Chip instalado nas bicicletas garante a preferência em semáforos na Dinamarca

2743358467_4ee4dc1a8a_b-1000x750

A cidade dinamarquesa de Aarhus lançou uma nova tecnologia (ainda em fase de testes) para aumentar a segurança dos ciclistas. Trata-se do RFID (sigla em inglês para “identificação de radiofrequência”), um chip instalado nas bicicletas que coordena a sinalização viária para dar preferência aos ciclistas que se aproximam dos cruzamentos.

O chip é instalado na roda dianteira da bicicleta e é lido por um sensor nos semáforos equipados com esta nova tecnologia. O dispositivo detecta a aproximação dos ciclistas que estão a até 100 metros do semáforo. A tecnologia foi testada em 200 bicicletas em 2015 e deve ser instalada em outras mil ainda este ano.

Uma das idealizadoras do projeto, Louise Overgaard, disse que a cidade precisa  “definir um plano político para expandir para outros cruzamentos. O mais importante é que os ciclistas sintam que há um espaço seguro para eles.” Segundo ela, a forma como os ciclistas devem cruzar as ruas hoje em dia não é segura, o que faz com que muitas pessoas tenham medo de usar a bicicleta como meio de transporte.

É por isso que o projeto pretende, além de proteger os ciclistas, incentivar mais pessoas a usarem a bicicleta como meio de transporte cotidiano. O sistema é uma das ações do programa “Aarhus Cycling City“, que vem sendo desenvolvido desde 2009 para promover a mobilidade sustentável na cidade e que inclui, entre outras medidas, 56 pontos de aluguel de bicicletas.

Se a inovação for eficaz, o plano é aumentar o sistema para uma espécie de “passaporte dos ciclistas”. Isso significa que aqueles que aderirem à nova tecnologia poderão receber benefícios da Prefeitura Municipal, como prioridade nos semáforos, estacionamentos e outros equipamentos.

Matéria original: archdaily.com.br

 

 

“RFID não mente” diz o varejista Lululemon

TORONTO, ON - MARCH 19: Lululemon has yanked its popular black yoga pants from store shelves after it found that the sheer material used was revealing too much of its  loyal customers Shots of exterior of two stores one at 342 Queen st west and the one in the Eaton Centre taken  on March 19th 2013..... This is the Queen st west store.        (Colin McConnell/Toronto Star via Getty Images)

RFID fornece aos consumidores níveis de inventário de estoque altamente precisos, melhorando muito as compras on-line e as escolhas de peças dentro das lojas.

IMG_2628-1024x768

Lentamente, mas diria que a maior parte do tempo, a utilização do RFID em itens, especialmente os mais frágeis, está ganhando espaço.

A Macy’s disse que terá todos os itens em suas lojas marcados até o final de 2017. A Target está se movendo rapidamente com sua estratégia de tagging RFID e divulgando publicamente seus benefícios. Kohl’s é dito para trabalhar duro em testes RFID em suas lojas.

Um outro varejista da especialidade que se moveu abaixo do trajeto de RFID é a Lululemon. No mês passado, Jonathan Aitken, diretor de TI de varejo e RFID, escreveu uma interessante coluna no LinkedIn sobre sua experiência usando a plataforma tecnológica da empresa como consumidor.

Aitken queria comprar uma camisa que logo iria desaparecer das prateleiras. Indo para a loja mais próxima de seu escritório, ele encontrou a camisa mas não o tamanho que precisava.

“Em vez de pedir ajuda de um de nossos incríveis educadores (o que chamamos de associados da loja), e perdir-lhes para localizar um produto para mim em uma loja próxima ou pedir-lhes para verificar se havia algo no estoque, eu puxei meu iPhone e usei o aplicativo da Lululemon para digitalizar o código de barras no hangtag”, disse Aitken. “Nosso ecossistema RFID entrou em ação”.

Esse aplicativo, disponível para Android, bem como iOS, usa a câmera do telefone para digitalizar o código de barras (não ler a tag RFID) na tag de bloqueio. Essa varredura então puxa a página de detalhes do produto no site de comércio eletrônico da Lululemon.

