Tecnologia de rastreamento aumenta a produtividade de joalherias

fa-jewellery-26071

Cingapura – Os joalheiros estão aprovando a tecnologia que permite que seus funcionários sejam mais produtivos e reduzam os altos níveis de estresse causados pelo longo tempo que costumavam gastar para localizar itens perdidos de alto valor.

Cerca de 15 joalheiros locais estão usando a tecnologia RFID (Radio Frequency Identification), que reduz o tempo para rastrear e encontrar artigos perdidos ou roubados e também o tempo que os funcionários gastam para controlar o estoque.

Jan Ho, diretora executiva da Ngee Soon Jewellery, um dos primeiros adotantes da tecnologia, disse: “Hoje, leva menos de uma hora para localizar itens perdidos, em comparação com um dia inteiro antes do sistema RFID ser implementado.

“Os funcionários também estão menos preocupados com a localização de itens de jóias perdidas, que costumavam causar alto estresse. Isso libera mais tempo para o engajamento do cliente e a venda de produtos”.

A tecnologia usa tags com chips incorporados que podem ser detectados por um scanner. Ele vem com um programa de software que contabiliza a jóia, verificando os itens em relação ao número total abastecido pela loja. Com o sistema, é preciso apenas uma pessoa para realizar ações, um trabalho que costumava levar dois funcionários para fazê-lo à mão.

A tecnologia RFID tornou-se mais acessível nos últimos anos, com o preço de um sistema caindo até 80%, de mais de US $ 100.000 quando foi lançado pela primeira vez em 2004.

Isso torna a implementação desta tecnologia cada vez mais rentável para pequenas e médias empresas.

O primeiro ministro de Estado do Comércio e Indústria, Sim Ann, disse: “A implementação desta tecnologia pode ajudar as empresas a garantir o aumento geral da produtividade e melhorar o ambiente de trabalho para os funcionários”.

O Sr. Teo Kian Yeong, diretor-gerente da Boon Lay Gems, disse em mandarim: “Será muito útil cortar a quantidade de tempo desperdiçado – tínhamos que passar de três a quatro horas todos os dias apenas fazendo um balanço. Com a tecnologia RFID, isso pode ser eliminado “.

Lee Hwa diretor Ko Lee Meng disse que com a tecnologia, sua equipe “poderia ir para casa mais cedo”.

Matéria original: http: Straitstimes

Dez perguntas e respostas sobre o RFID para varejo

varejo

A tecnologia de identificação por radiofrequência (RFID) ganha cada vez mais espaço no varejo. Os benefícios (diminuição das rupturas e consequente aumento nas vendas, maior acurácia de estoques, redução das perdas, aumento da eficiência operacional, etc.) são amplamente conhecidos pelos setores que já adotam a solução, e alguns mitos, como o do alto custo, estão sendo deixados para trás. Porém, muitos varejistas ainda têm dúvidas sobre o funcionamento do RFID. Bruno Calaça, gerente de RFID da Tyco Integrated Security, esclarece algumas dessas questões.

1-A tecnologia pode ser utilizada como antifurto?

Já existem alguns varejistas utilizando-a, porém seu desempenho é aproximadamente 30% inferior quando comparado, por exemplo, à tecnologia AM. RFID pode ser utilizado como antifurto, mas não é sua aplicação principal e nem é a melhor tecnologia para isso.

2-Consigo imprimir informações legíveis nas etiquetas?

Sim, é possível imprimir nas etiquetas RFID as mesmas informações de uma etiqueta de preços, de código de barras ou até mesmo gerar uma etiqueta de composição inteligente com RFID.

3-É possível gravar informações nas etiquetas durante os processos?
Sim, em qualquer etapa do processo é possível incluir informações nas etiquetas, como data de expedição do produto, data de recebimento na loja, cupom fiscal, etc.

4-Qual o aumento possível na eficiência dos inventários com o RFID?

É possível ter ganhos consideráveis na produtividade dos inventários. Em um exemplo simples, enquanto um coletor de código de barras lê 400 códigos por hora, o handheld RFID lê 4000 etiquetas por hora.

