pode ser utilizado para checar dados médicos, fazer pagamentos e confirmar a autenticação de documentos.

Matéria: TechTudo

Companhias aéreas podem economizar US$ 3 bi com sistemas RFID

etiquetas-rfid-aereoA implementação da tecnologia RFID (Radio Frequency Identification) ou Identificação por Radiofrequência, que pode controlar com precisão a bagagem dos passageiros e em tempo real, pode fazer com que as companhias aéreas economizem mais de US$ 3 bilhões nos próximos sete anos.

Estudos da Sita e da Iata mostraram que, com a tecnologia RFID, o número de malas extraviadas pode diminuir até 25% até 2022. A Delta foi umas das primeiras aéreas a implantar o sistema e conta com uma taxa de sucesso de 99% no acompanhamento das malas.

A nova tecnologia chega para evitar a má gestão das bagagens durante a transferência de um voo para o outro. Com a novidade, os aeroportos, companhias aéreas e manipuladores terrestres são capazes de manter o controles das malas durantes todas as etapas da viagem.

O rastreamento da bagagem por meio da RFID segue a resolução 753 da Iata que exige, que até 2018, as aéreas mantenham o controle de cada item da bagagem do início ao fim da viagem. A implementação da tecnologia custa US$ 0,01 por passageiro, em média.

Por Fernanda Cordeiro para o Panrotas.

RFID permite rastreamento da bagagem durante todo o voo

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Este sistema que revoluciona o modelo de rastreamento da bagagens cargas que vigora na indústria desde a década de 1990, está em implantação pela Delta Air Lines.

A evolução tecnológica está permitindo formas mais seguras e precisas para o rastreamento das bagagens no transporte aéreo de passageiros. A norte-americana Delta Air Lines está implantando, de forma inédita, o RFID (Identificação por Frequência de Rádio, em tradução livre da sigla em inglês), um sistema que permite o acompanhamento da bagagem, em toda a experiência da viagem, em tempo real.

O modelo revoluciona o sistema vigente na indústria aérea desde a década de 1990, feito por meio de códigos de barras. Um chip é colocado na etiqueta da bagagem. Os dados contidos nele são captados por scanners, que usam ondas de rádio para transmissão das informações, aprimorando o controle depois que as malas são despachadas.

O serviço estará disponível até o final deste ano. Depois que estiver em pleno funcionamento, os clientes poderão acompanhar todo o percurso das suas malas através de notificações feitas por meio do aplicativo móvel Fly Delta.

Além disso, a leitura em tempo real dos chips reduzirá o risco de erros no embarque das bagagens. Isso porque o sistema dará um alerta sempre que uma mala estiver sendo carregada no avião errado. Foram investidos US$ 50 milhões na tecnologia e infraestrutura para operacionalização do sistema, como aquisição de scanners, impressoras de etiquetas que permitem a implantação do chip e leitores. ​

Por DeFato Online.

A Transformação do Varejo pela Tecnologia RFID

rfidinretailSempre que falamos em tecnologias, elas estão associadas a uma inversão, e muitas cadeias comerciais focam mais no investimento do que nos resultados da eficiência que a implementação da tecnologia correta pode gerar.

Em diversos artigos tenho mencionado a satisfação do consumidor a partir da premissa de contar com um produto de quantidade, lugar e tempo adequado. Todas as marcas trabalham dia a dia em estratégias relacionadas com a conexão emocional que deve ser estabelecida entre uma marca e o consumidor. De fato a inversão projetada da indústria de agências de promoção para 2016 é de mais de 800 mil dólares, representando um crescimento de 7,1 % comparado a 2015, de acordo com o departamento de Investigação de Merca2.0, sendo a indústria de alimentos que mais gera demanda deste tipo de agências, com a finalidade de colocar o produto frente ao consumidor de forma eficaz e eficiente.

Mais de nada adianta este tipo de estratégias se a cadeia de fornecimento não está alienada aos objetivos que se perseguem, tais como o uso de tecnologias que habilitem da melhor maneira os processos que dependem da logística. Uma de estas tecnologias capaz de aumentar a eficiência do varejo é precisamente a RFID (Radio Frequency Identification). Para muitas pessoas esta tecnologia é nova, porém começou a ser utilizada nos anos 1920 quando foi desenvolvida pelo MIT e usada pelos britânicos na Segunda Guerra Mundial, conforme descrito por Gaurav Dargan e Brian Johonson no livro The use of Radio Frequency Identification as a Replacement for Traditional Barcoding.

Para o varejo, a implementação de RFID não deveria ser uma novidade, e sim uma realidade, pois as marcas que a implementaram tem visto resultados em diferentes atividades relacionadas com a logística com o passar da cadeia de fornecimento como: incremento da produtividade, envio de produtos com maior velocidade, melhor administração do inventário e, como consequência, um excelente atendimento ao consumidor.

Quando o RFID começou a comercializar-se de maneira mais contundente através das diferentes empresas que produzem a tecnologia, houve grande ênfase nos benefícios para o consumidor dentro do ponto de venda para melhorar sua experiência de compra, porém hoje em dia o que procuram as cadeias comerciais é a implementação da tecnologia atrás da loja, desenvolvendo então aplicações para o etiquetamento de paletes e contêineres,  para rastreamento do produto a partir da cadeia de distribuição em suas diferentes fases: recepção, classificação, balanço de produtos e gestão de inventários.

Toda a cadeia comercial que queira transformar-se devera adotar tarde ou cedo esta tecnologia. Não sendo necessária a inversão, e sim contar com o processo eficiente e avançado para satisfazer as necessidades de um consumidor cada dia mais exigente e que demanda velocidade em todos os processos relacionados à compra.

Por Alberto Carreon em Merca 2.0.