Em seguida, utiliza as “integrações de back-end” da empresa para a RFID fazer uma verificação de inventário em tempo real em todas as lojas, classificadas pelas mais próximas de Aitken, com base na localização de seu telefone.

“Eu podia ver que não havia tamanho grande nessa loja, mas havia um grande na nossa loja da Robson Street, a dois quilômetros do centro da cidade e eles tinham dois deles em estoque! Depois do jantar, chequei o inventário novamente e meu telefone mostrou que ainda restavam dois números grandes na loja e a atualização foi feita há menos de cinco minutos”.

Chegando na loja, ele foi para o rack confiante de que o item estaria lá.

“Como a nossa equipe operacional de RFID gosta de dizer “RFID não mente”, Aitken disse, acrescentando que os estoque de loja são agora 98% + precisa.

Materia traduzida de: SCDigest

Tecnologia RFID ajuda a evitar extravios de bagagens

bagagem Quase todo mundo que viaja de avião tem uma história para contar de quando chegou ao seu destino, mas não encontrou as bagagens. A boa notícia é que dados compilados pela Sita, uma empresa de tecnologia para a aviação, mostram um risco fortemente decrescente de que malas sejam perdidas. O ano passado registrou a menor incidência de perda de malas –6,5 peças por mil– nos 12 anos em que a Sita acompanha essa estatística.

Diversos avanços em tecnologia e nos procedimentos de tratamento de bagagem merecem o crédito, entre os quais melhoras nas etiquetas de código de barras e leitores ópticos. Mas esses sistemas têm limites, e o setor de aviação vem sendo lento para adotar métodos utilizados por outros segmentos. “Veja o comércio on-line”, compara Ryan Ghee, especialista em tecnologia de viagem. “As pessoas encomendam algo e, a cada passo da jornada, são capazes de ver onde está seu pacote.”

Já os códigos de barras de malas podem falhar se a etiqueta estiver enrugada, manchada ou se sua posição não permitir acesso fácil ao leitor. Se a etiqueta não for legível, a mala pode ser perdida sem que alguém perceba. Os leitores de códigos de barra têm índice de acerto de 80% a 95%, no caso de etiquetas de bagagem, de acordo com Nick Gates, diretor da Sita responsável pela tecnologia de bagagem. “Se você conseguir melhorar a precisão na leitura das etiquetas de malas, cai a probabilidade de que a mala sofra atrasos em seu percurso pelo aeroporto”, diz.

É por isso que companhias aéreas e aeroportos estão determinados a melhorar o rastreamento, adotando métodos mais novos que o código de barras, empregado há mais de 30 anos. A nova onda são etiquetas que não precisam ser vistas para serem lidas. A americana Delta passou a usar um modelo que tem incorporado um chip de identificação por radiofrequência.

O chip armazena informações da viagem e precisa apenas estar perto de leitores por rádio para que o caminho da bagagem seja registrado. Passageiros podem usar o aplicativo da empresa para rastrear suas malas. “Esse é o próximo passo em confiabilidade”, afirma Rodney Brooks, gerente-geral de operações aeroportuárias da Delta.

A empresa está investindo US$ 50 milhões em leitores, impressoras e etiquetas de rádio. O sistema está sendo instalado nos 344 aeroportos em que a Delta opera e deve entrar em operação neste mês –e, espera-se, pode acelerar a adoção do sistema por outras companhias de aviação dos Estados Unidos. A francesa Air France, a Lufthansa, da Alemanha, e a Qantas, da Austrália, também já testam chips de rádio para identificar bagagens.

Meta Internacional

A adoção generalizada de etiquetas com chips de rádio não tem sido fácil de implementar, a despeito dos esforços da Iata (Associação Internacional do Transporte Aéreo). A organização estabeleceu que, até a metade de 2018, as 265 empresas associadas a ela deverão rastrear bagagens e localizá-las com precisão –em seus voos e quando houver conexão com outras companhias.

“Não importa que tecnologia elas escolham, desde que as malas possam ser rastreadas assim que saírem das mãos dos viajantes”, diz Nick Careen, executivo da Iata. Rastrear bagagens é difícil por diversas razões. Atualizar sistemas para a tecnologia mais recente requer mudanças de infraestrutura que podem ser dispendiosas e incômodas. E a maioria dos aeroportos deixa a cada empresa aérea a tarefa de administrar seu sistema de embarque, o que faz com que as tecnologias e procedimentos variem amplamente.

