Big Data e Internet das Coisas serão motores de uma nova economia

“A combinação de Big Data e Internet das Coisas irá impulsionar o surgimento de uma nova economia baseada na personalização de produtos e serviços”. A previsão é de Edouard Hieaux, Country Manager no Brasil da AT Internet, uma das maiores companhias de Digital Analytics do mundo.
Em entrevista, o executivo analisa as potenciais transformações que os negócios irão passar na medida em que os números se tornarem cada vez mais relevantes na definição de estratégias de marketing e até mesmo no desenvolvimento de produtos customizados a partir das preferências dos consumidores, que, conectados o tempo todo, disponibilizarão informações essenciais para uma empresa ganhar ou perder terreno para concorrentes com uma maior capacidade de análise de dados.
Aqui no Brasil, as empresas ainda parecem estar apenas engatinhando no uso de ferramentas de analytics, mas com o avanço da concorrência, especialmente no comércio eletrônico, está se tornando cada vez mais clara a importância de um olhar mais apurado para os dados e uma consequente personalização das ofertas. Qual será a relevância do digital analytics para o futuro das empresas?
Edouard Hieaux – No mundo dos negócios neste início de século XXI, extrair inteligência dos números se tornou fator crítico de sucesso. Embora para alguns setores a análise de dados seja uma necessidade já há algum tempo, a novidade é que, com o avanço da tecnologia e o aumento da concorrência, esta competência agora é determinante no mercado em geral. E com um nível de exigência cada dia mais elevado, com ferramentas e métodos de mensuração extremamente sofisticados.
Muitos se perguntam “para onde os dados vão nos levar?”. É uma questão pertinente porque as respostas indicam caminhos que vão definir a estratégia das empresas daqui para frente. Um dos reflexos diretos da importância estratégica dos dados nos negócios é que setores inteiros da economia estão sendo radicalmente transformados por eles. E esse movimento deve se acentuar com a convergência entre Big Data e Internet das Coisas.
O que irá representar a intersecção dessas duas disciplinas da tecnologia?
Word Cloud "Big Data"
Edouard Hieaux – Não tenha dúvidas de que o impacto disso para as empresas é grande. A Internet das Coisas é assim chamada por conectar à rede objetos e máquinas diversos, como eletrodomésticos, vestuário, meios de transporte, sistemas de empresas, relógios e eletroeletrônicos, além de computadores e smartphones. Assim, em breve não haverá mais barreiras entre os mundos físico e digital. Conectados por meio de dispositivos que se comunicam entre si, eles se tornarão um só. Para dar um exemplo simples, pense num relógio inteligente, como os que foram lançados recentemente por grandes companhias de tecnologia.
Integrados a sistemas operacionais, eles funcionam como extensão dos smartphones e facilitam acesso a aplicativos e email. Além disso, podem coletar informações sobre trânsito e localização, previsão do tempo, atender a chamadas telefônicas sem que se tire o celular do bolso e monitorar batimentos cardíacos.
A tendência é que logo ele – ou qualquer outra tecnologia “vestível” – se comunique com sua residência ou seu carro e passe comandos sobre atividades que dizem respeito a você, o ser humano de carne e osso. Os veículos modernos, aliás, hoje já são uma espécie de data centers móveis, tamanha a sofisticação dos softwares embarcados.
Mas com uma disponibilização de uma massa de dados cada vez maior como as empresas irão dar sentido a esta infinidade de números?
Edouard Hieaux – Se não houver inteligência no processo de análise, não servirão para nada. É aí que entra o Big Data. Decupar essa imensa quantidade de informações que circula entre equipamentos e pessoas e apenas entre as máquinas é o ouro do século XXI. Afinal, os objetos conectados passarão a ser extensões da vida das pessoas e das estratégias de mobilidade das empresas.
Nesse cenário, o principal desafio será a escolha e o gerenciamento dos diferentes métodos de análises de dados. O ponto de partida para lidar com esse universo infindável é definir os objetivos da estratégia digital da companhia. O gestor deve avaliar qual o diferencial de sua marca e o posicionamento buscado – e onde quer chegar.
Os KPIs, por exemplo, servem para mensurar os objetivos principais. Outro ponto importante é internalizar a inteligência e a estratégia. De nada adianta imaginar que um software de analytics resolverá todos os problemas. Ele é como um foguete: sobe, mas precisa de bons pilotos para levar ao destino correto.
Então a combinação entre Big Data e Internet das Coisas irá levar a uma personalização de produtos e serviços como jamais pudemos imaginar?
Edouard Hieaux – Exatamente. Embora o mercado ainda esteja no início desse processo, de uma coisa não há dúvidas: as marcas que se prepararem melhor para obter inteligência a partir das informações geradas pelos consumidores nesse novo ambiente, onde há internet em tudo, inclusive no corpo, estarão na dianteira dessa nova era. Estas serão as empresas do futuro.
Fonte: Segs

