Tecnologia de rastreamento aumenta a produtividade de joalherias

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Cingapura – Os joalheiros estão aprovando a tecnologia que permite que seus funcionários sejam mais produtivos e reduzam os altos níveis de estresse causados pelo longo tempo que costumavam gastar para localizar itens perdidos de alto valor.

Cerca de 15 joalheiros locais estão usando a tecnologia RFID (Radio Frequency Identification), que reduz o tempo para rastrear e encontrar artigos perdidos ou roubados e também o tempo que os funcionários gastam para controlar o estoque.

Jan Ho, diretora executiva da Ngee Soon Jewellery, um dos primeiros adotantes da tecnologia, disse: “Hoje, leva menos de uma hora para localizar itens perdidos, em comparação com um dia inteiro antes do sistema RFID ser implementado.

“Os funcionários também estão menos preocupados com a localização de itens de jóias perdidas, que costumavam causar alto estresse. Isso libera mais tempo para o engajamento do cliente e a venda de produtos”.

A tecnologia usa tags com chips incorporados que podem ser detectados por um scanner. Ele vem com um programa de software que contabiliza a jóia, verificando os itens em relação ao número total abastecido pela loja. Com o sistema, é preciso apenas uma pessoa para realizar ações, um trabalho que costumava levar dois funcionários para fazê-lo à mão.

A tecnologia RFID tornou-se mais acessível nos últimos anos, com o preço de um sistema caindo até 80%, de mais de US $ 100.000 quando foi lançado pela primeira vez em 2004.

Isso torna a implementação desta tecnologia cada vez mais rentável para pequenas e médias empresas.

O primeiro ministro de Estado do Comércio e Indústria, Sim Ann, disse: “A implementação desta tecnologia pode ajudar as empresas a garantir o aumento geral da produtividade e melhorar o ambiente de trabalho para os funcionários”.

O Sr. Teo Kian Yeong, diretor-gerente da Boon Lay Gems, disse em mandarim: “Será muito útil cortar a quantidade de tempo desperdiçado – tínhamos que passar de três a quatro horas todos os dias apenas fazendo um balanço. Com a tecnologia RFID, isso pode ser eliminado “.

Lee Hwa diretor Ko Lee Meng disse que com a tecnologia, sua equipe “poderia ir para casa mais cedo”.

Matéria original: http: Straitstimes

Tecnologia de radiofrequência promete revolucionar pecuária

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Um projeto piloto desenvolvido pelo Centro de Excelência em Tecnologia Eletrônica Avançada (CEITEC), empresa pública vinculada ao Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação, revelou que é possível ter o controle de rebanhos por meio de chips de radiofrequência (RFID). A técnica seria uma opção para produtores da região, que sofrem com constantes roubo de gado.

Capaz de prevenir furtos e roubos de gado, o uso do RFID na pecuária é muito recomendado para regiões de fronteira do País, como é caso do Noroeste do Paraná. Mas também tem a função de identificação e origem da carne para a indústria, Segundo a CEITEC, a razão pelo uso do RFID é a segurança que a tecnologia oferece, tanto para o controle do rebanho quanto para a qualidade da carne e exportação.

O monitorar o gado com o chamado Chip Boi promete ajudar a indústria da pecuária mais eficiente e prática – algo que é comum da Europa, onde os países já trabalham com rastreio da carne. Na América do Sul, o Uruguai exige, desde 2006, que todo rebanho nacional seja rastreado por meio da tecnologia RFID.

Foram mais de 2,5 mil cabeças de gado envolvida no estudo, que receberam uma tag em brincos com antenas RFID; o que possibilitou localizar cada animal rastreado no intervalo de 12 meses. Em setembro do ano passado, o CEITEC emitiu um parecer favorável à tecnologia que recebeu o apelido de “Chip Boi”.

O sistema de radifrequência para o controle do rebanho já é muito comum em fazendas da Austrália e do Canadá. No Brasil, a tecnologia dá um o primeiro passo para a aplicação eficaz da pecuária de precisão, na avaliação da CEITEC. “A identificação do gado já é uma obrigatoriedade legal no Brasil. E [agora] com os resultados, o governo já recomenda o RFID como um dos principais caminhos para isto”, afirma o superintendente da CEITEC, Marcos Lubaszewski.