O aeroporto McCarran, de Las Vegas (EUA), é uma exceção: como parte de sua renovação em 2005, decidiu que adotaria chips de rádio ao sistema de embarque e separação de bagagens. Os chips incorporados às etiquetas de papel usadas em Las Vegas garantem que a bagagem embarcada se movimente de maneira mais rápida e precisa pelo sistema, e elevam a probabilidade de que as malas cheguem aos aviões certos.

“O sistema funciona com muita precisão -em torno de 99,5%”, diz Samuel Ingalls, diretor-assistente de sistemas de informação do aeroporto. Nos últimos dez anos, o McCarran lidou com 160 milhões de malas portadoras de etiquetas de rádio. Existem muitas maneiras para que companhias aéreas e aeroportos usem essas etiquetas. Em 2010, quando a Qantas se tornou uma das primeiras empresas a adotar a tecnologia, começou a vender uma etiqueta reutilizável, de plástico duro, por US$ 60. Um porta-voz informou que mais de 1,5 milhão dessas etiquetas estão em circulação.

As etiquetas de papel de uso único da Delta, como as usadas pelo aeroporto McCarran, são muito mais baratas, e custam alguns centavos de dólar por unidade. Além das companhias aéreas, outros fornecedores desenvolvem versões variadas de malas, etiquetas e apps. A Rimowa, fabricante alemã de bagagens de luxo, tem um código de barras com tinta eletrônica e chip de rádio afixado às malas que vende.

Passageiros que usam essas malas e voam pela Lufthansa podem fazer check-in expresso. “Sempre que você chega com uma dessas malas já etiquetada, pode colocá-la diretamente na cinta transportadora de bagagens e o check-in será automático”, explica Björn Becker, diretor de serviços terrestres e digitais da Lufthansa. Não importa que abordagem as companhias de aviação adotem, Careen, da Iata, ecoa os sentimentos de viajantes ao dizer que os passageiros deveriam “saber o tempo todo onde está sua bagagem”. 

Por Christine Negroni do New York Times para Folha de São Paulo.

Controle patrimonial eficiente com RFID

controle-patrimonialVocê sabe qual é o valor patrimonial da sua empresa? E quais os bens patrimoniais que compõem os setores ou centros de custo da companhia? Qual o custo de depreciação correspondente de cada produto ou serviço? E se fossem auditados hoje, dispõem de um mapa detalhado do ativo fixo? Estas são algumas perguntas básicas que a maioria das organizações não consegue responder, deixando de obter economia financeira e operacional.

Atualmente existem alguns formatos de levantamento, adequação, controle e manutenção do ativo físico, que vão desde o tradicional controle por código de barras às etiquetas de RFID, que fornecem informações em tempo real com precisão e confiabilidade. Ter um controle de gestão de ativos é uma das exigências descritas pelo IFRS, através do CPC 27 (IAS16). Porém o que muitas empresas não sabem, é que podemos ter economia de tempo e dinheiro com um bom controle patrimonial.

Em linhas gerais, o controle de ativos visa fornecer um panorama da situação contábil e patrimonial das organizações, através da manutenção periódicas da suas movimentações. Isto ocorre principalmente para se obter a depreciação, amortização ou exaustão dos ativos. Este é apenas um dos benefícios visíveis ao gestor, que via de regra necessita destas informações para:

1-     Alocar o custo de depreciação por centros de custo, localização, unidades ou de acordo com a estrutura organofuncional;

2-     Obter o valor patrimonial para eventuais negociações pelo valor contabilizado;

3-     Elaboração do custo do produto ou serviço, alocando a parcela de depreciação correspondente;

Além disto, a correta mensuração da depreciação possibilita ganhos financeiros substanciais. Se formos considerar que o valor da depreciação afeta negativamente o resultado do exercício, pois se classifica como uma despesa, uma empresa lucrativa, sob o ponto de vista tributário, pode desejar que sejam maiores os débitos dedutíveis de depreciação, pois haverá imediata redução do Imposto de Renda e da Contribuição Social.