5 tecnologias que serão destaque em eventos esportivos

São Paulo – Até pouco tempo atrás, o recurso do “replay” era a principal novidade nas competições esportivas. Desde então a evolução tecnológica foi crescente e já podemos acompanhar transmissões simultâneas em alta resolução e até mesmo em 3D e novidades como imagens em super slow motion.

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A Fifa, por exemplo, relutou até decidir agregar a tecnologia da linha do gol em competições oficiais, modificando uma tradição no futebol que era a ausência de aparatos tecnológicos em jogos.

“Hoje essas tecnologias são obrigatórias e nos passam batido, dando espaço a outras novidades que surgem sempre ao redor de grandes eventos esportivos, como Copas do Mundo e Olimpíadas”, afirma Renato Leite, diretor de marketing da Orange Business Services para Américas.

Para as próximas competições esportivas, especialmente em jogos de futebol, Leite prevê que cinco novas tecnologias estarão presentes nas transmissões de TV, em tablets, celulares ou mesmo no telão de um estádio. Veja a seguir quais são:

“Ball Tracker” – As câmeras inteligentes com os chamados “ball trackers” podem não só acompanhar a bola nos melhores ângulos mas também calcular sua velocidade, altura, aceleração, ângulo e fazer um tira-teima em tempo real para verificar se a bola entrou no gol.

Atualmente uma tecnologia que “vetoriza” a trajetória da bola combina a captação e interpretação de seu movimento com a ajuda de sete câmeras que – posicionadas em diferentes ângulos – podem prever se a bola vai de fato chegar ao gol.

“RFID como tira-teima” – O RFID é uma tecnologia que permite a identificação por radiofrequência através de sinais que recuperam e armazenam dados de posicionamento remoto com dispositivos denominados “etiquetas” de RFID.

Essa tecnologia pode ser implantada nos jogadores, detectando com altíssima precisão seu posicionamento no campo, calculando sua velocidade e rendimento. A mesma tecnologia pode ser implantada na bola e nos árbitros, conferindo ainda mais credibilidade nas avaliações de penalidades e validação de decisões da arbitragem.

“M2M: Face & Voice Recognition” – Essa tecnologia pode ser aplicada para agilizar a entrada dos torcedores nos estádios, evitando tumultos e filas. O face recognition, ou reconhecimento facial, já funciona na Europa e nos EUA.

Sua precisão é tanta que em alguns casos já é considerada tão eficaz quanto às impressões digitais. Nos jogos ela pode reconhecer os jogadores e avaliar seu rendimento, probabilidade de acerto ou erro, e sugerir inclusive quando deve ser substituído.

“Drones” – Ainda em fase de testes para uso civil, os drones prometem ser a próxima grande inovação no universo esportivo. Entregando a capacidade de captar, sincronizar e trazer imagens em ângulos nunca imaginados em altíssima resolução, (e logo mais em 3D) estes veículos aéreos não tripulados entregam uma nova experiência ao telespectador.

Atualmente, o maior desafio em sua implantação é exatamente conciliar a segurança de seu voo (geralmente por cima dos torcedores e jogadores) junto a uma captação de imagens de qualidade. Por enquanto seu controle feito 100% por humanos ainda expõe falhas e desafios. Para essa tecnologia de controle e navegação se tornar efetivamente mais segura, muitos fatores devem ser levados em consideração, como o reconhecimento de jogadores, a percepção do campo, a altura e velocidade da bola.

“Big Data” – A observação e interpretação de dados certamente nos proporcionará inputs que alterarão não só a qualidade dos jogos, mas também seus resultados, influenciando as escolhas táticas e possibilitando jogos e resultados cada vez mais complexos.

Novas sugestões e possibilidades surgirão por conta da compilação de informação nos bancos de dados que permitirá que técnicos e treinadores conheçam melhor jogadores e times e prevejam resultados baseados em estatísticas, probabilidades e mesmo na previsão do tempo.

A utilização do Big Data nos esportes será um divisor de águas, que ainda nem começou a ser devidamente explorado.

Fonte: Revista Exame

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