A RADIOFREQUÊNCIA

Muito usual para o controle de estoque e logística, a radiofrequência, que chegou ser descartada do mercado no início da década passada, tem se revelado como uma alternativa de sucesso para a gestão das atividades econômicas, tanto no atacado quanto no varejo.

O RFID mais uma vez mostra sua eficiência no controle de estoque. A tecnologia [em radiofrequência] já começa a chegar às propriedades rurais e isto é mais uma prova de que o RFID pode ser utilizado em todas as atividades econômicas.

Matéria original: Ilustrado

Tecnologia que vai mudar o varejo

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O Rfid funciona com um leitor eletrônico que detecta todos os itens do carrinho de compras quase que instantaneamente FOTO: MIGUEL PORTELA

Implementação pode melhorar a eficiência e reduzir o tempo de espera em lojas e nos supermercados

As longas filas em lojas e supermercados sempre foram alvo de reclamações dos consumidores ao realizar compras. Entretanto, em breve, estas filas podem deixar de existir com a adoção da tecnologia de identificação por radiofrequência, ou Rfid (em inglês, Radio Frequency Identification), que torna mais prático o controle e a venda de produtos e substitui os atuais códigos de barra por etiquetas inteligentes.

O Rfid funciona com um leitor eletrônico que detecta todos os itens do carrinho de compras quase que instantaneamente. O leitor, conectado a uma rede irá enviar todas as informações dos produtos para os varejistas e fabricantes. Essa é uma das propostas do Rfid, que pode ser aplicada também na indústria, escolas, aeroportos e outras áreas.

Como funciona

No Ceará, o uso dessa tecnologia é disponibilizada pela Gera3, que trabalha com sistema de gestão para indústrias. De acordo com Gerardo Pinto, sócio-diretor da empresa, o Rfid é utilizado através de antenas que emitem sinais de rádio.

“A antena transmite a informação, emitindo o sinal para enviar seus dados para o leitor, que converte as ondas de rádio para informações digitais”. A redução nas filas de espera é uma das principais vantagens da identificação por radiofrequência.

De uma só vez

“Imagine uma loja de atacado, onde um comprador precise passar item por item no leitor do código de barra do caixa para chegar ao custo final. Com o Rfid todos os artigos podem ser colocados em um carrinho e computado de uma só vez”, detalha.

Outro proveito da aplicação seria para controle de estoque. Com etiquetas inteligentes nos produtos, é possível fazer um levantamento completo de tudo que está no estoque, evitando erros e dispensando a necessidade de se fazer balanços mensais demorados e manuais.

Rastreamento

“A tecnologia permite ainda que um produto seja rastreado desde a sua fabricação até o ponto final de distribuição. A implementação trará um enorme ganho em produtividade e rastreamento de itens, principalmente em fábricas, além de possibilitar rapidez e segurança nas lojas”, comenta o executivo. Nos dois casos, há um forte impacto no balanço de estoques.

Esporte

No esporte, algumas modalidades, como corridas, já utilizam este sistema para medir com precisão o tempo de volta de cada competidor. “Hoje, o Rfid já está disseminado em corridas de rua do Ceará. As etiquetas implantadas no tênis são lidas por diversas antenas instaladas pelo circuito, que confere com mais precisão a medição das voltas dada pelo corredor”, descreve Pinto.

Preço

Apesar disso, ele explica que o preço ainda é o grande empecilho para a implantação da tecnologia em larga escala. “O custo é considerado elevado pelos varejistas. Atualmente, o preço de uma etiqueta varia entre R$0,22 e R$ 0,16. Infelizmente, em comparação ao código de barra, que custa em média R$ 0,02, o produto ainda é considerado um alto custo”. Além disso, os custos necessários com os equipamentos, como antenas, etiquetas e softwares, também são considerados obstáculos para a inserção.

“Acredito que com o custo mais baixo do sistema, assim como dos equipamentos, o mercado irá começar a utilizar a tecnologia em larga escala”, finaliza, lembrando que isso ocorre com toda nova tecnologia.

Fonte: Diário do Nordeste