Já em uma empresa com baixa lucratividade seria interessante que as despesas de depreciação sejam apropriadas em um período maior de tempo, postergando-se o reconhecimento de tais encargos. As duas opções citadas acima são alternativas disponíveis no mercado, desde que determinadas com base em estudos e laudos técnicos especializados. Uma por apurar a taxa de depreciação acelerada e outra por determinar a taxa de depreciação pela vida útil remanescente.

Pequenos cuidados contábeis muitas vezes representam significativas vantagens tributárias, sem a necessidade de planejamentos e procedimentos complexos. Partindo para a área do controle físico, as possibilidades de controle e ganho de produtividade são ainda maiores. Do pressuposto de que, para se obter o valor de depreciação correto é necessário que a posição patrimonial esteja atualizada e conciliada, certamente estamos falando que a organização precisa manter seus procedimentos patrimoniais em dia.

Desta forma, auditorias periódicas internas e externas, são muito importantes para a correta manutenção da situação patrimonial dos ativos. Podemos utilizar ferramentas comuns, como o controle por código de barras, que permite a leitura visual de ativos físicos, além de possibilitar integrações com sistemas patrimoniais. Agora, caso queiramos otimização de tempo agregando maiores informações na captura e rastreabilidade dos itens, a sugestão é que façamos uso da tecnologia por RFID.

Composta de tags passivas ou ativas, permite a leitura à distância dos bens, além da gravação de informações adicionais em sua memória, que podem ser úteis para manutenção corretiva, preventiva ou preditiva da organização. A infraestrutura básica de implementação requer etiquetas passivas com material adequado para cada superfície. Por exemplo: em ativos de superfícies metálicas, uma etiqueta sem um material isolante, pode sofrer interferências e não ser passível de leitura. Além de etiquetas, um coletor ou leitor RFID via bluetooth contendo sistema apropriado para a leitura, edição e gravação, pode complementar o processo RFID.

Estamos falando em ganho de tempo de mais de 70% em um inventário periódico, onde as informações são lidas à distância e armazenadas em um banco de dados para posterior atualização do cadastro patrimonial. Como podemos perceber, existem ferramentas que possibilitam um controle rápido, seguro e em alguns casos, sem interação humana, reduzindo drasticamente a necessidade de altos investimentos. Suas implementações requerem alto grau de conhecimento, haja vista o grande número de opções disponíveis no mercado, levando a compras erradas e subutilizadas, dependendo o caso.  Nos dias de hoje, em que fazer economia está mais do que na moda, fica a dica!

Por Joel Costa em Administradores.

Universidades da Índia usam sistema RFID para prevenir fraudes

doctor_3_0_0_0_0_9_1_0_1_1_0_0_0_0

Nova Délhi: Estudantes de universidades médicas não serão mais capazes de trabalhar em diferentes faculdades ao mesmo tempo. Em uma aplicação para prevenir “faculdades fantasmas” em universidades de medicina, o Conselho Médico da Índia (MCI) tornou obrigatório para faculdades a inclusão de um sistema RFID para identificar os estudantes.

O sistema incluirá foto do indivíduo, cursos reconhecidos, detalhes pessoais e impressões digitais. O banco de dados será então integrado aos cartões dos membros.

Em um comunicado recente, o MCI pediu a reitores e diretores de todas as universidades médicas a implantação do sistema. Interessantemente, o MCI iniciou seus projetos de RFID em 2009. Entretanto, o processo havia sido descontinuado.

Oficiais dizem que o novo método de vigilância é uma maneira de checar a prática duvidosa de recrutar “estudantes fantasmas” (que não existem fora do papel) durante a inspeção pelo MCI. “O sistema não permitirá que universidades públicas ou privadas se envolvam em práticas que não deveriam”, disse um oficial sênior.

Muitas faculdades, geralmente privadas, apelam para essa prática para conseguir aprovações do MCI por aumentarem o número de alunos.

“Muitas vezes elas são pegas e as propostas são rejeitadas. Mas às vezes elas conseguem a aprovação. Com o novo sistema implantado, esse problema deixará de existir,” disse o oficial.

Fonte: Deccan Chronicle (em inglês)