5-E se o cliente retirar a etiqueta do produto?

O produto somente pode ser identificado se ainda possuir a etiqueta RFID. Por isso, a etiquetagem correta é tão importante. Por exemplo, a estratégia de etiquetagem na origem. Isso garante uma rastreabilidade do produto desde a sua origem. Além disso, garante-se um percentual de produtos etiquetados muito maior do que a utilização de etiquetas recirculáveis. Para produtos têxteis, por exemplo, a costura da etiqueta é a melhor estratégia.

6-Como é feita a integração do RFID com o PDV?

Existem formas bem simples de se realizar essa integração, normalmente com a utilização de um webservice. Isso significa que o PDV do cliente terá o espelho de tudo o que for lido no momento da leitura RFID no caixa.

7-Consigo obter os dados lidos da solução RFID em meu smartphone?

Sim. Atualmente, já existem soluções que permitem a integração também com smartphone, o que facilita a visibilidade de informações por todos os envolvidos na cadeia de suprimentos varejista.

8-Quanto custam as etiquetas?

O preço das etiquetas depende muito do volume e tipo de etiqueta. Por exemplo, etiquetas RFID UHF para verejo têxtil já são encontradas no mercado a um preço em torno de R$ 0,30.

9-Todos os produtos podem ser etiquetados?

A grande maioria dos produtos pode ser etiquetada. Ajustes ou etiquetas especiais podem ser necessários, tendo em vista as limitações de aplicação em materiais como metais e líquidos.

10-A etiqueta é reutilizável? Ela tem vida útil?

Já existem no mercado etiquetas reutilizáveis e é uma estratégia também utilizada. Como qualquer componente eletrônico, a etiqueta RFID tem vida útil, porém são necessários anos ou mesmo décadas para que ela torne-se inutilizável.

Fonte: INCorporativa

NFC na boca das lojas

A comunicação digital entre os objetos não é mais coisa de filme. No setor de Varejo, o conceito de NFC (Near Field Communication) está se tornando uma realidade, dentro e fora das lojas. Enquanto a tecnologia ainda está em fase de consolidação nas mãos dos consumidores, os varejistas já estão utilizando soluções inteligentes para alavancar a produção e diminuir o tempo de resposta ao cliente, como as etiquetas eletrônicas.

nfcSegundo Wagner Bernardes, diretor-executivo da Seal Tecnologia, empresa brasileira focada em computação móvel e captura de dados, a etiqueta eletrônica substitui a precificação em papel, tornando o processo de compra mais cômodo para os consumidores, pois elimina a divergência de preços entre a gôndola e o caixa. “Quando há uma variação de valores ou uma promoção, por exemplo, os gerentes de um supermercado podem programar a mudança de preços de maneira uniforme e assertiva”, afirma.

Para o executivo, além de evitar rupturas de informação, as etiquetas melhoram o desempenho da força de trabalho promovendo agilidade na averiguação de estoque, na troca de mercadorias nas prateleiras e na passagem dos produtos na frente de caixa. “A gestão da loja, como um todo, fica mais fácil e controlada. Possibilitando ao varejista, ganhos estratégicos e operacionais”, argumenta. A Seal Tecnologia trabalha com as etiquetas inteligentes desde o ano passado e, segundo Bernardes, a empresa espera crescer 40% com a tecnologia em 2013.

“Não há grandes desafios técnicos a serem superados, a dúvida que paira no ar é como colocar em prática todas as oportunidades oferecidas pelo NFC”, aponta. De acordo com o diretor-executivo, as estruturas utilizadas pelas etiquetas são simples e a tecnologia já está sendo desenvolvida no Brasil pela companhia em parceria com a empresa sueca Pricer. No País, a empresa possui clientes como a rede de supermercados Koch, situada em Santa Catarina. Com investimentos na casa de R$ 18 milhões no nono estabelecimento, o grupo implantou 14 mil etiquetas com o intuito de aprimorar a experiência de compra e espera faturar cerca de R$ 400 milhões este ano, 25% a mais se comparado a 2012.

