Chip da saúde monitora glicose e colesterol

Monitoramento do metabolismo

A ideia de um chip de identificação para ser implantado sob a pele nunca pegou, provavelmente por não oferecer benefícios práticos.

Mas que tal um chip que monitore sua saúde e avise-lhe pelo celular qualquer anormalidade?

A ideia da equipe da Escola Politécnica Federal de Lausanne, na Suíça, é atingir inicialmente um público que precise monitorar continuamente níveis de substâncias no corpo, como glicose ou colesterol.

A seguir, eles pretendem fornecer uma plataforma para liberação controlada de medicamentos no organismo.

“Este é o primeiro chip capaz de medir não apenas o pH e a temperatura, mas também moléculas relacionadas ao metabolismo, como glicose, lactato e colesterol, bem como medicamentos,” explica Sandro Carrara, líder da equipe.

010150150615-chip-da-saude

Chip da saúde

O chip, medindo um centímetro de comprimento, usa a mesma técnica das etiquetas RFID para transmitir seus dados e capturar energia do ambiente, o que evita o uso de baterias internas.

Contudo, o protótipo ainda usa uma bateria externa, colada sobre a pele por um adesivo, transmitindo sua energia para o chip por meio de uma bobina – portanto, sem fios.

O biochip funciona de maneira autônoma graças a um conjunto de sensores eletroquímicos que não dependem de enzimas para operar, o que os torna particularmente versáteis, podendo reagir a uma grande variedade de compostos por semanas.

O chip foi testado com sucesso em camundongos vivos, monitorando continuamente o nível de glicose e de paracetamol no corpo das cobaias.

Assim, se não encontrarem adeptos entre os humanos, os pesquisadores acreditam que sua tecnologia poderá ser útil nos laboratórios, permitindo o monitoramento das cobaias de forma menos invasiva e mais precisa, o que é essencial no desenvolvimento de novos medicamentos.

Fonte: Inovação Tecnológica

Universidades da Índia usam sistema RFID para prevenir fraudes

doctor_3_0_0_0_0_9_1_0_1_1_0_0_0_0

Nova Délhi: Estudantes de universidades médicas não serão mais capazes de trabalhar em diferentes faculdades ao mesmo tempo. Em uma aplicação para prevenir “faculdades fantasmas” em universidades de medicina, o Conselho Médico da Índia (MCI) tornou obrigatório para faculdades a inclusão de um sistema RFID para identificar os estudantes.

O sistema incluirá foto do indivíduo, cursos reconhecidos, detalhes pessoais e impressões digitais. O banco de dados será então integrado aos cartões dos membros.

Em um comunicado recente, o MCI pediu a reitores e diretores de todas as universidades médicas a implantação do sistema. Interessantemente, o MCI iniciou seus projetos de RFID em 2009. Entretanto, o processo havia sido descontinuado.

Oficiais dizem que o novo método de vigilância é uma maneira de checar a prática duvidosa de recrutar “estudantes fantasmas” (que não existem fora do papel) durante a inspeção pelo MCI. “O sistema não permitirá que universidades públicas ou privadas se envolvam em práticas que não deveriam”, disse um oficial sênior.

Muitas faculdades, geralmente privadas, apelam para essa prática para conseguir aprovações do MCI por aumentarem o número de alunos.

“Muitas vezes elas são pegas e as propostas são rejeitadas. Mas às vezes elas conseguem a aprovação. Com o novo sistema implantado, esse problema deixará de existir,” disse o oficial.

Fonte: Deccan Chronicle (em inglês)