Cartão que protege dados de cartões RFID é lançado na Austrália

Proteger seus cartões de crédito de skimming (leitura indesejada do cartão) não requer mais a troca da sua carteira, graças a um novo aparelho, lançado na Austrália, que usa interferência eletrônica para impedir a leitura RFID involuntária dos seus cartões.armourcard-wallet

Os principais bancos realmente entraram no jogo de pagamento sem contato, oferecendo aos usuários simples transações de cartão de crédito sem a necessidade de usar uma faixa magnética ou inserir um PIN. Os cartões usam RFID, permitindo que compradores compartilhem eletronicamente os detalhes do cartão com um terminal de pagamento, apenas por aproximação.

Mas enquanto os bancos oferecem garantias de segurança e retorno em caso de fraude, a empresa australiana Armourcard diz que ainda há um segmento do mercado que permanece preocupado com roubo de identidade e skimming.

Carteiras com bloqueio RFID começaram a cuidar desses problemas, mas a Armourcard está investindo no dito primeiro dispositivo de interferência RFID ativo para uso cotidiano.

O dispositivo alimentado por bateria — também chamado Arm0urcard — tem o tamanho aproximado de de dois cartões de créditos empilhados. Dentro de uma carteira ou bolsa, o Armourcard fica inativo até entrar no alcance de um leitor RFID, e nesse ponto ele ativamente interfere qualquer tentativa de leitura usando um sinal da mesma frequência do leitor.

O Armourcard usa a frequência 13,56 MHz, a mesma usada internacionalmente para transferência de dados em cartões de crédito e ePassports, mas foi desenvolvido para não interferir com outros espectros RFID como os usados em cartões de controle de acesso.

Enquanto a bateria significa que o dispositivo vai parar de funcionar, a Armourcard diz que a duração é de até 2 anos com 10 ativações diárias. E para garantir que o aparelho não vai te impedir de fazer um pagamento normalmente, há um pequeno botão que desabilita o sinal interferente ao pressionado.

A capacidade de ligar ou desligar o bloqueio RFID vem com seu próprio nível de conveniência, mas o design do Armourcard também tem benefícios sobre cases tradicionais na capacidade de proteger uma carteira cheia de cartões ao mesmo tempo.

A empresa por trás do dispositivo está entrando lentamente no mercado de acessórios, o que fez necessário uma educação sobre interferência ativa aos consumidores e uma expansão do mercado no varejo para garantir o alcance dos compradores.

A Armourcard começou com as maiores lojas na Austrália, com produtos na JB Hi-Fi, Harvey Norman e Vodafone além das Tech2Go em aeroportos. Devido à interferência de sinal que bloqueia também ePassports com chips (e porque fraude de cartão é mais severa internacionalmente), a Armourcard diz que a indústria de acessórios de viagem é uma parte importante do seu negócio.

A companhia começou também a trabalhar no mercado dos EUA, mas a adoção está lenta devido à falta de interesse em sistemas de pagamento sem contato. Apesar desses cartões com chip serem comuns na Austrália há um tempo e a tecnologia Chip & PIN ter sido oficializada em Agosto do ano passado, os cartões americanos ainda confiam em tecnologia de tarja magnética, com cartões com chip obrigatórios apenas a partir de Outubro desse ano.

Apesar disso, a Armourcard diz que aproximadamente 60 por cento das vendas vem dos EUA através da sua loja online.

O Armourcard está disponível por  AU$59.95, £34.95 ou $49.95 nos EUA.

Fonte: CNET (em inglês)

Fabricante de RFID ganha patente para embalagens de produtos

eAgile-eSeal-RFID-packaging-productUma empresa de RFID recebeu uma patente pelo Escritório de Patentes dos Estados Unidos para o seu produto de embalagem que é projetado para melhorar a segurança e autenticidade da marca em toda a cadeia de abastecimento.

EAgile, fabricante de hardware e software de Grand Rapids, Michigan, disse na semana passada que a patente é para a sua eSeal, que incorpora chips baseados na tecnologia RFID à embalagens e tampas e diminui selos. Cada produto com a etiqueta-eSeal tem uma identificação segura e única para o cumprimento regulamentar e pode ser acompanhado com a localização e carimbo de data. O produto é projetado para substituir a embalagem atual do consumidor com o mínimo de interrupção.