A Seal também possui boas expectativas relacionadas à tendência das etiquetas, a organização planeja aumentar a atuação no mercado nacional expandindo o número de escritório pelo País. Segundo Wagner Bernardes, com bases situadas em Goiânia, Curitiba e São Paulo o plano é abrir outra unidade ainda este ano. “Vemos esta tecnologia como um padrão a ser adotado tanto pelos varejistas quanto pelos clientes e queremos estar presentes em todo o território brasileiro a fim de atender essa demanda”, finaliza.

Fonte: Rodrigo Aron (Decision Report)

Tecnologia que vai mudar o varejo

8702f9c5051eb01b650631677bf3f7cc

O Rfid funciona com um leitor eletrônico que detecta todos os itens do carrinho de compras quase que instantaneamente FOTO: MIGUEL PORTELA

Implementação pode melhorar a eficiência e reduzir o tempo de espera em lojas e nos supermercados

As longas filas em lojas e supermercados sempre foram alvo de reclamações dos consumidores ao realizar compras. Entretanto, em breve, estas filas podem deixar de existir com a adoção da tecnologia de identificação por radiofrequência, ou Rfid (em inglês, Radio Frequency Identification), que torna mais prático o controle e a venda de produtos e substitui os atuais códigos de barra por etiquetas inteligentes.

O Rfid funciona com um leitor eletrônico que detecta todos os itens do carrinho de compras quase que instantaneamente. O leitor, conectado a uma rede irá enviar todas as informações dos produtos para os varejistas e fabricantes. Essa é uma das propostas do Rfid, que pode ser aplicada também na indústria, escolas, aeroportos e outras áreas.

Como funciona

No Ceará, o uso dessa tecnologia é disponibilizada pela Gera3, que trabalha com sistema de gestão para indústrias. De acordo com Gerardo Pinto, sócio-diretor da empresa, o Rfid é utilizado através de antenas que emitem sinais de rádio.

“A antena transmite a informação, emitindo o sinal para enviar seus dados para o leitor, que converte as ondas de rádio para informações digitais”. A redução nas filas de espera é uma das principais vantagens da identificação por radiofrequência.

De uma só vez

“Imagine uma loja de atacado, onde um comprador precise passar item por item no leitor do código de barra do caixa para chegar ao custo final. Com o Rfid todos os artigos podem ser colocados em um carrinho e computado de uma só vez”, detalha.

Outro proveito da aplicação seria para controle de estoque. Com etiquetas inteligentes nos produtos, é possível fazer um levantamento completo de tudo que está no estoque, evitando erros e dispensando a necessidade de se fazer balanços mensais demorados e manuais.

Rastreamento

“A tecnologia permite ainda que um produto seja rastreado desde a sua fabricação até o ponto final de distribuição. A implementação trará um enorme ganho em produtividade e rastreamento de itens, principalmente em fábricas, além de possibilitar rapidez e segurança nas lojas”, comenta o executivo. Nos dois casos, há um forte impacto no balanço de estoques.

Esporte

No esporte, algumas modalidades, como corridas, já utilizam este sistema para medir com precisão o tempo de volta de cada competidor. “Hoje, o Rfid já está disseminado em corridas de rua do Ceará. As etiquetas implantadas no tênis são lidas por diversas antenas instaladas pelo circuito, que confere com mais precisão a medição das voltas dada pelo corredor”, descreve Pinto.

Preço

Apesar disso, ele explica que o preço ainda é o grande empecilho para a implantação da tecnologia em larga escala. “O custo é considerado elevado pelos varejistas. Atualmente, o preço de uma etiqueta varia entre R$0,22 e R$ 0,16. Infelizmente, em comparação ao código de barra, que custa em média R$ 0,02, o produto ainda é considerado um alto custo”. Além disso, os custos necessários com os equipamentos, como antenas, etiquetas e softwares, também são considerados obstáculos para a inserção.

“Acredito que com o custo mais baixo do sistema, assim como dos equipamentos, o mercado irá começar a utilizar a tecnologia em larga escala”, finaliza, lembrando que isso ocorre com toda nova tecnologia.

Fonte: Diário do Nordeste