Peter Phaneuf, presidente da eAgile, disse que o produto eSeal tem a RFID adicionada ao selo de indução de calor de alumínio, muitas vezes encontrado em frascos de medicamentos ou à faixas de plástico em torno de um produto. “Nós adicionamos um chip à essa faixa. É possível adicionar um chip na faixa no topo da garrafa ou sobre o selo”, diz Phaneuf. “Ou quando você compra um cosmético, digamos, um batom, você pode ter o mesmo selo em toda a volta do batom. Você pode adicionar o RFID ou o chip ao selo que vai ao redor do produto,para validar que é um produto autêntico. ”

Gary Burns, diretor-presidente e gerente geral da eAgile, disse que aproximadamente um trilhão de contêineres são consumidos anualmente em várias indústrias, o produto e patentes são importantes para a segurança do consumidor e segurança empresarial. “Estamos recebendo uma grande quantidade de produtos – alimentos e medicamentos que vêm para os EUA de todo o mundo”, disse Burns. “Queremos ter certeza de que eles são seguros. As empresas querem proteger a integridade e a segurança de sua marca”. Continue reading “Fabricante de RFID ganha patente para embalagens de produtos” »

Brasil contará com identificação eletrônica de veículos

Siniav-01Em parceria com a AUTOFIND, empresa brasileira especializada em sistemas de transporte inteligente, a Intel desenvolveu uma solução para identificação eletrônica de veículos em todo o território brasileiro. A solução é baseada na plataforma WISP (Wireless Identification and Sensing Platform), sistema RFID desenvolvido pelo Intel Labs em colaboração com a Universidade de Washington e o MIT, porém, foi adaptada às necessidades brasileiras pela Intel. O anúncio foi feito durante o Intel Press Summit, que reuniu nos últimos três dias jornalistas de todo o Brasil na cidade de Florianópolis-SC.

O sistema inclui desde a placa de identificação veicular – Transponder RFID, as antenas, os subsistemas de leitura de placas – leitoras até as estações de gravação e configuração. A solução recebeu certificação da Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo – ARTESP – e já está sendo testada por Operadoras de Serviços de Arrecadação e concessionárias de rodovias, em aplicações como pedágio eletrônico com tecnologia RFID de 915 MHz.

A solução é o primeiro passo na construção de um sistema avançado para atender às demandas do projeto SINIAV (Sistema de Identificação Automática de Veículos) do Governo Brasileiro. Atualmente, a AUTOFIND está trabalhando com a Intel no desenvolvimento de uma versão a ser submetida ao processo de homologação de um OCD (Organismo Certificador Designado) apontado pelo DENATRAN.

De acordo com Antonio Calmon, presidente da AUTOFIND, a solução traz, entre diversas aplicações, gerenciamento e monitoramento de trânsito, possui informações criptografadas e evita fraudes na documentação de veículos. O tag, aparelho de aproximadamente 10×5 centímetros que será colocado no vidro do carro, é bem parecido com o equipamento do sistema de pedágio Sem Parar e vai catalogar os 77 milhões de veículos nacionais, entre carros de passeio, ônibus e caminhões.
Segundo Calmon, os Detrans dos municípios brasileiros têm até julho de 2014 para se adequar à nova norma e implementar o equipamento nos veículos, além de adotar a parte de infraestrutura, antenas que serão distribuídas nas cidades para colher informações do fluxo e monitoramento de trânsito. Cada município deverá fazer uma licitação para escolha da empresa que implementará os equipamentos.

“O produto tem alto nível de segurança, principalmente em relação à privacidade dos motoristas, pois os dados armazenados têm como objetivo auxiliar na gestão do trânsito. Todas as informações são integradas ao sistema do Detran e podem auxiliar na evasão fiscal. 30% da frota paulista, por exemplo, é ilegal. Seremos o primeiro país a ter todo sistema de identificação de veículo de forma automatizada”, apontou.

Os pontos de coleta de dados serão locais, quando os veículos com as tags passarem por sensores (antenas colocadas em pontos estratégicos), o sistema sincroniza as informações para o banco de dados da cidade ou estado. Em termos de melhor aproveitamento dos dados, todo o sistema conta com infraestrutura Intel e a ideia é gerar um trânsito mais inteligente com computação de alta performance em prol da mobilidade urbana, agilidade no licenciamento, previsão de trânsito e acidentes, entre outros benefícios.

Fonte: http://www.decisionreport.com.br

Gestão de patrimônio RFID – vale a pena usar a tecnologia?

 

O sistema é muito interessante, mas ainda existem algumas limitações tecnológicas para que isso se torne uma solução confiável e de baixo custo. Vamos imaginar um inventário de bens de um departamento. Caso o alcance da leitura RFID seja muito grande, os sinais das etiquetas dos departamentos vizinhos ou até do andar debaixo também serão capturados. Um problema!

TAGÀ primeira vista, as etiquetas RFID parecem ser uma solução mágica para o controle de bens do ativo imobilizado de uma empresa. Poderia automatizar e simplificar o processo de controle das movimentações dos bens, rastreá-los, proporcionar mais segurança evitando furtos, movimentações não autorizadas, etc. A principal vantagem desta tecnologia em relação ao código de barras é o fato de poder ser lida sem contato visual. As etiquetas RFID podem ser lidas mesmo que estejam cobertas ou dentro de materiais, tais como madeira, tecido, plástico e até encoberto de sujeira. A tecnologia utiliza um chip que tem uma antena conectada e encapsulada com material apropriado a cada superfície do bem – espaço disponível para a fixação da etiqueta, umidade, temperatura, distância de leitura, etc. As antenas para leitura da tag RFID devem ser fixadas em locais estratégicos conforme a finalidade ou leitor de dados RFID móvel. O sistema é muito interessante, mas ainda existem algumas limitações tecnológicas para que isso se torne uma solução confiável e de baixo custoA etiqueta de patrimônio RFID custa em média 4 a 7 vezes a mais do que as etiquetas de alumínio com código de barras, o que encarece significativamente o custo do inventário inicial. Há ainda problemas de leitura. Como tem superfície metálica, é necessário o encapsulamento específico para cada tipo de material, o que determina o alcance do sinal de leitura. O posicionamento da tag em relação à antena ou leitora também influencia. A preocupação não é só com a distância, mas também com o ângulo. Pode haver ponto cego, onde não há a captura do sinal. Vamos imaginar um inventário de bens de um departamento. Caso o alcance da leitura RFID seja muito grande, os sinais das etiquetas dos departamentos vizinhos ou até do andar debaixo também serão capturados. Um problema! Outra dificuldade é fazer o inventário físico com diferentes tipos de etiquetas. São necessários no mínimo três tipos RFID: a) para móveis e bens com superfície não metálica. b) para equipamentos de informática devido à interferência eletromagnética, que requer encapsulamento específico. c) para máquinas ou bens em ambientes hostis, alta temperatura, umidade. A etiqueta de RFID deve ser planejada para cada tipo de aplicação, superfície, ambiente e distância de alcance do sinal. Muitos gestores pensam que o ideal é aliar a segurança contra furtos com o controle de patrimônio. Porem essas são duas aplicações totalmente diferentes que simplesmente não se casam. Grande alcance de leitura é fundamental para aplicação de segurança, porém já vimos que para o controle de patrimônio nem sempre se aplica. É muito fácil burlar, não permitir a captura RFID – basta cobrir a tag RFID com a palma da mão. Em suma, neste momento aliar a solução de controle de patrimônio com segurança patrimonial é somente para situações bem específicas. Imagino que as questões técnicas que hoje limitam a aplicação da tecnologia RFID no controle de patrimônio serão resolvidas em curto prazo juntamente com a redução de custos com economia de escala. Portanto, vamos estar atentos, acompanhar a evolução tecnológica e preparada para o ciclo do controle de patrimônio RFID. Fonte: http://www.administradores.com.br/

CPqD irá homologar ineroperabilidade de chips de automóveis

O Departamento Nacional de Trânsito oficializou nesta segunda-feira, 16/6, o CPqD como responsável pela homologação de interoperabilidade dos produtos

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envolvidos no Sistema Nacional de Identificação Automática de Veículos – o projeto para a instalação de chips em todos os veículos do país.

O CPqD já possui, desde 2011, um laboratório de aplicações em identificação por radiofrequência (RFID), implantado com recursos públicos tendo como um dos objetivos exatamente testar os equipamentos do sistema de identificação dos veículos.

O controverso projeto de instalação de chips já sofreu adiamentos no prazo previsto para alcançar os cerca de 70 milhões de veículos do país. Apesar de já estar em vigor o início da instalação dos chips, até aqui não há registro de que algum veículo tenha o equipamento.

Na prática, o chip RFID deveria estar sendo instalado desde o início deste ano. Mas tampouco estão sendo instaladas as placas eletrônicas nas ruas e rodovias. Não surpreende que o prazo previsto para a conclusão da implantação do chip tenha sido novamente prorrogado – agora vai até meados de 2015.

Autor: Luís Osvaldo Grossmann (Convergência Digital)